Nookie

Em algum de dia abril de 1994 um cara colocou uma arma na boca. Atirou e terminou com a maior banda do mundo. Ele, Kurt Cobain, ela, Nirvana. O dia entrou para a história. Uma das razões é que o disparo provou que tudo aquilo que ele escrevia era verdade. As coisas eram sinceras. Realmente, o mundo incomodava Kurt . A dor e a sinceridade existiam mesmo. Bom, anos 90 chegando ao fim, Santa Maria, Rio Grande do Sul, América do Sul. Piás criavam uma banda. Cansaram de só ouvir. Queriam fazer também, tocar, cantar. Os meninos eram Henrique, Douglas e Mini. O nome Versus – aqui uma explicação rápida: agora Nookie. Por quê? Porque já existia uma Versus. E estava formada a Nookie. E aqui começam algumas verdades: 1ª) são do interior, onde o concreto se mistura com o esterco. A vida se mistura entre o cinza e o verde. A maneira de viver e ver o mundo são diferentes. As coisas são mais puras e transparentes. Ou seja, a sinceridade está presente, em todo momento. 2ª) são três. Um power-trio. Guitarra, baixo, bateria. Simples, reto, rasteiro e forte. O palco é menor, as atenções são divididas em apenas três elementos. Aliás, não suba ao palco em power-trio se você não sabe tocar! É fiasco. Mas a Nookie sobe, com propriedade. 3ª) a música dos anos 90. O distanciamento da década ainda não existe. Mas algumas características persistem. São elas: Nirvana, Pearl Jam, Silverchair, Bush, Stone Temple Pilots, Limp Bizkit, Korn, entre outras. Acima de tudo isso, cabe uma equação simples: somos o que comemos, e o que escutamos. 4ª) a sinceridade. Henrique, Douglas e Mini fazem música para eles. A canção é um meio de expressar a dor, o amor, a angústia, a alegria, o medo e a vida real. Os três não estão mentindo. Os três são esse disco, e isso, hoje em dia, é uma exceção, infelizmente. Por isso, viva a Nookie e a verdade. Elas duas são bem-vindas. Observação importante: a grata surpresa de Fredi Endres, guitarrista da Comunidade Nin-Jitsu, na produção do álbum.

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