Na boleia com a Estado das Coisas

A Estado das Coisas surgiu em 1993, com os músicos Tiago Ferraz e Cláudio Joner como idealizadores da banda. Vinte anos depois o grupo está consagrado no cenário gaúcho, já tendo lançado sete álbuns, entre eles o projeto Rock de Galpão, conhecido em todo o Brasil por dar uma nova roupagem para clássicos da música nativista como Eu Sou do Sul e Castelhana. O vocalista da banda, Tiago, conta como começou o projeto:

– Nós tocávamos na Dado Bier (casa noturna de Porto Alegre), e uma vez foram convidados quatro artistas para se apresentar com as bandas residentes, entre eles Renato Borghetti, que nós escolhemos para tocar com a gente. Como a mistura do rock com a música nativista deu certo, a Dado convidou o Neto Fagundes para tocar e fazer a Quinta Gaúcha, onde toda semana tinha um músico do meio nativista como convidado. Depois de um tempo a gente começou a formar um repertório do que seria o Rock de Galpão. Quando o projeto ficou pronto eu perguntei para o Bagre Fagundes o que ele achava, e ele disse que estava ficando bom o nosso Rock de Galpão. Na hora vimos que aquele tinha que ser o nome, e então batizamos o projeto com este nome em homenagem ao Bagre Fagundes.

Depois de consolidado o Rock de Galpão o grupo resolveu começar um novo projeto, chamado Pulperia Roqueira, onde mais uma vez a banda iria reverenciar a música gaúcha. Quem conta um pouco mais sobre como surgiu a proposta é o baterista da banda, Guilherme Gul: Nós estávamos tocando o Rock de Galpão, que tem essa linha mais tradicionalista, e ao mesmo tempo queríamos tocar coisas diferentes, algo mais lado B da música gaúcha e também não necessariamente só músicas nativistas, mas sim outros ritmos aqui do sul. Então resolvemos criar o Pulperia Roqueira, onde homenageamos os músicos gaúchos, mas com canções que não fizeram tanto sucesso.

Músicos como Sandro Cartier, Andrei Copetti, Álvaro Godolfim e Rodrigo Tavares já passaram pela banda antes da formação atual, que conta com Tiago Ferraz (voz e guitarra), Rafa Schuler (guitarra e vocais), Guilherme Gul (bateria), Alexandre “Mestre Kó” (teclados e vocais), David Fontoura (contrabaixo) e Paulinho Cardoso (acordeon). Tiago, o único remanescente da banda original, fala que as formações diferentes ajudaram a dar uma sobrevivência para a banda: Queira ou não, vai mudando a energia, a turma, a proposta. Além disso, há também a vontade de tocar, o que faz com que a banda continue até hoje, enfatiza.

Sobre o CD homônimo da banda que foi lançado em 2012, os músicos contaram que desde 2003 não entravam em estúdio e que esse trabalho demorou quatro anos para ficar pronto. Com direção de Hique Gomez, e mixagem de Ricardo Vidal, o álbum traz as participações especiais de Tonho Crocco, Serginho Moah, Neto Fagundes, João Vicenti entre outros músicos convidados. Apesar de ter lançado o álbum em 2012, Tiago diz que a banda está desapegada com questão ao tempo, até porque lançaram um ótimo CD, premiado como melhor disco pop no Prêmio Açorianos.

O que vem por ai

Para 2014 o grupo pretende sair em turnê de divulgação do último trabalho, além de lançar alguns clipes de shows ao vivo que já foram gravados durante este ano. Há também o projeto de um novo CD do Rock de Galpão, mas não tem nada concreto ainda, por enquanto o grupo só pensa em algumas músicas que poderiam entrar nesse novo trabalho. Agora eles só pensam em pegar a estrada e levar essa releitura da música gaúcha para o mundo.

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