Na boleia com Bidê ou Balde

A banda Bidê ou Balde surgiu no final dos anos 90, mais precisamente em 1998, em Porto Alegre. Desde então o grupo conquista fãs em todo o país. Em um bate-papo descontraído no bairro Bonfim, Carlinhos Carneiro, 35 anos, vocalista da Bidê, definiu a banda como um grupo pop com artifícios alternativos, na nossa época, nós chamávamos de alternativo e, que hoje chamam de indie. Nós sempre gostamos de gêneros alternativos, e achávamos que aquilo tinha uma linguagem pop por trás de tudo. A Bidê é uma banda que usa a linguagem pop com artifícios alternativos e uma banda alternativa com artifícios pop. Nós conseguimos transitar pelos dois mundos com facilidade e isso é um diferencial pra gente sem parecer forçado.

A banda idealizada por Carlinhos Carneiro e Rossato, em 1998, aconteceu por acaso. Carneiro cursava jornalismo na PUC/RS e sempre quis produzir um filme. Carneiro conta que foi de uma reunião de amigos para acertar detalhes do projeto que tudo começou, Eu cursava jornalismo e queria produzir um filme. Isso aconteceu no final dos anos 90, quando surgiu uma cena forte de cinema Super 8 em Porto Alegre, e acabei comprando esses rolos. Mas na minha ideia esse grupo de estudantes iria produzir, tudo: roteiro, direção e trilha sonora. Só que quando chegamos no nosso primeiro ensaio tudo foi tão legal que no final eu disse para largarmos essa história de filme e montar uma banda, porque vimos que ali existiam boas canções. Tanto é que praticamente todas as músicas que surgiram nos primeiros ensaios estão no primeiro e segundo discos da Bidê. Todo o conceito básico da banda foi criado nos primeiros ensaios, como, por exemplo, o uso dos terninhos.

Desde então já são 15 anos na estrada, já tendo sido lançados cinco discos, além de EPs e de ter participado de coletâneas, como o Acústico MTV – Bandas Gaúchas. A atual formação da banda conta com Carlinhos Carneiro (vocais), Rodrigo Pilla (guitarra), Vivi Peçaibes (vocal/teclado), Leandro Sá (guitarra). Para Carlinhos, o segredo para se ter uma carreira sólida e duradoura é a persistência e o carinho do público: Estamos há 15 anos na estrada e o caminho para tudo isso que conquistamos e que nos motiva a continuar é o público. Desde o começo foi muito trabalho duro e sorte e muita diversão em fazer o que gostamos. Mesmo nas partes mais séries, em que tínhamos de pensar, era uma diversão estar junto e produzindo coisas diferentes. Mas desde o momento que gravamos a nossa primeira música, que foi Melissa, e que deu certo desde o inicio, já houve um retorno desde sempre. E estar no palco é algo que motiva a galera, hoje eu posso dizer que sou um maniaco por palco (risos). O fato é que a gente consegue, até hoje, ter boas ideias e manter aquele conceito do inicio. Mas acho que o essencial mesmo é o público não desistir da gente.

Sobre o último CD da banda, chamado “Eles são assim. E assim por diante”, lançado em 2012 e que está em turnê no momento. O disco que foi produzido de forma independente e classificado por Carlinhos como o álbum onde o grupo teve mais liberdade de produção. Esse é o projeto mais surpreendente, de repercussão, da banda. Um porque participamos de todas as etapas de produção do álbum, normalmente as pessoas acham que a banda faz tudo isso, mas pode se dizer que nós fizemos de uma maneira bem mais maníaca do que geralmente se faz. Esse é o primeiro disco totalmente independente da banda, tudo o que produzimos antes sempre teve uma gravadora ou algum selo por trás, e por ser totalmente nosso, a gente consegue ver todos os números e ganhar mais dinheiro. Nós não temos o costume de quando vamos formar o nosso repertório tocar só músicas do novo disco, nós sempre montamos um show diversificado, desde canções do primeiro CD até o último. “Eles são assim. E assim por diante” já tem músicas que nós não podemos ficar sem tocar, como é o caso de “Me deixa desafinar” e “Lucinha”, que já se tornaram clássicos da Bidê.

O que vem por ai

Para o futuro, Carlinhos conta que a banda pretende produzir singles soltos, e lança-los a cada dois ou três meses, para somente depois se produzir um CD físico para o primeiro semestre de 2015. Além disso, a Bidê pretende produzir um DVD, mas apesar de ter sido gravado um show que o grupo fez no Teatro Renascença não há nada definido: nós até gravamos um show no Teatro Renascença, no ano passado, que também pode virar uma parte desse registro, fazermos trechos do DVD em teatro, outra parte em praça e outra em boate, nós não sabemos ainda, mas temos em mente que os fãs merecem um DVD da banda só de música nossa. Mas não temos como prever datas ainda, nem do lançamento do CD, e nem do DVD.

Outro projeto da banda que deve sair do papel é um compacto, que deve ser lançado no segundo semestre de 2014: Vamos lançar um vinil, com duas faixas do material do nosso trabalho atual. “Eles são assim. E assim por diante” é para nós a segunda parte de uma trilogia, que começou no “Adeus, Segunda-Feira Triste!”, e agora nós queremos encerrar essa trilogia com mais um EP, que já está pronto com o que não entrou no disco, mais “Á La Minuta” e quem sabe uma outra versão de algumas músicas que o grande público já conhece da banda. Nós temos umas dez músicas e dessas, cinco entrarão para o EP.

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