Apocalypse, Skyfox 8 e Spartacus na CCMQ esta quinta

Rock é feito de diversão, euforia e atitude – mas também de experimentação, fusão de estilos e elaboração poética e instrumental. Essas são algumas das premissas do art rock, gênero de presença forte no cenário independente, que ganha hoje o palco do Teatro Bruno Kiefer, a partir das 20h, no som de três bandas gaúchas: Apocalypse, Skyfox 8 e Spartacus. Os três grupos exploram um tipo de rock que tem suas raízes nos anos 1960, mais precisamente em álbuns como Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967). Ao testar efeitos de gravação, buscar unidade entre as canções de um mesmo disco e ampliar a paleta de timbres e formatos, os Beatles estabeleceram um novo padrão para a geração roqueira seguinte. Depois, nomes como Yes, Emerson, Lake & Palmer, Jethro Tull e King Crimson – e, no Brasil, O Terço, Casa das Máquinas e Mutantes – se voltaram para composições mais sofisticadas, sintetizadores (então) inovadores e flertes com o erudito e o jazz. Tal ambição artística – à qual foram associados rótulos como rock progressivo, rock sinfônico, space rock e art rock – repercutiu bem: o clássico The Dark Side of the Moon (1973), do Pink Floyd, ficou 14 anos seguidos nas paradas. O impacto comercial do art rock já não é o mesmo, mas o estilo subsiste no meio independente. Especialmente na Europa e nos Estados Unidos, onde há festivais específicos para bandas progressivas como Starcastle, Magenta e Modrý Efekt. O que se reflete na produção da Apocalypse e da Skyfox 8, que trazem letras em inglês – um caminho natural na terra do funk carioca e do sertanejo universitário. – Tocamos nos Estados Unidos em 1999, em português. Em 2004, resolvemos mudar, passamos para o inglês – conta o tecladista da Apocalypse, Eloy Fritsch. A Apocalypse já acumula 26 anos de trajetória, período em que lançou 10 álbuns e teve canções editadas em países como França, Estados Unidos e Espanha. A Skyfox 8, descendente de outra formação veterana, a extinta Graham Bell, negocia para lançar seu disco de estreia por um selo canadense. Em ambas, há abundância de melodias de teclados e guitarras em composições que quase sempre transcendem o estrofe/refrão/estrofe do pop convencional. A Spartacus, mais voltada para o heavy metal, terá hoje um tecladista convidado para tocar um tema inspirado no tango. Para quem não gosta de shows mais longos, não há obstáculo: cada banda vai fazer apresentações enxutas, de pouco mais de meia hora. – Art rock não é sinônimo de músicas longas, mas de músicas artisticamente ricas – resume o vocalista da Skyfox 8, Renato Jardim. – É um estilo que permite aprofundar conceitos e formas, sair da superfície. Serviço:Brave Art Rock In ConcertQuando: 15/10/2009 – quinta – às 20hDuração: 35 minutos (cada show)Onde: Teatro Bruno Kiefer – CCMQ (Andradas, 736)O Show: na ordem, as bandas Skyfox8, Spartacus e Apocalypse mostram composições própriasIngressos: R$ 10,00 (desconto de 50% para estudantes e maiores de 60 anos)

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