Foxy Lady

Tá no nome: o rocknroll tem a ver com pedras que rolam, com movimento, com fazer mexer. Dentre seus seguidores, há artistas que provocam o mexer dos quadris. Outras mexem com a cabeça das pessoas. Por fim, vêm aquelas que mexem com as emoções, que pegam pelo coração, que enozam a garganta. E essas são mais raras, sim, mas não por acaso costumam atingir maior longevidade. A Foxy Lady, nova aposta da Orbeat Music (em tempos, destaque-se, em que poucos têm disposição para apostar), lança seu disco de estréia já no rol das bandas que lidam com emoções intensas. Com apenas três anos desde sua formação – e boa parte desse tempo vivido nos palcos da noite – a banda confirma sua vocação roqueira com um som absolutamente maduro e contemporâneo. O álbum é um passeio pelo rock atual, partindo do pós-grunge pesado e melódico de Não Vou Estar e chegando a uma balada envolvente, Pra Dizer. Nada Mais, o empolgante primeiro single, já tocou nas emissoras sulistas. Agora, com a chegada do disco às lojas, é a vez de emplacar o segundo hit, Até Pensei, nas FMs. O quinteto é liderado por um vocal feminino, coisa rara de se ver no pop rock sulista. Lais Tetour tem envergadura para dominar qualquer ambiente. Longe da doçura, tem um timbre imponente, mas sem deixar de ser notadamente feminino e elegante. O guitarrista Marcus Feil, o tecladista Duda Follmann e o baixista Jorge Dorfman são responsáveis pela ambiência pesada, quase industrial, do disco. O baterista Pedro Branco alinhava e integra o som – em vez do peso em excesso, porém, prefere a intensidade precisa. O disco tem produção de Thedy Corrêa, líder da banda Nenhum de Nós e um dos responsáveis pela descoberta da Foxy Lady – antes de se tornar diretor artístico da Orbeat Music, foi coordenador musical de um festival de música em que a banda foi vencedora. Foi lá que, entre 900 concorrentes do sul do Brasil, percebeu que a banda tinha os elementos necessários para conseguir seu espaço na cena do rock brasileiro. Thedy também aparece no CD como compositor da canção O Lado Escuro da Lua, que ganhou versão soturna e enigmática da banda. Há, portanto, uma linha-mestra definitiva que conduz o disco: em um cenário sulista que privilegia o rock pela diversão, a Foxy Lady quer mostrar que existe espaço para se lidar com emoção. Eduardo Nasi Inverno/ 2004

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Site: http://www.foxylady.com.br