MECA se despede de Maquiné em grande estilo

MECA Maquiné 2019 / Luara Baggi / Shake It BSB

Mais uma edição do MECAMaquiné aconteceu na Fazenda Pontal neste último sábado, 12 de outubro, reunindo mais de 2 mil pessoas que curtiram DJ sets nacionais e internacionais, talks e, claro, um line-up potente, onde as mulheres brasileiras brilharam. Esta foi a última edição do festival no Litoral Norte gaúcho, que deve voltar em 2020 ao Rio Grande do Sul em novo local.

O show mais esperado em 15 horas de programação foi o da rainha da MPB, Gal Costa. Durante mais de uma hora, a cantora baiana mostrou que, aos 74 anos, se mantém atual e consegue dialogar com públicos de diversas faixas etárias. O público cantou em coro clássicos como “Chuva de Prata”, “Dê um Rolê” e as composições de Erasmo Carlos e Roberto Carlos “Sua Estupidez” e “As Curvas da Estrada de Santos”. Também apresentou “Sublime” e “Cuidando de Longe”, canções do último álbum, “A Pele do Futuro”, lançado em 2018. “A gente tem que dar amor ao nosso irmão. Nós estamos aqui dando amor para vocês”, afirmou Gal, que disse que aquela “festa no mato” lembrou muito quando ela morou em Trancoso, na Bahia.

Tulipa Ruiz se apresentou na sequência e também foi muito aguardada por uma plateia que cantou em coro os hits de seus quatro álbuns, como “Só Sei Dançar Com Você”, “Efêmera” e “Pedrinho”. Ela agradeceu o “peito aberto” de quem prestigiou o show e disse ter sorte de subir ao palco entre Gal Costa e MC Tha. A paulista, por sua vez, fez sua primeira apresentação na região Sul com o seu álbum de estreia, o recém-lançado “Rito de Passá”. Tha colocou todo mundo para dançar com suas batidas e letras envolventes, que estavam na ponta da língua da plateia. A cantora agradeceu a troca com público e contou como fica feliz ao ver que os diferentes significados que as pessoas dão para suas músicas.

A programação do palco principal ainda contou com Akeem Music, que apresentou um som que mistura música eletrônica com vários samples de música brasileira. Marô subiu ao palco e embalou o público com músicas que transitam entre R&B, soul e hip hop. Vermelho Wonder, projeto do DJ e produtor Márcio Vermelho e da drag queen Ivana Wonder, apresentou produções com fortes referências da synth pop, italo disco e house music. A noite no palco principal encerrou com o arrasta-pé eletrônico do Forró Red Light, que usa e abusa de bases eletrônicas como ponto de partida para releituras inusitadas de um dos ritmos mais tradicionais e dançantes da música brasileira.

O dia de Sol e calor em Maquiné foi perfeito para quem apostou na Pista Pool Party, com mais de 15 horas de sets com o melhor da house music contemporânea e DJs da França, Inglaterra, Brasil e Peru. O MECA também teve outras pistas, como o Clubinho #BOTA dentro de um chalé com o melhor da pop music nacional e internacional, e o Clubinho #DALE by Campari, com o frescor da cena alternativa da música eletrônica do Rio Grande do Sul.

Entre a programação musical, o público ainda conferiu talks como “Música indígena contemporânea: uma riqueza ancestral do Brasil”, ministrado por Anápuáka Muniz Tupinambá; “O que os movimentos culturais sinalizam para 2021?”, com Luiz Arruda (head da WGSN Mindset na América Latina); e “Por uma vida mais sustentável na Terra até 2050”, com Barbara Dunin (membro do conselho do Pacto Global da ONU). Já o painel “Você é o que você veste?” recebeu Manuela Bordasch, cofundadora do Steal The Look, e Julia Lóra, gerente de pesquisa de estilo da Renner.

Além disso, durante todo o dia, o público pode visitar uma feira com 16 marcas locais e independentes de moda, beleza, cerâmica e design, com curadoria da Open Feira de Design.

O próximo evento confirmado do MECA será o MECANewYear@Inhotim, com programação dos dias 28 a 31 no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, para festejar a virada de ano em um dos maiores museus de arte contemporânea a céu aberto do mundo.

Sobre o MECA

O MECA é uma plataforma multicultural que nasceu em 2010 como um festival de música no Rio Grande do Sul e hoje está presente em cinco estados do Brasil (SP, RJ, MG e PE). Com a proposta de ser um radar da cena cultural nacional e internacional, hoje o MECA produz festivais imersivos e multiculturais, gera conteúdo em canais de mídia proprietários, além de conectar pessoas, marcas e iniciativas culturais em projetos especiais ao longo do ano inteiro. Em 2018, foram mais de 1.400 horas de programação cultural e musical distribuídas em cinco festivais e em eventos na sede do MECA em Pinheiros, como pocket shows, DJ sets, talks e markets. Mais de 35 mil pessoas passaram pelos eventos do MECA em 2018.

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