Apanhador Só lança álbum em Belo Horizonte

Um ano após o lançamento de Apanhador Só, considerado um dos melhores discos nacionais de 2010, Alexandre Kumpinski (voz e guitarra), Felipe Zancanaro (guitarra e percussão), Fernão Agra (baixo) e Martin Estevez (bateria) finalmente chegam a Belo Horizonte para mostrar composições elogiadas como Um Rei e o Zé, Maria Augusta, Prédio, Balão-de-Vira-Mundo e Nescafé.

A banda de Porto Alegre sobe ao palco do Teatro Klauss Vianna, do Oi Futuro, dia 22 de junho (quarta), às 21h, com seu pop experimental que acaba de conquistar os troféus de Melhor Disco Pop-Rock, Melhor Produtor Musical e Melhor Projeto Gráfico no Prêmio Açorianos de Música, realizado no Rio Grande do Sul.

No álbum de estreia, o grupo impõe sua personalidade em composições ousadas, que passeiam suave e firmemente pela história da música brasileira e vêm de encontro a um período de retomada da linha evolutiva da canção popular.

A beleza esquisita de Um Rei…, espécie de continuação do assobio falho de Tom Zé em Brigitte Bardot, é exemplo disso. Balão… também – em vez de seguir de volta ao sertão nordestino de seus antepassados a faixa vai mais ao sul e vira tango. Já o coro de Vila do ½ Dia combina o barroco Clube da Esquina com o frescor da Praia do Cassino.

O quarteto também chama atenção por levar ao estúdio e aos palcos itens como furadeira, pato de borracha e a bicicleta vermelha modificada que serve de símbolo ao Apanhador Só – nas mãos dos gaúchos, as bugigangas transformam-se em percussão.

A gambiarra sonora ganhou tanto espaço no universo musical da banda que, no último mês, saiu do forno o disco Acústico-Sucateiro. No projeto, os porto-alegrenses reinventam algumas composições de seu primeiro álbum, mais a inédita Na Ponta dos Pés, adotando gaiola, sacola de plástico, sino, tecladinhos, ralador, isqueiro, walkie-talkie e muitos outros objetos como instrumento.

No show desplugado, o grupo deixa de lado guitarras, baixo, bateria e amplificadores a favor da baixa tecnologia de sucatas, objetos alimentados com pilha e brinquedos.

Gravado na casa de Alexandre, Acústico-Sucateiro pode ser encontrado em versão digital (disponível gratuitamente no site apanhadorso.com) e fita cassete. Esse repertório será levado a espaços urbanos de BH e Ouro Preto, respectivamente nos dias 23 e 24/6, como intervenções acústico-sucateiras – que o grupo já apresentou em pequenos teatros, praças, parques e estações de Metrô de cidades como Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

Uma curiosidade é que a cassete pode ser adquirida por meio de troca. Quem chegar aos shows da banda com cinco fitas novas ou usadas (em bom estado) ganha uma unidade de Acústico-Sucateiro. Fora do escambo, a peça custa R$ 15 (mesmo valor do CD).

Ouça: www.apanhadorso.com

Serviço:
Apanhador Só no Oi Futuro BH (Teatro Klauss Vianna)
Quarta, 22 de junho, às 21h
Entrada: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (estudante)
Ingressos à venda na bilheteria do local e no site Ingresso Rápido
Endereço: Av. Afonso Pena, 4001 – Mangabeiras
Censura: Livre
Capacidade: 325 lugares
Telefone: (31) 3229-3131
Site: www.oifuturo.org.br

Intervenções Acústico-Sucateiras em Belo Horizonte
Quinta, 23 de junho
13h – Praça do Papa
16h – Praça da Liberdade
Gratuito

Intervenções Acústico-Sucateiras em Ouro Preto
Sexta, 24 de junho
13h e 18h – Praça Tiradentes
Gratuito

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