Banda de Mike Vontobel concorre a prêmio no MTV VMB 2010

Entre os indicados na categoria clipe do ano da edição 2010 do Vídeo Music Brasil (o VMB, premiação anual da MTV), o da música Sem nome se destaca como potencial zebra. Não que o videoclipe em questão não tenha méritos (pelo contrário), mas entre veteranos (Marcelo D2, Capital Inicial e Skank), nomes que alcançaram destaque em tempos recentes (Mallu Magalhães, Diogo Nogueira e Mombojó) e queridinhos do público teen (Restart, Cine, NX Zero), a banda Vespas Mandarinas é praticamente desconhecida.

Não criamos a expectativa de concorrer, mas fizemos força para entregar o clipe pelo menos a tempo. E foi entregue na última hora mesmo!, comenta o guitarrista e vocalista Chuck Hipolitho. Fiquei muito feliz pela indicação. Ainda mais por ser, acho, a única que diz respeito ao clipe, e por terem reconhecido nele o lado criativo e seu conceito. Estamos concorrendo com gente muito boa, e com o clipe do Mombojó – que, na minha opinião, já é o melhor do ano. Estar concorrendo significa que existimos, que estamos fazendo algo relevante e que estamos sendo vistos. Somos agradecidos, continua o músico.

É inegável a exposição proporcionada pela MTV. Mas talvez fosse uma questão de tempo até o Vespas começar a ser falado. Afinal, o quarteto é formado por músicos com notório currículo no circuito alternativo. Chuck é ex-Forgotten Boys. O baixista Mauro Motoki é integrante do Ludov. Thadeu Meneghini esteve durante anos à frente do Banzé, como vocalista e guitarrista – a banda paulistana não está oficialmente na ativa, mas volta e meia se reúne para shows, assim como o outro projeto do Thadeu, o Conjunto Vazio. Mike Vontobel tocou bateria na gaúcha Video Hits, na banda de Frank Jorge e ainda foi guitarrista da Tom Bloch. Fazia um bom tempo que eu não tocava bateria a sério. Conheço o Chuck há uns bons anos e sempre comentamos de tocar juntos, conta Mike, que mora em Porto Alegre e que, devido a compromissos na cidade, não pôde participar do clipe de Sem nome.

Fazemos a piada de que é o projeto paralelo principal de cada um, brinca Chuck. Cheguei num momento da minha vida em que consigo manter diversas prioridades. Ou melhor dizendo, tudo que faço tem enorme importância pra mim. As coisas secundárias, abandonei quase todas, afirma Mauro.

Entre amigos

O Vespas Mandarinas surgiu da admiração entre os músicos e da vontade de Chuck de montar uma nova banda. De certa forma, o som do grupo tem muito a ver com o feito pelo Forgotten Boys: guitarras altas de riffs ganchudos, peso na bateria e refrães fortes. Sem nome é uma das faixas de Da doo ron ron, o EP lançado recentemente pelo quarteto. O nome do disquinho é emprestado do clássico das Crystals, girl group produzido por Phil Spector em 1963. Chuck explica que as primeiras músicas gravadas pelo Vespas eram composições que os músicos já tinham, mas que as mais recentes foram feitas em conjunto.

Alguém apresenta uma música e a gente sai tocando, diz Thadeu. Sobre as novas gravações do Vespas, ele adianta que as músicas têm várias participações, como o baixista Lee Marcucci (da banda Tutti-Frutti, que acompanhou Rita Lee nos anos 1970), a cantora Miranda Kassin e o vocalista Mark Arm, da banda americana Mudhoney. Adalberto Rabello Filho, das bandas Numismata e Judas, contribuiu com letras. Posso garantir que uma lista infindável de nomes vai aparecer na música O inimigo, conta o guitarrista.

A ambição atual do Vespas é a mesma de qualquer banda nova: compor, gravar, cair na estrada. Mas como todos acumulam anos de experiência roqueira, sabem que é melhor fazer isso sem afobação. Se quisermos abraçar o mundo, faremos como quem não quer nada, garante Chuck.

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