Novo disco de Fughetti Luz está pronto!

Fughetti Luz / Divulgação

“Tempo Feiticeiro”, novo álbum de Fughetti Luz, está pronto e muito próximo de chegar às mãos de quem o adquiriu através de financiamento coletivo. Marcelo Truda é o grande mentor deste novo disco, que já participou dos outros álbuns de Fughetti e assumiu a produção do novo. O álbum tem 15 faixas, em sua maioria canções inéditas e algumas regravações de grandes sucessos da carreira do artista, como Nosso Lado Animal, Campo Minado e Xeque-Mate.

A lista de músicos que participaram das gravações do CD é mais poderosa do que se pode imaginar. Nada menos que Luiz Carlini, Edinho Espíndola, Ronaldo Pereira, Luciano Leães, Gabriel Guedes, Mimi Lessa, Duda Calvin, Marcos Lessa, Duca Leindecker, Zé Natálio, Bebeto Mohr, Mateus Mapa, Márcio Petracco, Shanti Luz, Joris Kleverlaan, Bibiana Luz Kleverlaan, Gilmar Freitas, Alex Rossi, Preto Pavanelli, Egisto Dal Santo, Marcelo Guimarães o próprio Marcelo Truda e, é claro, Fughetti Luz.

Sobre Fughetti Luz

O último hippie vivo da história, a figura mais mítica e influente do Rock‘n’Roll no Rio Grande do Sul, Fughetti Luz, virou lenda aos seus vinte e poucos anos, quando sua banda Liverpool adotou o nome de Bixo da Seda em meados dos anos 70.

O Liverpool foi um fenômeno do final dos anos 60 e início dos 70. A banda tocava sucessos do rock em inglês inicialmente, porém o que Fughetti queria mesmo era cantar em português, então começou a fazer versões em seu idioma de origem para hits de Simon & Garfunkel, Rolling Stones entre outros, além de composições próprias. No final dos anos 60 foram contratados pela TV Globo como banda de apoio no programa Som Livre Exportação, depois de vencer o Festival Internacional da Canção (FIC) no Rio de Janeiro. Logo mais gravaram a trilha sonora para o filme Marcelo Zona Sul, e em 1969 lançaram seu primeiro e único álbum, Por Favor Sucesso com composições de Carlinhos Hartlieb, Hermes Aquino e Laís Marques.

Depois de retornar ao Rio Grande do Sul, no início dos anos 70 o Liverpool foi extinto e o restante da banda fundou o Bixo da Seda. Em um curto espaço de tempo, o grupo conquistou grande espaço na capital gaúcha, realizando shows com grande frequência nos locais mais visados de Porto Alegre, especialmente no bairro Bom Fim. O Bixo misturou rock pesado e progressivo com sotaque gaúcho, dando início em um novo ciclo na carreira de Fuga, que foi o grande frontman da banda. O Bixo da Seda tinha uma proposta muito particular, lançando novas vertentes do rock brasileiro, sem compromisso nenhum com as tendências, e se consagrou em meio a elogios da crítica com seu primeiro e único álbum, homônimo, lançado em 1976. A banda chegou a se apresentar em grandes festivais de música pelo Brasil, em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraná, etc, além de grandes teatros e até mesmo em estádios de futebol. No final dos anos 70 a banda se separou e Fughetti retornou a Porto Alegre. Após o término, o grupo ainda se reuniu algumas vezes para alguns shows como o Festival Morrostock em Sapiranga – RS no ano de 2011, porém sem a presença de Fuga que já se encontrava incapacitado de realizar shows devido a paralisia infantil, que contraiu aos 3 anos de idade.

Porém o entusiasta do Rock’n’Roll e incansável Fughetti não parou por aí. Por volta de 1980 em Porto Alegre continuou compondo como nunca, inclusive chegou a montar bandas para compartilhar suas composições como a Guerrilheiro Anti-Nuclear e Bandaliera, onde estava Duca Leindecker e Marcinho Ramos, e assim vieram grandes sucessos como Campo Minado e Nosso Lado Animal. Fughetti lançou dois discos em carreira solo. O primeiro álbum, homônimo, lançado em 1998 e o segundo, intitulado Xeque-Mate, de 2002. Subiu ao palco pela última vez em 2004 com a banda Tutti-Frutti.

Fughetti vive em Tapes desde 2000, quando foi morar definitivamente com sua esposa Zefa, que infelizmente faleceu em 2012. Com sua única filha, Shanti, e sua neta, Bibiana, morando na Holanda, Fughetti hoje vive em Tapes com seu dog Basset Hound, o Zappa (nome dado em homenagem a um dos seus artistas favoritos, Frank Zappa), e sua “cuidadora”, a Úrsula, que já está na família há muitos anos. Mesmo assim Fuga é insaciável, não deixa de escrever nunca, e guarda seus rascunhos e manuscritos dentro de uma biografia de Keith Richards, inclusive muitas destas canções que estão no novo disco, O Tempo Feiticeiro.

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