Cascavelletes

Os Cascavelletes surgiram de uma dissidência do TNT, quando Flávio Basso e Nei Van Sória saem do grupo pouco antes do lançamento do primeiro Lp, em 1987. Boatos que atravessam o tempo afirmam que Charles Master & cia. não aceitaram as letras pornobilly de Flávio & Nei Van Sória, e estes formaram os Cascavelletes para poder tocar (e gravar) suas músicas, depois de convocar Alexandre Barea pra bateria e Frank Jorge pro baixo.

Esta foi certamente a melhor banda de rock do país se for levado em conta a do pessoal. Todos com 15/16 anos de idade, escorrendo hormônios pelos poros e cuspindo técnica e profissionalismo que poucos veteranos conseguem. Só vendo eles ao vivo para entender o caos anfetamínico único que estourava sob o palco num show dos Cascavelletes mas um caos apenas coreográfico, porque os meninos tocavam ao vivo como gente grande toca em estúdio. A maior prova disso é que hoje em dia Frank Jorge, Nei Van Sória e Flávio Basso (Jupiter Maçã), todos com seus trinta e pouco anos de idade, são a turma mais criativa do rock nacional atual.

Por volta de 1987 gravam uma fita-demo com 15 músicas, a melhor já lançada no mundo. O sucesso da garage band foi tremendo, a capital gaúcha estava sendo assolada por uma nova febre, semelhante ao que houve com os Beatles em Londres.

Marcel Plasse, repórter da velha Bizz, relembra como era o fenômeno Cascavelletes: …ao vivo são um inferno! Flávio Basso se transforma num clone de garagem turbinada de Mick Jagger, mimetizando o gestual do cantor como se tivesse assistido mil horas de clips e shows em sessão contínua, madrugadas a dentro. Nei Van Sória e Frank Jorge fazem os backings na cadência dos yeah-yeahs dos beatles. E o baterista Alexandre barea incorpora Keith Moon. As mocinhas gritam e arrancam os cabelos!

Em 1988 gravam um disco independente (Lp/Ep Os Cascavelletes) depois da insistência do público por um lançamento em vinil. E é claro, vende como água e se esgota rapidamente das lojas. Vinha com um arte maravilhosa e seis canções das mais brilhantes (inclusive o sucesso Menstruada que havia sido censurado nas rádios). A sonoridade tinha sido mudada, e assim seria até o fim do grupo, mas Flávio cantava como nunca, e isso era o que importava. O disco roda na íntegra nas rádios gaúchas até a exaustão!

Em 1989, logo depois que Frank Jorge abandona a banda para dar rumo ao Graforréia Xilarmônica, eles lançam o Lp Rock’a’ula, com um encarte com fotos glam rock capaz de deixar os New York Dolls se roendo de inveja! Nesse petardo estão clássicos definitivos de toda e qualquer festinha (Gato Preto, Nega Bom Bom, Baby Satanás, Lobo da Estepe, …)

Em 1991, já com novos integrantes (Luciano Albo no baixo e Bluesman nos teclados), os Cascavelletes lançam um compacto essencial, Homossexual/Sob Um Céu de Blues. Algum tempo depois infelizmente, o grupo de rock mais querido do mundo termina suas atividades por decisão de Nei Van Sória.

Cascavelletes, a maior banda de rock and roll do mundo, segundo o próprio Flávio Basso, deixou saudades nos corações de todos os amantes do bom rock. Já os que não conhecem, só saem perdendo por não aberem sobre a banda mais enérgica e empolgada que já subiu num palco desse país.

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