O Dia que a Legião Urbana andou por aqui

1990, se não me engano, show no Gigantinho aqui em Porto Alegre, puxa vida, faz tanto tempo né? Muitos na fila estavam para ver a grande banda, a big band, a bola da vez, fila grande mesmo, Renato Russo era o cara da galera, muita gente pra ver a big band, a banda do cara , Naquela época o Renato Russo já tinha assumido que era gay? se não me engano foi no final dos anos oitenta que ele assumiu, fila grande mesmo, pra ver a big band, o cara , e muitas pessoas que viam na Legião e no Renato, um contestador, muita gente na fila pra contestar, e o que que eu tinha a ver com isso? porque eu tava naquela fila?

Eu era um apaixonado por Cascavellets, Replicantes, Ramones, beatles e tudo que tinha a palavra Punk Rock envolvido, não tinha internet, a Bizz ( a revista) era uma bosta ( nunca saía matérias das andas legais que a garotada queria) as rádios não tocavam o som que a gente escutava( parece com os dias de hoje?) e o jornal não falava de rock, o que eu tava fazendo naquela fila?

Eu fui pra ver o cara e a banda que um dia se chamou aborto elétrico, que tocava Que País é Esse que tocava Geração Coca-Cola que tocava Conexão Amazônica Soldados Tempo Perdido entre tantas outras que faziam parte do set list da Legião Urbana, eu fui conferir o que aquela banda, que talvez tenha feito um dos melhores Punk Rocks no Brasil, fazia ao vivo, que lição eu tomei naquela noite.

Os caras alternarm momentos de força, com momentos extremamente pop, mas até nos momentos pop, eles tinham a tal atitude que toda banda EMO hoje em dia busca, procura fervorosamente ou tenta comprar ( mas não consegue!) a Legião Urbana transbordava aquilo aos borbotões, a golfadas nos nossos ouvidos, a química funcionava, um guitarrista Mauricinho, um baterista cool, e um vocalista maluco ( ah curtia quando tinha o Renato Rocha no Baixo, o negão era o mais punk deles, de longe!) não sei quanto tempo durou o show, faz muito tempo, mas lembro que quando saí do gigantinho alguma coisa tinha mudado, alguma percepção diferente, aprendí que vale a pena dar uma chance a um som, a uma banda que vc nunca ouviu, vc pode ser surpreendido como eu fui naquela noite no gigantinho.

E a fila pra sair? caramba! fila imensa, fila grande mesmo, muitos pra ver o cara, a big band, a bola da vez do rock nacional, a banda contestadora, e um garoto de Charqueadas que aprendeu que vc pode ser Punk Rock até numa balada, numa música lenta, cheia de poesia, e fúria.

Foi Um bom show hein?!

Abração pra todos, obrigado aos mails que me escreveram falando das crônicas roquísticas aqui do site. Respondo os mails na próxima coluna.

Feitoooooooooooooo!

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