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Você prefere Vinil ou CD?

por Duda Calvin em 20/10/2010

Vinil x CD
Uma Nova Guerra mundial?  mas... pra que lutar?


Vai Ter o show do Paul McCartney em Porto Alegre, minha mãe tem alguns discos dos Beatles antigos, meus irmãos se adonaram destes discos, e domingo passado, num churrasco de família, se escutou o Help, nas 3 gerações que estavam a mesa, pais, filhos e netos,  o Help importado, bolachão antigo e pesado, aliás, mais pesado que o Help bolachão nacional, muito se falou dos Beatles, quem não curte? quem nunca escutou um som dos beatles? como será o show em POA? quantos sons dos Beatles o Paul vai tocar? quem era o melhor Beatle? e até se cogitou em mudar o nome do Paul McCartney, que depois de tocar no beira rio, deverá se chamar Paul MaCaco, coloradaaaaaaaaço!

Mas, no meio da conversa, alguém fala: - Pô, este disco é melhor em vinil que em cd né?

Porque é melhor o som no vinil do que no cd? se é melhor, porque não voltamos ao vinil, porque então fabricamos cds? resolví fazer uma pesquisa sobre o assunto para os leitores do Rock Gaúcho.com, pra galera que lê esta coluna e participa ativamente, aliás, somos os campeões de acesso dos sites sobre rock, tudo graças a vocês, mas vamos ao que descobri, aliás, vamos as notícias:

Recentemente O Rafael Ramos (DeckDisk) comprou a antiga fabrica de discos de vinil Polisom (RJ) , ÚLTIMA, isso mesmo, última fábrica de Vinil da América Latina, para lançar o catálago da DeckDisk, no formato Vinil, cabe aqui esclarecer aos desavisados,  a Deck não vai SOMENTE fabricar seus discos em vinil, não, ela continua lançando cds, e vendendo música para downloads, é apenas mais uma forma de vender música, no antigo formato vinil.

Muito se diz, sobre a definição do som, dos graves que o vinil consegue mostrar e o cd não, das capas dos discos, que em materia de material artístico, o vinil, na sua história, teve um tratamento de obra de arte, enquanto o cd não reproduz isso, o revival da música como arte versus a música descartável de hoje em dia, mas pra que tudo isso? quem sai ganhando com isso? vamos aos números, aos dados sobre esta \"nova guerra\":
Fala-se muito dos graves e da quantidade de som que o vinil consegue informar ao ouvido humano, ao passo que o cd, que trabalha com arquivos comprimidos, não tem esta informação toda, bom, eu não sou especialista no assunto, mas o Paulo Assis, que trabalha com produção de áudio e escreve para as revistas: Cover Guitarra, teclado & piano e Studio tem uma resposta técnica muito interessante sobre esta nova guerra mundial cd x vinil:
 
\"O som de um disco de vinil vem de um sulco no plástico. A onda não está representada por cálculos matemáticos ou algo semelhante, mas está lá, fisicamente presente. A agulha vibra nessas lombadas musicais e essa vibração é o som. Se nos aproximarmos bastante de uma vitrola, podemos ouvir o som sem nenhuma amplificação elétrica (os antigos fonógrafos eram apenas isso, sua amplificação era feita por um cone acústico na agulha).

Já em um mídia digital, o som é gerado a partir de informações que representam a onda sonora. Essa representação tem uma resolução máxima. Todos nós já ouvimos falar na “curva quadrada” do som digital. É uma teoria segundo a qual o som do CD seria ruim porque a digitalização transforma a curva sonora em uma “escada”.

O princípio dessa idéia está correto, pois é assim mesmo que funciona a digitalização. A onda é registrada em pontos que representam, ao longo do tempo, a “energia do som” naquele momento - sejam compressões e rarefações de ar, corrente elétrica ou a posição da película do alto-falante. Essa escala, no entanto, tem seus degraus matematicamente menores do que o ouvido humano pode perceber. O cálculo é simples: com 16 bits de resolução e 44,1 KHz de amostragem (a resolução de um CD comum), a curva mínima descreve praticamente o máximo que o ouvido humano consegue perceber em condições ideais (ou seja, um ouvido sem perdas auditivas). As freqüências mais agudas, a partir de aproximadamente 16 KHz, realmente não são tão bem “representadas” quanto poderiam, e a curva fica realmente “quadrada” (seja isso perceptível ou não).

Esse problema poderia ser relevante se não existisse outro muito mais grave na distorção do áudio gravado: os alto-falantes encontrados na gigantesca maioria dos sistemas de som não chegam nessas altíssimas freqüências com fidelidade. Essa questão da “curva quadrada”, para mim, não é o cerne do problema, já que o equipamento disponível dificilmente reproduz essa diferença\"


Sobre o \"ouvido captar a diferença de sonoridade entre o vinil e o cd\", tem um oceano de problemas a ser levantado aqui:
 
- Qualidade do Vinil

O Vinil Nacional é bacana? pra começar nossa via crucis atrás do som perfeito vamos partir de um bom bolachão
\"Os elepês pesados são menos suscetíveis às vibrações, de forma que o atrito entre a agulha e o disco é menos impactante ou influenciado por outras vibrações que podem decorrer das próprias ondas sonoras emitidas pelas caixas. Os discos de 180 ou 200 gramas são produzidos com vinil de qualidade superior, reduzindo o ruído em relação ao sinal captado pela agulha. Há vinis comuns, mas de qualidade sonora superior, o que pode ser explicado pelos cuidados na gravação ou na prensagem, como é caso dos discos japoneses e ingleses. Cento e oitenta gramas são considerados discos muito superiores e, portanto, voltados a audiófilos. Há ainda os “supervinyl profile”, de 200 gramas, que produzem um som ainda mais fiel. Existe também a versão 150, 140 gramas. No Brasil, os vinis eram de 90 gramas, em material de má qualidade, por isso a preferência pelos importados.\"
Revista Metrópole 13/09/2009
Vinil Back In Black AC/DC na FNAC R$100,00
 
- Agulha do toca discos

Tá, comprei um bolachão \"cuiudo\" (tenho que traduzir a expressão cuiudo? não né? ) vamos atrás dos equipamentos pra se escutar o que comprei, me disseram que sem uma boa agulha, um toca discos é nada, a agulha é o tendão de aquiles do toca discos.
 
