Filipe Catto se apresenta no Theatro São Pedro em setembro

Filipe Catto / Alexandre Eça

Apontado como uma das principais vozes da música brasileira contemporânea, Filipe Catto irá voltar a Porto Alegre, para duas datas no Theatro São Pedro. O cantor, que desde 2010 mora em São Paulo, vai estar mais uma vez na sua cidade natal, nos dias 2 e 3 de setembro, com a sua nova turnê, intitulada Over e de estrutura minimalista. Somente com a companhia dos violões de Pedro Sá e de Luís Lima, Filipe irá apresentar um set-list intimista, com todas as suas letras aparecendo em primeiro plano. Além das melhores canções dos seus dois discos anteriores, intitulados “Fôlego” e “Tomada”, como “Depois de Amanhã”, “Saga”, “Adoração” e “Do Fundo do Coração”, o cantor ainda vai incluir no repertório algumas releituras, de artistas nacionais e internacionais, como Portishead, Marília Mendonça e Vinicius de Moraes. “O primeiro show que fiz, com as faixas do meu EP de estreia, foi no formato voz e violão. Com o tempo e silêncio entre as notas, as composições ganham uma nova dimensão”, revela Filipe. “No meu novo espetáculo, mostro as minhas músicas favoritas e também algumas coisas do meu próprio universo, literalmente de Portishead a Marília Mendonça, com emoção e delicadeza”, complementa.

FILIPE CATTO (POR PATRÍCIA PALUMBO)

Porto Alegre é um manancial. Por ali nascem, crescem e se reproduzem talentos que muitas vezes ficam por lá, satisfeitos. Não foi assim com Filipe Catto. Quando se viu pronto, lançou pela internet um EP para download gratuito e fez barulho na imprensa de todo Brasil. Esperteza de um jovem veterano.

Ainda menino, cantava em bailes e festas com o pai e numa de suas primeiras experiências enfrentou uma plateia de três mil pessoas. Nenhuma timidez. Foi criado para isso, jamais pensou em fazer outra coisa da vida que não cantar e compor. Daí a sua naturalidade impressionante. Filipe domina o microfone, a dinâmica da banda e tem carisma de sobra para calar a audiência mais barulhenta, no palco se sente em casa.

Sua voz de timbre raro e seu canto afinadíssimo estão à serviço de um discurso coerente. Dramático sem ser nostálgico, atitude rock’n’roll com a sofisticação estética de um Oscar Wilde contemporâneo. Suas leituras de Hilda Hilst ou Caio Fernando Abreu se misturam às crônicas de um cotidiano romântico e compõem um repertório cheio de charme e crueza. Filipe gosta de falar de amor. Do amor entregue, da paixão desregrada, passional. Pra isso se serve do tango, do samba-canção e do blues. Brinca com gêneros e ritmos levando muito a sério a missão do intérprete. É um cantor que se dá para a canção como fazem suas musas e referências para o ofício: Cássia Eller, Elis Regina, Janis Joplin, Bethânia e PJ Harvey.

Filipe é um contratenor, uma definição que se aplica muito mais à música erudita do que à popular, mas tecnicamente falando é um cantor de voz especialmente extensa que atinge graves de barítono ou baixo se quiser, mas que lembra uma voz feminina de registro mais grave. Segundo Suely Mesquita, compositora e preparadora vocal, o cantor com esse tipo de voz incomum tem a capacidade de comover com a delicadeza e as nuances de timbre que se prestam muito bem a efeitos dramáticos. Mas é claro que não basta ter esse registro de voz para gerar impacto na plateia, é necessário ter estilo e expressão própria, o que não é problema para Filipe Catto. Há quem se apaixone por ele só de ver um videozinho no YouTube.

E esse jovem letrista, que admira Chico Buarque, é um compositor que não tem medo da palavra, diz que gosta de falar de sentimentos inconfessáveis. Essa coragem, ou despudor juvenil, lhe confere uma personalidade encantadora e fascinante. É ele mesmo um personagem, um poeta de séculos passados usando jeans e tênis All Star. Bonito e sedutor como um jovem Rimbaud. Com a liberdade dos artistas de seu tempo – que hoje tem o privilégio de fazer música por amor à arte e não para atender as demandas do mercado, Filipe canta a sua verdade, e é esse o mundo que queremos conhecer.

FILIPE CATTO
Onde: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº)
Quando: 2 e 3 de setembro, sábado e domingo, às 21h e 20h, respectivamente
Abertura da casa: 20h e 19h, respectivamente
Classificação: 14 anos

Ingressos*:
Plateia: R$ 70
Cadeira extra: R$ 70
Camarote central: R$ 70
Camarote lateral: R$ 70
Galerias: R$ 60

* Para o benefício da meia-entrada (50% de desconto), é necessária a apresentação da carteira de estudante na entrada do espetáculo. Os documentos aceitos como válidos estão determinados no artigo 4º da Lei Estadual 14.612/14.

Pontos de venda:

Bilheteria oficial:

Bilheteria do Theatro São Pedro
Horários de funcionamento: de segunda a sexta, das 13h às 18h30 ou até o horário de início do espetáculo do dia. Sábados e domingos, das 15h até o horário de início do espetáculo do dia. Mais informações: (51) 3227-5300
Online: www.teatrosaopedro.com.br

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