Após cinco anos, Cidadão Quem se reúne e lança turnê para 2014 no RS

Após cinco anos de pausa nas atividades, a banda gaúcha Cidadão Quem suspendeu o hiato e relembrou os últimos anos de carreira em um show em Porto Alegre na noite de segunda-feira (18). A apresentação serviu como prévia para outras que vão ocorrer a partir de janeiro de 2014, quando o grupo sairá em turnê pelo Rio Grande do Sul para comemorar a trajetória iniciada há 20 anos, em 1993, com o lançamento do disco “Outras Caras”.

Formada atualmente pelos irmãos Duca e Luciano Leindecker e Cláudio Matos, a banda começou a fazer sucesso ainda na década de 1990 e emplacou diversos shows no Planeta Atlântida, festival que ocorre anualmente na praia de Atlântida, em Xangri-Lá, no Litoral Norte gaúcho. A última aparição no festival foi em 2006, dois anos antes da parada do grupo.

Ao longo de 2014, uma série de canções compostas em duas décadas, divididas em sete álbuns, serão compiladas nos shows que passarão por cidades gaúchas na excursão que vai durar até o final do ano. “É uma turnê cheia de expectativa. Para as pessoas e para a Cidadão Quem”, define o vocalista e guitarrista Duca Leindecker em entrevista ao G1. “Toco desde sempre. Nunca fiz outra coisa na vida. Me sinto melhor no palco. E agora tenho o privilégio de tocar com o meu irmão”, destaca.

Ainda um pouco nostálgico horas depois do primeiro show da reunião, o músico diz que a nova turnê vai revisitar as duas últimas décadas da banda. “A gente está se unindo agora para tocar o que foi a Cidadão Quem. Após essa pausa de cinco anos, a gente ficou muito emocionado de tocar junto, de tocar para aquelas pessoas que estavam lá e comemorar esses 20 anos”, detalhou.

A decisão de retomar as atividades da banda ocorreu de forma natural, diz Duca. Segundo ele, nem mesmo selecionar um repertório em meio ao vasto material foi uma tarefa difícil. “Sempre teve um lance de as pessoas e os fãs comentarem muito com a gente sobre a música e a carreira da Cidadão Quem, mesmo que estivéssemos em projetos paralelos. Ficou um pouco no ar essa coisa nostálgica. Por isso, a gente optou por escolher as músicas mais conhecidas”, explica o músico.

O público, que esgotou os ingressos para a performance com dias de antecedência, lotou o Teatro do Bourbon Country. Embora o objetivo do show seja resgatar o repertório clássico da banda, a canção que abriu a noite foi o novo single “Nosso Próprio Mar”. No entanto, músicas representativas da carreira do grupo como “Dia Especial” e “Pinhal”, que entrou no bis do setlist, não ficaram de fora. “É difícil falar qual é a minha favorita ou qual momento do show me marcou mais. Todas são importantes. Mas ‘Ao Fim de Tudo’ foi especial. Acho que a letra é muito forte. Eu me emociono sempre que eu canto”, confidencia o músico.

Embora seja mais conhecido pelo trabalho musical tanto na Cidadão Quem quanto na carreira solo e no duo Pouca Vogal, ao lado de Humberto Gessinger, Duca Leindecker também é escritor. O irmão Luciano passou os últimos anos tocando na Mani Mani, formada também por Paulo Inchauspe e Caio Girardi. Os projetos paralelos, porém, não devem ser interrompidos pela turnê da Cidadão Quem. Por isso, um disco de inéditas, por enquanto, está descartado. “É uma turnê remember. No estilo do The Police. É dedicada para quem nunca viu a banda ao vivo e para os que viram e querem relembrar”, define.

A excursão se concentrará em cidades do Rio Grande do Sul, mas existe a possibilidade de estender para estados como Santa Catarina e Paraná. “Vamos tocar em lugares onde a Cidadão Quem teve mais história, tem mais apelo, ou seja, principalmente no eixo da Região Sul do Brasil”, pondera Duca.

O pôr-do-sol no Planeta

Para Duca Leindecker, a ascensão e trajetória da Cidadão Quem também está ligada a história do Planeta Atlântida. “Tocamos em várias edições, inclusive no primeiro evento. Foram participações que vieram sempre marcando a carreira da banda. A história do Planeta Atlântida também se mistura um pouco com a nossa”, diz ele.

Em 2006, a Cidadão Quem foi uma das atrações do Palco Principal da festa. “Lembro de um momento em especial: quando cantei “Girassóis”. Lembro de um pôr-do-sol lindo no momento dessa canção. No pico do horário do fim da tarde, aquele sol vermelho batendo direto na gente e o público cantando a nossa música”, detalha.

Os artistas que tocarão na edição de 2014 do Planeta Atlântida ainda não foram anunciados. Mas se a turnê da Cidadão Quem serve para relembrar a história, um show no palco da Saba seria uma boa oportunidade. “Seria. É sempre muito bom participar desse festival”, conclui Duca Leindecker.

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