Fantomaticos lança seu primeiro CD

Imagine um acampamento de escoteiros numa ilha secreta – seja lá qual for seu conceito para ilha secreta. A animação rolando solta, dancinha na fogueira, o vinho atiça casais, uma beleza. Mas quando um grupo de amigos resolve surfar, vem a tragédia: a maré avança ilha adentro e mata todo mundo. A banda porto-alegrense Fantomaticos, que lança seu primeiro CD, No Bosque, só compõe assim: transportando o ouvinte para cenários além da imaginação. A fúnebre história dos escoteiros, por exemplo, inspira uma faixa instrumental – mas a maioria das canções conta com sofisticados arranjos de voz. – Não queremos cair na armadilha de bandas que falam, falam e não dizem nada. Por isso valorizamos a fonética das palavras e o contexto visual. O ouvinte que imagine o resto – resume o vocalista Augusto Stern, 25 anos. O lançamento oficial de No Bosque ocorre no dia 28, no Porão do Beco. Além do show, a banda ainda apresentará o clipe da grudenta Gin, disponível no YouTube. Mas é possível conferir o quinteto antes disso: amanhã, no Dr. Jekyll (Travessa do Carmo, 76), os Fantomaticos tocam a módicos R$ 8. Embora a maioria dos rapazes tenha apenas 20 e poucos, os Fantomaticos já têm uma década. Surgiram no colégio Pastor Dohms, quando os colegas Augusto Stern (voz e guitarra), Fernando Efron (guitarra e vocais), Henrique Manfroi (piano e teclados) e Gabriel Hornos (bateria) decidiram montar uma banda sem saber tocar instrumento algum – o baixista André Krause, 29, entrou na banda em 2008. Originalmente batizado de Flying Circus, o grupo fazia covers de Beatles, The Who e Supergrass, bandas que ainda influenciam a produção atual. Os guris só passaram a compor quando aprenderam a tocar razoavelmente. Em 2004, a banda virou Fantomaticos (adjetivo italiano para algo sobrenatural) e, no ano seguinte, enfurnou-se em uma mansão abandonada, com cinco colchões e uma geladeira. Lá os caras testaram as sonoridades de todos os cantos (incluindo a piscina), para arrancar os melhores timbres. – Produzimos e mixamos tudo sozinhos – diz Augusto. – Sempre detestamos gravar sobre pressão de horário. A gente passa dias num trechinho da música, e não pensamos em mudar.

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