\"As agulhas podem ser de diamante ou safira. Possuem vida útil de 500 a 1000 horas respectivamente com peso de 3g. Também, podem ser cônicas (mais comuns) ou elípticas (só para os profissionais).As elípticas desgastam menos os sulcos porque fazem contato com uma área maior e mais contínua nas paredes do sulco, enquanto as esféricas vão pulando de cada ponto onde alcaçam para o seguinte. Também a área de contato vertical nas paredes do sulco é maior nas elípticas, distribuindo-se, assim, a pressão por uma maior área de contato e não em apenas em um ponto, uma boa agulha, custa a partir de R$100,00 \" (fonte catodi, casa dos toca discos)
 
- O Toca Discos

Comprei a tão falada agulha elíptica de diamante, R$150,00 da ortofon (uma das melhores e não tão caras do mercado) agora vamos achar o toca discos

O \"toca-discos\" é um equipamento eletromecânico responsável por captar a informação escrita no disco e transformá-la em sinal elétrico. Podemos dividi-los em três grupos, amadores, semi-profissionais e profissionais, onde as diferenças estão na fabricação de seus componentes e seu preço final. Um fator muito importante é o tipo de acionamento do prato giratório, que pode ser por polia, por correia (belt-drive) e acionamento direto (direct-drive). O acoplamento por polia é o pior de todos, pois transmite a vibração do motor para o prato e consequentemente para a cápsula fonocaptora. O acoplamento por correia é satisfatório, pois a correia absorve a vibração do motor e não a transmite para o prato. Sua desvantagem está na rápida degradação da correia e se houverem imperfeições nas mesmas, provocarão variação na velocidade do disco. O melhor acoplamento é o direto, pois não depende de contatos mecânicos. Sua desvantagem está no alto custo e complicação dos circuitos eletrônicos de controle de velocidade, por isso, só equipam toca-discos profissionais.

O Melhor toca discos ainda é o technics, que gira em torno de R$1.500,00 (sóvinil discos)
 
- E pra ligar o toca discos? preciso de um receiver ou de um pré amplificador.

não adianta tu comprar um toca discos bom se tu não tem um receiver bom, um pré ampli bom começa na faixa de R$800,00 daí pra cima, deste preço, pra baixo, bom !? só os antigos (fonte definitive home theater )
 
- Caixas de Som

Comprei o tal receiver, agora precisa das caixas, o Carlos, da Catodi aconselha as caixas technics Sb-a38, tem melhores e mais caras, mas estas vão bem em qualquer som, e pode encontrar usadas a partir de R$700,00
 
- Ouvido

a maioria das pessoas não tem ouvido absoluto, aliás, uma em cada dez mil pessoas tem, que podem perceber mudanças quase imperceptíveis na música, detalhes e tudo mais, mas não desanime, muita gente escuta um som  e consegue diferenciar muita coisa, um instrumento do outro, mais de uma guitarra numa gravação, etc... claro, que isso faz uma boa diferença quando músicos escutam um som e \"descobrem\" estas diferenças numa gravação, mas um amante de uma boa música, ao escutar nesta parafernália que fomos pesquisar acima vai sacar as nuances de um som de um bom vinil, num bom aparelho de toca discos com boas caixas de som, os que não escutarem diferença alguma, e olha que tem muitos que não vão escutar esta diferença, ao menos vai curtir a parada de botar o disco pra rodar, num equipamento muito bacana.
 
Resultado:

Pô, Resultado? parece teste de escola, mas , enfim, qual a conclussão disso tudo?

O Vinil, a volta do vinil, a volta de se escutar som Hi-fi, serve pros saudosistas, pros puristas, pros \"mudernos\", e principalmente pra galera que tem grana pra torrar com um bom equipamento de toca discos, senão, tu vai escutar muiiiiiita chiadeira, de disco ruim, de toca disco ruim, de agulha gasta, de caixa estourada, de receiver detonado, aliás, dos nossos leitores que tem equipamento de toca discos, depois que vc leu isto, responda:  teu equipamento é bom mesmo? ou teria que melhorar alguma coisa nele?

A volta do Vinil, na prática, é uma forma de se vender disco, o download e a pirataria cortou as pernas (pra muitos as garras) das gravadoras, o vinil, \"tenta\" (entre aspas mesmo) frear um pouco desta pirataria, mas não se iludam gravadoras, os toca discos modernos vem com USB, ou seja, copia, e lança no PC.

A pirataria e o download não vão acabar com a volta do vinil, o LP é mais uma forma de se comercializar uma mídia, que estava quase instinta no Brasil, e isso é muito bacana, acho legal mesmo a iniciativa da Deck, pra nós que curtimos escutar um som, é mais uma boa opção.

Quem tiver um vinil dos Beatles, ou Ramones, ou AC/DC , to comprando hein!

Abração a todos.