Festival Grito Rock Porto Alegre começa neste sábado

Em pleno reinado dos tamborins, os súditos das guitarras também terão sua celebração. Hoje e amanhã, 12 bandas estarão reunidas no festival Grito Rock, no Brique da Redenção. O palco será montado ao ar livre, na esquina da Avenida José Bonifácio com a Rua Vieira de Castro, ao lado do Colégio Militar, e os shows terão entrada franca.

Será a terceira edição do Grito Rock em Porto Alegre. Mas o evento, realizado de forma independente, também está em outras regiões do Brasil e em países vizinhos. No Rio Grande do Sul, já houve uma etapa em Pelotas, no último final de semana, e nos próximos dias o grito roqueiro se fará ouvir também em Santa Maria, São Leopoldo, Canoas e Esteio.

Mais do que acrescentar rock’n’roll à programação carnavalesca do feriadão de Momo, o festival se torna uma curiosa lição de como viabilizar, à margem de grandes patrocínios ou esquemas de divulgação, o intercâmbio entre bandas de diferentes regiões. Na prática, isso significa que músicos de três bandas escaladas para o Grito de Porto Alegre – o trio catarinense A Ninguenzada, o duo fluminense Stereologica e parte do quarteto AuditivA, que tem integrantes no Rio e em Porto Alegre – vão ficar hospedados na casa de músicos locais ou terão desconto em hotéis que apoiam o evento.

O tom “faça você mesmo” do festival se estende ao palco, preparado com equipamentos emprestados por apoiadores. Os shows começam à tarde – hoje às 16h, amanhã às 17h – para poupar despesas com iluminação. A rede de colaborações foi decisiva também na escolha dos grupos participantes: todos tinham que estar cadastrados no portal Toque no Brasil, no qual os artistas podiam indicar cidades onde gostariam de tocar.

– É a sistematização da camaradagem – resume o organizador do evento, Leonardo Brawl, baixista da banda Os Subtropicais. – A ideia não é competir com outros festivais nem criar uma grife, é uma manifestação artística mesmo.

Musicalmente, o Grito Rock será um Carnaval de vertentes roqueiras. Hoje, o som vai da psicodelia jovem-guardista da Laranja Freak ao toque eletrônico da Stereologica, passando pela contemporaneidade da Reverso Revolver, pelas melodias da Catavento de Bolso, pelo toque sessentista da Tapete Persa, pelo pop pesado da Calibre e pela diversidade da LeChevais. Amanhã, o público vai ver o grunge da Megadrivers, o rock eletrônico da L.A.B., a energia da Ninguenzada, a fusão roqueiro-latina do Cucastortas e o pop guitarreiro da AuditivA.

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