Cantora gaúcha Luciana Pestano lança o CD Tigra

por LUÍS BISSIGO Luciana Pestano ficou famosa em 1997 como uma garota de voz rouca, canções acústicas e longos cabelos. Teve o primeiro disco lançado em todo o país, emplacou um hit, Vá Embora, e foi morar no Rio. Agora, a cantora e compositora lança o segundo disco, Tigra, e o título explica bem a nova fase: o corte de cabelo é punk, o som é pop rock, a atitude é mais selvagem que doce – e a voz rouca segue marcante. A artista de 34 anos é hoje bem diferente da guria que chegou a Porto Alegre em 1992, vinda de Pelotas e disposta a tentar a trajetória na música. Luciana gravou em 1997 o primeiro álbum, produzida e incentivada pelo descobridor Bebeto Alves. Vieram os shows no Interior, os clipes, o interesse da Polygram (atual Universal) em divulgar a cantora no resto do país, a mudança para o Rio – e, lá, um período de incerteza e inatividade. – Desde adolescente, eu só cantava – lembra Luciana. – Fiquei parada, em dúvida se seguia. Por uns cinco anos, só cantei esporadicamente. Fiquei fotografando, explorando minha visão de mundo quadradinha. Câmeras e lentes foram preteridas por violões e guitarras aos poucos. Luciana voltou a compor com o estímulo de amigos como Antonio (então Totonho) Villeroy, Herbert Vianna e o próprio Bebeto Alves. De quebra, ganhou o apelido Tigra em uma noite explosiva: depois de um show, ao topar com a porta do camarim trancada, ela resolveu a questão à base de pontapés da bota tigrada. Villeroy viu a cena e inventou a alcunha na hora. – Quando ele me conheceu, eu era bem mais rebelde – brinca Luciana. Tigra é um título apropriado para o novo álbum, co-produzido pela cantora com músicos como o guitarrista Júnior Tolstoi e o tecladista Marcos Cunha – respectivamente, das bandas de Lenine e Adriana Calcanhotto. A nova Luciana tem mais ataque, usa mais a guitarra, experimenta com o funk rock – a nervosa Tigragem e a malandra A Lôca são boas amostras. As canções de violão ganharam efeitos eletrônicos discretos – entre elas, está a grande candidata a hit, Entre Você e Eu, com vocais de Herbert Vianna. Letras e interpretações vão do romantismo ao deboche. – No primeiro disco, eu não sabia nem dizer se gostava ou não (do próprio som). Agora, aprendi a dosar a rouquidão, desligar o pedal de overdrive que eu tenho na garganta. De passagem pelo Sul, Luciana canta duas vezes hoje na Capital: às 20h30min, no Teatro de Câmara (no projeto Sons da Cidade), e no encerramento do Sarau Elétrico, no Ocidente. O repertório é o do disco Tigra, em voz-e-violão – o show de lançamento, elétrico, ainda vai ser marcado. – Estou no meu tempo – garante a Tigra.

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