Flu lança álbum Mundo Novo nesta sexta-feira

Flu / Fernanda Chemale

Depois do sucesso do single Funkisto, Flu lança nesta sexta-feira, 29, o álbum Mundo Novo – título que cai muito bem frente ao que estamos vivendo. Confira a release feita pelo jornalista Marcélo Ferla:

NOVO MUNDO NOVO…
por Marcélo Ferla

… atacados diariamente por vermes e vírus mutantes de todas as áreas, inclusive da saúde, neste caso invisíveis, subitamente mergulhamos todos numa onda comunitária reflexiva, paradoxal porque nasce no isolamento, e experimentamos uma sensação igualmente idiossincrática: é preciso repensar o planeta a partir de nós mesmos …

sem se ater aos modismos, muito menos a ditar a moda – uma antítese do conceito Flu de fazer música –, novo mundo novo se antecipou a todos nós e ainda ganhou um little help do acaso geográfico: foi concebido durante os três anos em que Flu se isolou da vida urbana para morar em um sítio no interior do Rio Grande do Sul, e batizado a partir do nome do lugar, Linha Mundo Novo, uma coincidência mais do que oportuna.

subitamente transformado em nosso cotidiano, o contexto que deu origem a novo mundo novo, ainda que de um isolamento sem origem compulsória, facilita sua compreensão: é uma obra que navega entre o revisionismo e a contemporaneidade, mais ou menos como assistir a reprise de um jogo de futebol do passado e logo depois bater um papo virtual com amigos reais utilizando a mais nova tecnologia – são prazeres distintos, mas sempre prazeres.

intuitivo e potente em todas as suas camadas sonoras, otimista no formato e profundo no conteúdo, novo mundo novo navega pelos estilos mais importantes de uma cultura pop musical que pode parecer coisa do passado na era da memética e dos bots viciados em dar like, mas continua absolutamente fundamental: tem funk tem reggae tem soul tem rock pesado tem bossa nova tem disco tem ambient music, sempre processados pela habilidade de Flu para compor trilhas sonoras cotidianas e muito pessoais, mesclando brinquedinhos eletrônicos com a seriedade orgânica – o cartão-de-visitas apresenta de imediato ao ouvinte a viagem orgânico/ digital que se segue, quando a reflexiva “Soli” termina para se encontrar com a abertura robótica de “A3002”.

da seara dos rótulos-e-referências-pra-facilitar-a-compra: “Porco” remete ao De Falla de Kingzobullshit, “Xuto” é um reggae recheado com rock pesado com tempero amalucado by Diego-Medina, “Sambito” é Milton Banana Trio via Les Johnsons, a heavy bossa nova “Jessica” é regravação dos Les Johnsons, “Oxiva” é linda e viajandona, “Funkisto” tem um delicioso clima de james-bond e “MiniMundo” tem com-autoria do saudoso Carlos Eduardo Miranda, o minimundo em carne, osso e espírito (mas rótulos e referências são coisas do mundo pré-covid).

Flu e Amigos é: Flu, Marcelo Fornazier, Luciano Granja e Calcanha.

Capa do álbum “Novo Mundo”, de Flu & Amigos / Érica Maradona

Sobre Flu:

Flu foi baixista da banda gaúcha Defalla no período clássico dos dois primeiros discos.
Nos anos 90 montou um estúdio com o parceiro Marcelo Fornazier e começou a delinear uma carreira solo. De lá pra cá, lançou “… e a alegria continua”, “No Flu do Mundo” e “Rocks”.

Atualmente participa do trio Só Amor, com Carlinhos Carneiro e Chico Bretanha, remontou a banda Atahualpa y us Panquis, e participa da Orquestra da Depressão Provinciana, com amigos de São Paulo.

Neste ano, lançou o single Funkisto, e agora lança o álbum Mundo Novo, onde mostra um olhar de um mundo mais sincero, empático, maluco, através de várias músicas com características diferentes. A capa do álbum ficou a cargo da artista plástica Érica Maradona.

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