Maria Gadú se apresenta em Porto Alegre neste sábado

Maria Gadú / Luiz Tripolli

O terceiro disco de Maria Gadú, chamado “Guelã”, saiu em 2015 e pode ser considerado o trabalho mais pessoal, ousado e intimista da sua trajetória. Os shows da sua turnê, elaborados a partir de um cenário escuro e com pouquíssimas luzes, também surpreenderam muita gente e acabaram virando o CD e DVD “Guelã Ao Vivo”, que chegou às lojas no final do ano passado. O registro, um retrato fiel da sublime experiência proporcionada ao vivo, será a grande atração por trás do espetáculo que a cantora vai fazer mais uma vez no Opinião, no dia 24 de junho. Em cima do palco, Maria Gadú terá apenas a companhia do violoncelista Federico Puppi, do baixista Lancaster Pinto e do baterista Felipe Roseno para recriar o ambiente introspectivo de “Guelã”, executando todas as suas principais composições, como “trovoa”, cujo videoclipe mostra a cantora contracenando com a mulher Lua Leça; “obloco” e “suspiro”, e para dar uma nova cara aos outros sucessos de sua carreira, como “Bela Flor”, “Altar Particular”, “Axé Acapella” e “Laranja”.

MARIA GADÚ (POR MARIA GADÚ)

Esse registro fecha um ciclo, uma etapa. Foi um passo importante pro caminho que quero traçar baseado no que posso aprender, degustar e assim externalizar em palavras e sons. Venho me questionando e colocando à prova todo o conhecimento adquirido ao longos dos meus 30 anos. “Guelã” é mutação. O registro serve pra explicitar o quanto poderei mudar hoje e amanhã.

“Guelã Ao Vivo” é composto pelo show, realizado em São Paulo, minha terra natal, um documentário sobre o processo criativo que intitulamos “a terceira asa” e um videoclipe da canção “trovoa”. A ideia e a concepção das formas e cores foram dirigidas por mim e Lua desde o início, quando ainda em nossa casa arquitetávamos esse voo. Lua veio, ao longo de quatro anos, registrando informalmente nosso dia a dia e resolvemos compilar essas imagens pra contar a história do álbum e do show.

Nessa época, minha casa virou um parque de diversões, literalmente. Ao mesmo tempo em que a gente se divertia inventando coisa e descobrindo sons, vinha medo, insegurança, angústia. Tentando aprender a lidar com os novos brinquedos, saber das manhas, das jogadas. Foi bom. Até passou pela minha cabeça chamar o álbum de “terceira asa”. Era um rascunho de caminho, em que as músicas não tinham nem nome ainda. Mas ficou nítido perceber como é que uma ideia progride. Foi a primeira vez em que eu estava entendendo tudo isso.

Quando chegou a hora do estúdio, minha voz estava ruim à beça. Foi difícil e doeu muito gravar esse disco, um desafio. Não fiquei satisfeita, mas deixei como estava. Não tinha nenhum ímpeto mentiroso, ia ficar do jeito que tivesse que ficar. E as coisas foram acontecendo, a gente foi construindo aos poucos. Depois, a Lua trouxe toda a cara estética da ave, que nasceu de um dicionário indígena que eu encontrei pelos livros que estava lendo. A ave se chamava guelã, que me lembrou o livro que mamãe leu pra mim quando era pequena, chamado “Fernão Capelo Gaivota”. Eu queria ser ele e aí eu virei a guelã, assim como o disco.

Na hora do show, eu quis tudo no escuro, exatamente como é quando eu fico sozinha. Então, as apresentações de “Guelã” acabaram ficando meio diferentes, pesadas, ásperas. Eu era a ave que queria tocar guitarra elétrica e a gente foi pelo mundo, pelo Brasil, quase naqueles voos de imigração. E só se divertiu, porque tudo é motivo para ficar junto, para dar risada, para chorar, para ficar vivo. O que você imagina vai se moldando pra os lugares que você chega. A energia que rola no lugar. Essa parte é sempre a mais legal.

A gente tentou registrar esse show no Festival de Montreux, mas não deu certo. As coisas não dão certo às vezes e isso é maravilhoso, mesmo assim. Ia ser um DVD, chique e tudo. E assim foi, no dia 11 de agosto, onde tinha que ser, no Centro Cultural São Paulo. Todos gaivotas, numa caixa de pandora, onde a luz é sombra e a música ecoa. E sigo aqui, escolhendo meu próximo bicho.

MARIA GADÚ
Onde: Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)
Quando: 24 de junho, sábado, às 20h
Abertura da casa: 18h30
Classificação: 14 anos

Ingressos:

Lote 1:
Promocional (valor reduzido, com a doação de 1kg de alimento não perecível, disponível para qualquer pessoa): R$ 45
Estudantes e idosos (desconto de 50%): R$ 40
Inteira: R$ 80

Lote 2:
Promocional (valor reduzido, com a doação de 1kg de alimento não perecível, disponível para qualquer pessoa): R$ 50
Estudantes e idosos (desconto de 50%): R$ 45
Inteira: R$ 90

Lote 3:
Promocional (valor reduzido, com a doação de 1kg de alimento não perecível, disponível para qualquer pessoa): R$ 55
Estudantes e idosos (desconto de 50%): R$ 50
Inteira: R$ 100

Lote 4:
Promocional (valor reduzido, com a doação de 1kg de alimento não perecível, disponível para qualquer pessoa): R$ 60
Estudantes e idosos (desconto de 50%): R$ 55
Inteira: R$ 110

*Os alimentos deverão ser entregues no Opinião, no momento da entrada ao evento.

** Para o benefício da meia-entrada (50% de desconto), é necessária a apresentação da carteira de estudante na entrada do espetáculo. Os documentos aceitos como válidos estão determinados no artigo 4º da Lei Estadual 14.612/14.

Pontos de venda:

Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência – somente em dinheiro): Youcom Bourbon Wallig

Demais pontos de venda (sujeito à cobrança de R$ 5 de taxa de conveniência – somente em dinheiro):
– Youcom: Shopping Praia de Belas, Bourbon Ipiranga, Barra Shopping Sul, Shopping Total e Bourbon Novo Hamburgo
– Multisom: Andradas 1001 (Centro de Porto Alegre) e Bourbon São Leopoldo
– Online: www.blueticket.com.br/grupo/opiniao

Informações:
www.opiniao.com.br
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(51) 3211-2838

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