Nenhum de Nós retorna com temporada a Porto Alegre

Depois de São Paulo, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte , Rio de Janeiro, Florianópolis  e  Nordeste (Sergipe e Pernambuco), o Nenhum de Nós volta a Porto Alegre com o show da Sempre é Hoje Tour. A nova turnê, que divulga o disco “Sempre é Hoje”, reaparece em temporada na capital gaúcha do dia 03 ao dia 06 de dezembro. Já é uma tradição cultural na cidade a sequência de shows do grupo no Theatro São Pedro no início do mês de dezembro. Os ingressos variam de R$ 30, e R$ 80, dependendo do setor, e estão à venda diretamente na bilheteria do teatro ou pelo site www.compreingressos.com.br
 
“Sempre É Hoje”, o novo álbum de inéditas do Nenhum de Nós, chegou às lojas no final de junho. Gravado no inverno do ano passado, é o 16º disco da carreira do grupo e traz 10 faixas inéditas como  “Descompasso”, “Total Atenção”,  “Caso Raro”, além da primeira música de trabalho “Milagre” e da balada que está entrando nas rádios agora, “Foi Amor”, parceria da banda com a cantora Roberta Campos.
 
Veja a seguir trechos de duas entrevistas concedidas pelo vocalista Thedy Corrêa e pelo guitarrista Carlos Stein:
 
Como está sendo a turnê do álbum “Sempre é Hoje”, 16º da história da banda?
Thedy  – Está tendo ótima receptividade. Começamos lançando em grandes teatros em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre, sempre lotados e com um público entusiasmado.
 
Qual a pegada desse novo disco?
Thedy  – Modernizamos os arranjos e a sonoridade. Trabalhamos com pessoas inovadoras, como Jr Tostoi e João Milliet – que trabalha com bandas mais pesadas, mas tem uma levada pop.
 
As músicas do Nenhum de Nós transmitem muitos sentimentos aos fãs. São canções que falam, desde amores perdidos, até a importância de um novo recomeço. Como você avalia essa ligação dos fãs com a banda através da música?
Thedy  – Creio que nossas canções têm uma conexão forte com o público porque justamente eles – os fãs – são nossa fonte de inspiração. As histórias reais e o cotidiano das pessoas que nos cercam trazem a matéria prima perfeita para escrever músicas que criem uma forte relação entre a banda e seu público.
 
Qual o público do Nenhum de Nós hoje?
Thedy  -Temos visto pessoas de todas as faixas etárias. De gente que nos acompanha desde o início da banda até uma garotada que acabou de descobrir nosso trabalho. O que ajuda é que nossa música tem um apelo atemporal.

Com 29 anos de estrada, o Nenhum já ultrapassou a marca de 1906 shows e é uma das principais formações em atividade da história do pop rock brasileiro. Qual o segredo de todo esse sucesso?
Thedy – Trabalho sério e muito respeito pelo público. Nunca entramos em campo achando que a partida já está ganha.
 
O mercado fonográfico está cada vez mais competitivo. Isso que faz com que, para garantir o sucesso na mídia, muitas bandas recorram a hits comerciais. Como o Nenhum de Nós consegue não se render a essas canções meramente mercadológicas?
Thedy  – Nunca corremos atrás do sucesso! Sempre produzimos nossa música baseados exclusivamente na busca pela qualidade e no nosso alto nível de exigência. Ou seja, o critério vem de nós mesmos e não do mercado.
 
No último álbum, “Sempre É Hoje”, vocês fazem uma homenagem ao músico argentino Gustavo Cerati, inclusive a capa de Martin de Pasquale também é uma homenagem a ele. Como foi o processo de composição deste 16º trabalho da carreira da banda?
Carlos Stein – É, sim, uma homenagem ao Cerati. Quanto à foto de Martin, coincidentemente também argentino, foi uma sugestão de nosso produtor, Antônio Meira. Sobre nosso processo de composição, como geralmente ocorre, partimos das letras. O que fizemos diferente foi que deixamos os arranjos para o estúdio, com a presença de nosso produtor, o JR Tostoi. Dessa forma aproveitamos melhor as suas contribuições.

Porque a escolha “Milagre” como o single do novo trabalho?
Carlos Stein  – Costumamos ficar atentos às sugestões de pessoas próximas, com diferentes níveis de envolvimento com o trabalho. Foi assim que Milagre acabou sendo escolhida, foi a mais votada.

Como foi a participação e a escolha da cantora paulista Roberta Campos na faixa “Foi Amor”?
Carlos Stein  – A Roberta é uma das boas revelações da música brasileira. E se revelou admiradora de nosso trabalho. Um dia resolveu compor uma canção para uma letra do Thedy e a música ficou fantástica. Acabou entrando no álbum. Também não desperdiçamos a oportunidade de contar com a sua bela voz.

Como tem sido a recepção da crítica e do público com “Sempre É Hoje” em seus diversos formatos digitais, além do tradicional físico? O que vocês pensam sobre esses diversos formatos e sobre a pirataria digital?
Carlos Stein  – A recepção tem sido muito boa. Para alguns, é surpreendente nossa decisão de investir em músicas inéditas com quase trinta anos de carreira, mas é o que nos move, a criação. Sobre os formatos, eu lido muito bem com eles. Tenho uma assinatura do Spotify e acho que funciona muito bem para mim, que sou bastante curioso em relação a artistas novos. Além disso, é a melhor forma de combater a pirataria, a meu ver, já que o streaming tem preços razoáveis e remunera os artistas, preservando seus direitos.
 
Como foi trabalhar com JR Tostoi na produção de “Sempre É Hoje” e como foi o processo de mixagem feito por João Milliet?
Carlos Stein  – O Tostoi teve uma identificação imediata conosco. Ele tem uma visão de música muito legal que nos desafiou em vários momentos na gravação. Tem também uma energia muito boa e sabe manter um clima criativo no estúdio. O João Milliet fez uma mix perfeita de nosso disco. Ele nos enviava as músicas para avaliarmos e simplesmente não havia nada a acrescentar ou mudar. Estava tudo no lugar certo.
 
Como funciona o processo de composição do Nenhum de Nós?
Carlos Stein  – O Thedy tem seu jeito de compor, assim como o Veco, o João e eu. Acho que isso responde por que o som do Nenhum é tão variado. Eu gosto de partir da letra e ir pescando melodias através da história que ela conta. Tento fazer com que a letra soe convincente, que faça sentido através da melodia.

Serviço:
Quando: dias 3, 4, 5 e 6 de setembro de 2015
Onde: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°, Centro Histórico – Porto Alegre – RS)
Horário do show: 21h (3 e 4/12), 20h (5/12) e 18h (6/12)

Quanto:
Plateia: R$ 80 (R$ 90 no dia 5)
Cadeiras Extras: R$ 80 (R$ 90 no dia 5)
Camarote Central: R$ 60 (R$ 70 no dia 5)
Camarote Lateral: R$ 50 (R$ 60 no dia 5)
Galerias: R$ 30 (R$ 40 no dia 5)

Ingressos: Bilheterias Theatro São Pedro e Compre Ingresso: www.compreingresso.com.br
Contato: Fones: (51) 3227.5100 / 3227.5300

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