Atrações locais do Planeta Atlântida garantem boa parte da emoção no Planeta

Não é preciso muito estímulo para o público do Planeta Atlântida engatar o coro Ah, eu sou gaúcho! – especialmente se quem estiver no palco for um artista do Rio Grande do Sul. Este ano, bandas como Reação em Cadeia, Fresno, Comunidade Nin-Jitsu, Pouca Vogal, Pública, Identidade, Chimarruts e Papas da Língua, entre outros nomes destacados na cena pop local, devem confirmar a força sulista nos diferentes palcos do evento. Na história do Planeta Atlântida, o fenômeno é recorrente: a vibração do público durante os shows das bandas gaúchas não é menor – e, muitas vezes, é até maior – do que a resposta às performances de artistas nacionais e internacionais. Há casos em que a participação no festival torna-se uma verdadeira consagração, selando definitivamente o laço entre artistas e fãs. Um exemplo é a Comunidade Nin-Jitsu, que estreou abrindo o segundo dia do Planeta 2000 e, no ano seguinte, foi a atração de encerramento da festa – e segurou milhares de planetários na Sede Campestre da Saba para dançar hits como Detetive e Melô do Analfabeto. Mas o baixista Nando Endres ainda lembra de outra ocasião importante: – O que me marcou muito foi uma vez em que éramos a atração-surpresa (em 2003). Vieram nos contar que muita gente estava indo embora e voltou quando nos viu no palco – relembra Endres. – Não tem como negar a importância do Planeta para a nossa história, para a formação do nosso público. Outra banda a experimentar o sucesso no Planeta é a Fresno, que estreou no Palco Central em 2008 e repete a dose este ano. – É sinal de que estamos no caminho certo. A escalação para o Planeta é como um verniz, um selo de aprovação. A gente mora em São Paulo há três anos, já tocamos em todos os cantos do país, mas de nada adianta fazer sucesso em outras regiões sem fazer sucesso aqui – diz o vocalista Lucas Silveira. O tom gaudério será forte já na abertura do Planeta, que terá o cantor Neto Fagundes interpretando o Hino Rio-Grandense. E não vai se limitar ao Palco Central: a gauchada também vai tomar conta do Palco Beco – em que as bandas independentes dominam no sábado – e no Palco Voador, que terá nomes como Claus e Vanessa e estreantes como Família Sarará, Morena de Angola e Pouca Vogal – este, projeto acústico de Duca Leindecker (Cidadão Quem) e Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii). – É um som difícil de classificar, tem mais a ver com um espaço onde estarão a Mallu Magalhães e o Zeca Baleiro – explica Leindecker. – É importante que o Planeta também tenha esse espaço.

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