Ex-Jamiroquai e Gorillaz produz álbum de Tonho Croco

Dezessete anos e cinco discos lançados com a banda Ultramen, um disco como vocalista do DeFalla, 500 shows com a banda Black Master (reggae, samba, funk, soul), criação da banda Casa da Sogra (pioneira no resgate do samba-rock gaúcho) e da big band Tonho Crocco & Brazilian Sound Machine, participação em coletâneas, CDs e DVDs de artistas como Nando Reis, Papas da Língua, Nitro Di, Da Guedes e Marcelinho da Lua. Tudo isso deu a Tonho Crocco experiência, maturidade e a inevitável necessidade de mudança. Com a pausa nos trabalhos da Ultramen por tempo indeterminado, o cantor e compositor partiu para uma temporada em Nova Iorque, e o auto-exílio a que tinha se proposto acabou rendendo novos encontros musicais e um verdadeiro recomeço pessoal e profissional. Em Manhattan, Tonho se apresentou no MI-5 Bar, tocando composições próprias e clássicos do samba e da bossa nova, com músicos brasileiros, cubanos, porto-riquenhos e norte-americanos. De lá seguiu para o Zinc Bar, Drom, Rose, Nublu e Rustik Tavern, com Cidinho Teixeira (pianista gaúcho que gravou com Tim Maia e hoje é radicado em Nova Iorque), Johnny Voltik and the Blackbirds, Mobius Collective, a funkeira capixaba Zuzuca Poderosa e os DJs Cassiano e Sujinho. O lado DJ, que TONHO CROCCO já havia experimentado em festas no Brasil, também fez sua história em solo norte-americano. Durante três meses, todas as terças-feiras, ele agitou o projeto Brazilian Modern Music no bar e restaurante Miss Favela. Toda essa movimentação na noite nova-iorquina levou Tonho a conhecer Simon Katz, ex-guitarrista do Jamiroquai e do Gorillaz, que o convidou para gravar em seu estúdio. O encontro deu origem ao EP Teto Solar, produzido por Katz em parceria com o saxofonista, flautista e produtor brasileiro Zé Luís Oliveira – que já trabalhou com Blitz, Ritchie, Caetano Veloso e Bebel Gilberto, entre outros. São quatro músicas inéditas, frutos da inspiração de TONHO CROCCO a partir da experiência fora de casa, com influências do samba, soul, afrobeat, swing e samba-rock. Fecha o disco um remix do DJ e produtor Chris Penny, de Chicago, que já está embalando as pistas de house music. Tudo isso tomou forma em um SMD (semi-metalic disc), mídia 100% nacional, que barateou a produção e, consequentemente, a venda do material. Qualquer pessoa pode adquirir Teto Solar por apenas R$ 5, direto no site www.tonhocrocco.com. A arte do disco é assinada pelo artista plástico Peter Rentz, inspirado nas capas brasileiras dos anos 60 e 70, e a música que dá nome ao trabalho já tem videoclipe, dirigido por Pedro Furtado (www.youtube.com/watch?v=ecexCb1fNo0).

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