Nei Lisboa inicia hoje série de três apresentações com clássicos e inéditas no Teatro Renascença

Habituado a plateias lotadas sempre que se apresenta na Capital, Nei Lisboa não acredita em jogo ganho de antemão. – Não existe público cativo. O público aparece se, a cada show, a expectativa dele for correspondida – afirma.

Hoje e nas próximas duas segundas-feiras, às 21h, no Teatro Renascença, o músico apresentará clássicos e novidades que devem estar em seu próximo disco, a ser lançado ainda este ano.

“Descontraídas e sem maiores formalidades”, como define Nei, as três apresentações diferem da turnê anterior, no Theatro São Pedro, pela proximidade com o público que o teatro menor proporciona e pelo repertório renovado.

Entre canções aguardadas, como Telhados de Paris, Baladas e Relógios de Sol, o músico apresentará quatro músicas inéditas e outras quatro composições que acabaram sendo registradas apenas por outros artistas – incluindo Por Um Dia, gravada por Muni em 1999.

Telas, Depois do Fim, Mãos Demais e Jogo de Trapaças compõem o primeiro esboço do disco que o cantautor pretende gravar neste ano – e que tem o título provisório de Telas, Tramas e Trapaças do Novo Mundo. De um modo geral, são baladas, com menos acordes e mais liberdade para o texto se desenvolver.

– Musicalmente, elas estão com um clima mais folk, ou pop, no caso de Telas – descreve o artista.

Desde Translucidação, seu último disco, de 2006, Nei vinha produzindo menos, frente à necessidade de se dividir entre ser artista e ser pai. Em 2011, voltou ao trabalho com afinco:

– Estou compondo e buscando um repertório que ficou pelo caminho.

Os espetáculos no Renascença são uma oportunidade para amadurecer os frutos dessa retomada.

Inquietude frente ao caos

O título Telas, Tramas e Trapaças do Novo Mundo parece refletir a forma como Nei vê o momento político e econômico por que passa o mundo. Figura engajada, que não se furta a criticar quando necessário, Nei diz perceber a falta de “demandas organizadas que façam sentido” nos levantes e manifestações que pipocaram no ano passado em várias partes do planeta.

Em meio a este cenário, ele consegue ser otimista.

– Esse momento convulsionado é propício para discussões. De repente se consegue apontar rumos que evitem o caos, para não falar no fim do mundo – diz o artista. Mesmo que considere o Brasil um bom lugar para se viver, ele não se dá por satisfeito:

– A democracia é muito mais um ideal do que uma conquista efetiva.

Serviço:
23/01, 30/01 e 06/02 – às 21h
Teatro Renascença (Érico Veríssimo, 307 – Centro Municipal de Cultura)
Estacionamento: Gratuito no local

Valores:
R$ 35,00 Antecipados
R$ 45,00 Na Hora

Pontos de Venda:
– Livraria Bamboletras (Lima e Silva, 776), de terça-feira a domingo
– Kanto Sushi (Riachuelo, 1343 – Loja 2), de terça a sexta-feira
– Restaurante Massala (Botafogo, 895), de terça a sexta-feira

No dia do espetáculo os ingressos serão vendidos na bilheteria do teatro, a partir das 14h.

Idosos têm 50% de desconto, estudantes e classe artística têm 20%.

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