DeFalla

A partir de uma simples homenagem ao nome do compositor espanhol Manuel de Falla, surgia na década de 80 – mais precisamente em 1984 – a banda gaúcha DeFalla. Com influências  de hard rock, punk rock, funk, rap, heavy metal e outras misturas mais, a banda ganhou espaço rapidamente no cennário musical. Considerada muito a frente de seu tempo, a DeFalla quebrou paradigmas e abriu espaço a uma geração de músicos e bandas, como Pavilhão 9, Ultramen, Patu Fu e Planet Hemp.

A primeira formação do grupo DeFalla contava com Carlo Pianta, Edu K e Biba Meira, mas Pianta deixou o grupo pouco antes da gravação do primeiro disco, abrindo espaço para a entrada de Castor Daudt e Flu. O novo quarteto então foi responsável pela gravação dos dois primeiros discos do grupo – “Papaparty” (1987) e “It’s Fuckin’Borin’To Death” (1988) – lançados pelo selo PLUG (BMG-Ariola).

Logo em 1987, o destaque musical que a banda alcançaria era evidente: em uma votação elaborada pelos 22 críticos da Revista Bizz (maior publicação em termos de música popular da época), a DeFalla conquistou o prêmio de Melhor LP Nacional e Melhor Grupo de 87. A baterista Biba Meira ficou em 2º lugar na votação de melhor instrumentista e Edu K em 3º lugar como melhor vocalista do ano.

No ano seguinte, a mesma votação da Revista Bizz indicou a banda – desta vez com o segundo álbum lançado – a vários prêmios, conquistando o 3º lugar como Melhor Grupo, 2º lugar como Melhor LP, 3º lugar como Melhor Show, 2º lugar como Melhor Vocalista, 3º lugar como Melhor Baterista (Biba Meira).

Em 1989, a banda lançou o terceiro álbum da carreira, gravado ao vivo “Screw You!”, já sem a baterista Biba Meira. Já em 1990, DeFalla gravou “We Give a Shit”.

O quinto disco foi lançado em 1992, com o enorme nome “Kingzobullshitbackinfulleffect92”. A banda recebeu alguns prêmios pela Revista Bizz  na época, como os de  Melhor Grupo , Melhor Disco, Melhor Vocalista e Melhor Letrista (Edu K) , além da indicação na catergoria de Melhor Música Nacional (onde ficaram com o 3º lugar com o single “Caminha”).

Nesta mesma época, a banda gravou um novo clipe, “It’s Fuckin’ Borin’ to Death”, música que fazia parte do segundo álbum do grupo e que foi regravada no disco de 1992.

O sucesso do álbum “Kingzobullshitbackinfulleffect92” também resultou na participação da banda no Hollywood Rock, em 1993, ao lado dos Engenheiros do Hawaii, Red Hot Chili Peppers, Alice in Chains e Nirvana.

Logo em seguida o vocalista Edu K deixou a banda, seguindo carreira solo. Na época foi substituído por Tonho Crocco, e o grupo apresentava um novo nome, D.Fhala. Em 1995 lançaram o disco “D.Fhala Top Hits”, e logo após encerraram as suas atividades.

Edu K, em 1996, retomou os vocais e as atividades da banda. O grupo passou a apresentar um som bastante eletrônico, além dos músicos aderirem uma maquiagem pesada, transmitindo um visual bastante excêntrico, onde usavam vestimentas sado-masoquistas e lentes de contato brancas!  Nesta época, acompanhavam Edu K os músicos 4nazzo, o baixista Z e a baterista Paula Nozzari.

Os próximos trabalhos definiriam-se por formações pouco sólidas, mudanças drásticas de estilo musical e estético, mas permitiram ao DeFalla participar  do cenário funkeiro carioca, ao explorar o miami bass no disco “Miami Rock 2000”. Deste álbum surgiu a música “Popozuda Rock ‘n’ Roll”, hit que estourou nas rádios e programas de TV de todo o país.

Em 2002, a banda lançou ainda o álbum “Superstar”.  Já em 2004, o DeFalla voltou ao palcos tocando primeiramente no Opinião (em Porto Alegre), num show comemorativo aos 20 anos de carreira do grupo.  A turnê se estendeu ao Rio de Janeiro,  tocando no Circo Voador, onde costumavam fazer muitos shows,  passando por São Paulo, Florianópolis, Curitiba, entre outras cidades.

Em 2011, já com mais de 25 anos de banda, a DeFalla reuniu sua formação clássica do primeiro e segundo álbuns – Edu K, Castor Daudt, Flávio Santos (Flu) e Biba Meira – para fazerem um show histórico e único em Porto Alegre (2 sessões lotadas!), no Beco, no projeto Discografia Rock Gaúcho, onde tocaram na íntegra o disco “Papaparty”, que lançou os sucessos Ferida, Sobre Amanhã, Alguma Coisa e o grande clássico Não Me Mande Flores.

A participação da DeFalla no projeto Discografia Rock Gaúcho foi o início de um “retorno” da banda aos palcos, embora ela nunca tenha acabado, mas desta vez retoma sua atividades com sua formação mais clássica, de grande sucesso.  

Discografia:
Papaparty (1987)
It’s Fuckin’Borin’To Death (1988)
Screw You! (1989)
We Give a Shit (1990)
Kingzobullshitbackinfulleffect92 (1992)
D. Fhala – Top Hits (1995)
Miami Rock 2000 (2000)
Superstar (2002)

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