Fantasmas de Preto lança disco de estreia

Quem são eles? Ocultos nas sombras, os Fantasmas de Preto podem ser quem você menos espera. O vizinho, o porteiro, o motorista do táxi, o transeunte anônimo que cruza por você na rua. O encarte do CD de estreia, recém-lançado, também não revela muitas pistas. Não há fotos da banda! Seria uma reunião de super astros do rock tentando pregar uma surpresa no público? Ou talvez testando a própria habilidade de conseguir emplacar um hit sem o respaldo do nome já consagrado? A verdade é quase isso.

Fantasmas de Preto é o projeto paralelo de Paulo Roberto Reichert. Guitarrista, vocalista e compositor da banda PRR — que já possui 3 discos lançados: Reminiscências (2011), Odisséia (2012) e Meridianos (2015) —, no Fantasmas de Preto ele não procura ficar no centro dos holofotes. Apesar de ter composto todas as 10 faixas, nesse álbum Paulo R. Reichert não toca nenhum instrumento. Dessa vez, ele apenas assume os vocais principais.

Para conduzir musicalmente a obra, ele se vale do talento de um grupo primoroso, formado por alguns dos músicos de estúdio e produtores mais gabaritados e requisitados do Rio Grande do Sul. Entre os destaques do Fantasmas de Preto, estão o guitarrista Rodrigo Schier, o baixista Álvaro Luthi e o tecladista e produtor Michael Corrêa.

Ainda que as composições remetam ao trabalho de Paulo R. Reichert com a banda PRR — vida conjugal, crítica social, solidão e o próprio rock’n’roll — a roupagem aqui é diferente. Ainda que as influências sejam as de sempre — como os Beatles e os Rolling Stones, a Jovem Guarda, o Rock Gaúcho e o Rock nacional e planetário da década de 80 —, o fato é que os Fantasmas de Preto possuem uma sonoridade muito mais contemporânea. Com produção esmerada, os estilos musicais desfilados flertam em diversos momentos com gêneros análogos ao rock, como o blues e funk setentista.

Há duas faixas de trabalho: Perdido, com destaque para os vocais rasgados de Paulo e da cantora Andreia Cavaleiro, e Um cara sozinho, com seu teclado sixtie de abertura e letra filosófica. Entretanto, o disco é recheado de diversos momentos inspiradíssimos. Vida de Casado abre o disco com um riff certeiro. Os vocais femininos também são especialmente marcantes na faixa seguinte, Sem Dinheiro. Possivelmente um terceiro single do álbum, a faixa trata de questões cotidianas de uma forma que apenas o rock poderia fazer. Em O rock-and-roll é meu país, a guitarra de abertura remete ao clássico Revolution dos Beatles, enquanto a letra quebra com o tradicional clichê do roqueiro estereotipado.

Fantasmas de Preto tem tudo para surpreender o público. Um trabalho com produção impecável e com qualidade irrepreensível. O disco foi lançado de maneira independente pelo grupo e ganha distribuição digital pelo Selo180. Confira abaixo os links:

iTunes: https://goo.gl/kRrHMH
Spotify: https://goo.gl/AhVWGt
Google Play: https://goo.gl/ncJrV6
Tidal: http://goo.gl/J9oKhA
OneRPM: https://goo.gl/JGU8mp
Amazon: https://goo.gl/W01sAL
Akazoo: http://goo.gl/DqBdcK
KKBox: https://goo.gl/8AaM72
7Digital: https://goo.gl/lH05VP

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