De Falla toca com a formação clássica no Pará

Uma das bandas mais importantes dos anos 80 volta com formação original e se apresenta pela primeira vez no 6º Festival Se Rasgum. De Falla traz a Belém seu rock ‘n’ roll que requebra na batida do Miami pancadão.

Eles já tocaram heavy metal, flertaram com a música eletrônica, funk carioca e muito do que surgia de novidade em cada época. O quarteto gaúcho De Falla começou a tocar na década de 80 e com esse jeito camaleônico atravessou três décadas sendo tudo menos “atual”. As mudanças de estilo nunca foram pensadas para se adequar às tendências do momento, a banda sempre esteve um passo adiante, pronta para instigar e explorar sonoridades antes que elas se tornassem hit, ousadias que por vezes irritavam até os fãs mais leais ao grupo.

Após 24 anos em formações diversas os músicos que deram origem ao De Falla voltaram a tocar juntos em julho deste ano. Edu K (vocal) Castor Daut (guitarra), Biba Meira (bateria) e Flu (baixo) chegam à Belém na próxima semana para participar do VI Festival Se Rasgum, no sábado, 19, mesmo dia em que se apresentam Lobão, Totonho & Os Cabra, Babilak Bah, ainternacional El Cuarteto de Nos e as locais Juca Culatra & Crystal Reggae, Gang do Eletro, Maquine e Pirucaba Jazz. A Gang do Eletro, inclusive, já foi citada no twitter da banda gaúcha com grande entusiasmo ao saberem que dividirão o palco com o grupo paraense de tecnobrega eletrizante.

O reencontro carrega um ar de desafio, além de ser recente, os integrantes da banda agora vivem em cidades diferentes. O vocalista Edu K, que há pouco tempo trocou São Paulo por Florianópolis conta que a expetativa para o show em Belém é alta. O músico esteve na cidade este ano com o trabalho solo e diz que fez vários “primos” por aqui. Segundo Edu o quarteto nunca tocou junto tão longe de Porto Alegre, cidade onde surgiu a banda.

O show do festival vai trazer uma mistura dos dois primeiros CDs do De Falla, justamente os álbuns gravados pela formação original, com as experimentações posteriores da banda. “Nós tocamos muito pouco juntos, ainda não sei o que vai sair disso, mas vai ser um trabalho bem experimental juntando tudo o que a gente ja fez até hoje”, revela o vocalista.

A separação geográfica agora obriga o grupo a trabalhar um processo criativo mais solto, que se congrega na internet. Os músicos que ainda não lançaram nenhum trabalho novo desde o reencontro matêm o espírito inovador, que o bem humorado Edu K descreve como uma certa “paranóia” para superar constantemente o bom trabalho da banda, e neste aspecto o festival surge como fonte de novas idéias “eu sempre olho algumas coisas, a variedade é grande, é a chance de ver um monte de bandas díspares”.

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