Beselhos

BESELHOS. Há momentos em que se perde compostura, humildade, chão, graça. Beselhos perderam o artigo. Veja lá: artigo definido. E os que já eram definidos pela indefinição – daquela busca, não pela gravata ou pela marca de refrigerante, nem pela amizade ou pela imposição na cena, tampouco pelo carisma ou pela força da personalidade, antes aquela busca, não do que não é feito, mas do que não é lembrado, do que não é da regra dos que não querem regras, do que é contrário à lei dos que são contra a lei, do que é bonito porque simples, feio porque simples, bonito porque feio – ficaram indefinidos por definição. Tentemos. Justamente porque não é preciso, porque é nada. Nada motivo de cópia, nada nascido verbete, nada vestindo-se verdade. Que venha. São três. Ou somos. Os outros, truques de computador, efeitos de alma, mentiras da arte. Quês e comos, como que misturados. Sinceridade como motivo. Sem in, ex, trans, quanto mais piração. Patofonismos. Xilarmonias. Hawaii, logo ali. Ou longe demais. OVRECA: a lógica, mesmo que forjada, invisível, ilhada, nos bolsos dos pijamas. Sem pretensão, claro. E sem artigos.

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