Loop Sessions duplo: duas vibes da mesma Joana Knobbe

Joana Knobbe / André Chacon e Paulo Fuga

Pela primeira vez no Rio Grande do Sul, Joana Knobbe (de São Paulo/SP, residente em Recife/PE), em parceria com o selo Loop Discos, lança o Loop Sessions duplo das músicas Lîla e Peixe Lunar, em vídeo e em áudio. As faixas estarão nas plataformas de streaming no dia 23 de fevereiro.

Joana Knobbe tentou fugir da música, mas não conseguiu. Desde os 8 anos de idade participando de corais, aulas de órgão elétrico e da banda da escola, saiu do nordeste do país para cursar Design de Produtos em Santa Catarina. Porém, ao concluir o curso, já havia voltado aos palcos: se apresentava como intérprete de jazz e mpb, além de ministrar aulas de canto e preparação vocal.

A música autoral veio em 2012, junto da maternidade. “Com o nascimento de minha filha fiquei “forçada” a ficar mais em casa e passei por um momento de muita dor, mas extremamente criativo”, conta Joana. Só em 2015, de volta a Natal/RN, a artista levou pela primeira vez a música Lîla, que também é o nome da sua filha, aos palcos.

Nesse momento nasce o totalmente independente e em pequena escala EP Bricoleur.

Em dezembro de 2017, Joana realizou a #tourMGRS, em que tocou em Belo Horionte (MG) e Porto Alegre (RS), ocasião em que conheceu Loop Reclame. “Foi muito divertido e acolhedor! Fico muito feliz em fazer parte desse time que já conta com excelentes artistas e espero que esse seja só o primeiro passo de um caminho fortuito que ainda vamos trilhar juntos”, conta Joana sobre a gravação.

O lançamento do Loop Sessions Joana Knobbe é duplo: são duas vibes diferentes, duas histórias diferentes, de uma mesma artista e estará disponível no dia 23 de fevereiro, sexta-feira, no youtube e plataformas digitais.

“O processo de composição de Lîla foi como pecinhas de um quebra-cabeça que vão se encaixando. Ainda me são claros os momentos em que os pedaços da letra foram surgindo na minha cabeça, já com melodia ou não. A introdução se refere ao Canto da Lagoa, em Florianópolis, onde eu morava quando Lîla nasceu. Ela nasceu em casa na madrugada para o dia 7 de janeiro de 2012. Lá no Canto da Lagoa tem “um pedaço de mato que por aí já não há” e as “sementes de Garapuvu”, quando caem, fazem um rodopio bonito no ar. Além disso os Aracuãs, insistem em acordar a gente com um canto que mais parecem berros, assim que o sol nasce. (risos)

A composição harmônica da música foi fruto de um exercício teórico, proposto pelo professor Sérgio Freitas que leciona música na UDESC. Ele passou um exercício que consistia em criar uma condução harmônica de 8 compassos a partir das funções dos acordes (Tonica, Subdominante e Dominante) e eu apresentei o exercício já com a música pronta.

A primeira vez que gravei essa música em casa, Lîla estava no meu colo mamando enquanto eu tocava, e depois começou a cantar junto. Esse registro único está aqui.

Peixe Lunar é uma das composições mais recentes, em que brinco com os timbres do teclado sintetizador para construir uma levada eletrônica diferente. A letra e a melodia também me vieram de súbito, inspirada em um tipo de personalidade pisciana, que são pessoas sempre muito “viajonas”, leves e misteriosas. Daí veio a ideia de peixe lunar e uma pegada mais psicodélica. Ela tem a base harmônica em apenas dois acordes, mas em um compasso de 11×4, o que deixa sua execução um pouco complicada (risos).”

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