Em disco instrumental, Fluhe convida para uma viagem musical

Capa do álbum sobre nós / Reprodução

Guitarras abrem as portas para um novo plano espiritual. A cada passo, o acompanhamento firme do baixo e bateria. Não é preciso voz, as notas cantam, dançam, convidam. Com 11 faixas que vão do rock alternativo ao trip hop, a Fluhe lança o álbum de estreia “sobre nós”, via Alcalina Records. O disco fala sobre união sem precisar usar discurso verbal, tudo está nas entrelinhas e há muito o que perceber na produção, mixagem e masterização feita por Chico Leibholz.

O trabalho de nome fácil traz em si a carga política exigida em tempos como os nossos. Em “sobre nós”, a Fluhe acredita que evoca fases passadas, o que foi vivido, o que continua amarrado e o que foi perdido. Chico Leibholz explica sobre o conceito do álbum:

“Ouvi o termo ‘’nós por nós’’ em uma live da Anielle Franco. Da sua fala e ao meu entender, isso representa que nós pretos temos de fazer por nós, nos fortalecer, não podemos esperar que brancos nos digam o que fazer dentro do contexto sócio-político no qual vivemos. Talvez isso tudo seja só para desatar nós. Nó por nó, todos nós, não apenas eu.”, avalia Chico Leibholz.

A temática urbana e instrumental da Fluhe é possível de observar em cada faixa. Ao envolver elementos do rock e da soul music, em “sobre nós” a sonoridade se intensifica pro rock, sem perder o groove característico da banda. O processo de criação que culminou no disco teve início há cerca de seis anos, após o fim das bandas que Chico participava: Soulstripper, Os Augustos e Boom Project. Mas os primeiros passos não foram tão óbvios: o então multi-instrumentista desistiu de tocar.

“Coloquei todos os meus instrumentos à venda, e por sorte não vendi quase nada (risos). Estava cansado de passar perrengue com pessoas que não se preocupavam tanto quanto eu para um projeto musical. Enfim tirei uma pressão de me preocupar com outras pessoas, e passei a estudar formas de se compor sozinho, mas sem nenhuma pretensão.” relembra.

Em meados de 2017, Chico recebeu dois convites para tocar bateria em projetos musicais. O primeiro foi de Rafael Bulleto (BIKE, Antiprisma), que começava a planejar o Neptunea, seu projeto solo; O segundo convite foi de Eduardo Arrj, que iniciava a banda Andaluz. Com dois sinais na mesma semana, Chico não teve opção e voltou a tocar. A partir deste momento o músico voltou a dedicar-se a música, retornou a atenção para as demos que tinha abandonado e começou a construir a Fluhe, um projeto que é parte de um movimento cíclico muito intenso, tanto pessoal quanto profissional.

O álbum “sobre nós” trouxe o lançamento de dois clipes, “Apenas Sonhos” e “Sábado, Janeiro e Agosto”, além dos singles “O elo que falta” e “Vermelho Púrpura”. A Fluhe foi fundada há dois anos pelo multi-instrumentista Chico Leibholz (Boom Project, Soulstripper, Os Augustos) e já alcançou festivais conhecidos na cena independente brasileira como Bananada (GO) e CoMA (DF).

Além de músico, Chico também é conhecido na cena por seu trabalho como engenheiro de som, tendo trabalhado no estúdio na Casa do Mancha. Atualmente, é o responsável pelo estúdio Baixo Augusta, em São Paulo (SP). A capa do disco é de autoria de Chico Leibholz, que também foi responsável pela criação, gravação, mixagem e masterização de todas as faixas. As fotos de divulgação são creditadas a Agê.

Ouça o álbum “sobre nós”: li.sten.to/bJmMdWL

por OrBe Comunicação

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