Bidê ou Balde apresenta-se em Santa Cruz do Sul nesta terça

Uma das mais bem-humoradas e inventivas bandas do rock gaúcho, a Bidê ou Balde, faz hoje, no Centro de Convivência (CC) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), a partir das 20h30, o show que é uma espécie de “welcome” para mais um período letivo. A entrada é franca, mas será aceita contribuição (compra de camisetas) para as obras da nova Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Santa Cruz. A Bidê vem com Carlinhos Carneiro, no vocal; Vivi Peçaibes, no vocal de apoio e teclados; e Rodrigo Pilla e Leandro Sá, nas guitarras. A bateria é uma incógnita já que desde a saída de Pedro Hahn, em 2005, é feito um esquema de rodízio.

O bom humor começa já no nome de batismo do grupo. Deve ter um significado específico, mas sempre que questionados a respeito, os integrantes da banda inventam uma nova explicação para a singular denominação. Uma delas diz que Carlinhos Carneiro, o cantor, natural aqui da vizinha Cachoeira do Sul, num de seus tão comuns momentos de “furor poético” se pegou em extrema “dúvida existencial”, em iminência de descascar o coturno: “O que chutar, meu Deus, o que chutar… O bidê ou o balde?”.
Os nomes dos discos também prezam pelo divertido: Se Sexo é o que Importa, Só o Rock é Sobre Amor (2000), Pra Onde Voam os Ventiladores de Teto no Inverno (EP, de 2001), Outubro ou Nada (2002) e É Preciso Dar Vazão aos Sentimentos (2004). Em 2005 eles participaram do CD e DVD Acústico MTV Bandas Gaúchas – junto com Ultramen, Cachorro Grande e Wander Wildner – com as músicas Mesmo que Mude, Bromélias, Microondas, E Por Que Não e Melissa (esta última com a participação de Roger Moreira, da Ultraje a Rigor, nos vocais).

É bem provável que todas elas estejam no show de hoje à noite, junto com novas canções de um próximo disco, que vem sendo gravado desde o ano passado e com previsão de lançamento para este semestre. É mais um com um nome engraçado: Adeus, Segunda-feira Triste!. Entre as faixas, destaque para Não Existe Lugar Mais Longe Que o Japão e Tudo Funcionando Meio Jackson Five.

Melissa, do primeiro disco, foi a canção que tirou a BoB do anonimato, tocando nas principais rádios do País. O clipe da música levou a banda ao Video Music Brasil (VMB) da MTV de 2001 e conquistou o prêmio da categoria Melhor Grupo/Artista Revelação. Com esse primeiro disco pintou convite para participar de festivais de rock em todo o Brasil, com direito até a aparição no Programa do Jô, da TV Globo, o que só fez aumentar o interesse em torno do trabalho desses incríveis músicos gaúchos.

EM TRÂNSITO

Em 2003 a Bidê ou Balde foi convidada para ser âncora de uma Campanha de Trânsito do Detran/RS, que foi veiculada pela MTV-RS com enorme sucesso. A parceria se estreitou no rastro da divulgação de É Preciso Dar Vazão Aos Sentimentos!. Foram distribuídos milhares de folders, adesivos, camisetas e CDs promocionais, ilustrados com a identidade visual do novo álbum (e com uma “versão” de Exijo Respeito!, uma das músicas do disco, voltada para o tema da campanha).

Além de passar um dia inteiro, na véspera de um movimentado feriado, no pedágio da freeway, que leva os motoristas gaúchos à praia, distribuindo material e conversando com os motoristas e seus familiares, a Bidê e o Detran foram às principais praias do Rio Grande do Sul com um show que era um verdadeiro evento de conscientização, em todos os fins de semana do verão de 2005. O curioso é que já em Melissa o refrão dizia o seguinte: “Se tu quiser que eu te leve/ Eu aprendo a dirigir”.

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