Nando Mello: “MOA não estava à altura do Hangar”

Acaba de ser veiculada no Youtube a edição 36 do Programa MoitaRock (www.moitarock.com). Desta vez, o programa contou com a participação do baixista da banda gaúcha Hangar Nando Mello. O músico não teve papas na língua para falar de todos os incidentes que impediram a participação da banda no mundialmente comentado Metal Open Air, em São Luis / Maranhão. Além disso, Mello também explica o motivo do HANGAR ter contado com tantos vocalistas diferentes durante a carreira. Confira abaixo alguns trechos:

Sobre o Metal Open Air:

“Qualquer evento, você pode fazer um evento de quermesse, por exemplo, tem que ser bem planejado e bem organizado. É inadmissível chegar na semana de um evento dessa magnitude para o metal nacional, com bandas conhecidas internacionalmente, e revelar problemas de falta de dinheiro, falta de organização. Não tinha segurança porque o pessoal não foi pago. O pessoal do palco foi embora, o pessoal do som foi embora. Acho que foi uma vergonha para nós, brasileiros, patrocinar um evento que foi um fracasso, com tantas desistências.”

Sobre a participação do HANGAR no evento:

“Todo mundo sabe… Uma banda gringa não pisa aqui para fazer um show sem estar paga. Quando chegamos em Fortaleza [havia uma série de workshops da banda marcados na região] e percebemos que as coisas não andavam bem, tomamos a decisão de não ir ao festival se não houvesse o pagamento do cachê – assim como fazem com as bandas gringas – e se não houvesse a segurança de que seríamos bem recebidos. Decidimos não comparecer, já que não foi cumprido o contrato. Aliás, o contrato não existe. Desde janeiro estávamos pedindo o contrato, pedindo o nome do hotel. O nome do hotel apareceu pra gente na quarta-feira, dois dias antes da gente tocar. Vai parecer duro falar isso, mas o festival não estava à altura de ter a participação do HANGAR, porque a responsabilidade que a gente tem, nós também cobramos de quem contrata a gente”.

Sobre a troca de vocalistas da banda:

“A cena no Brasil ainda não é profissional como na Europa ou Japão. Não existe glamour no metal. Existe muito trabalho! Às vezes são 12 horas de trabalho para tocar uma hora e meia. O nosso time do Hangar já ta nessa há 13 anos, então é um grupo muito fechado e a gente já passou por tudo. Nós quatro (Nando, Aquiles, Laguna, Martinez) não medimos esforços. Não tem essa frescura sabe de ‘vamos de avião, hotel 5 estrelas, 50 toalhas brancas’… Vai pra puta que pariu cara que exige isso! Aí cai a ficha do vocalista, porque talvez ele entre na banda pensando que é uma outra coisa”.

Nando ainda falou sobre estrutura de shows, hipocrisia no metal nacional e André Leite. E o programa também sorteia o EP “Silent War”, da banda nacional PHORNAX.

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