Os Oitavos lançam novo single masterizado no Abbey Road

“Bom Dia, Fracassado” é um single lado B, pois foi composto e gravado durante a produção de “Armas de Distração em Massa”, o primeiro CD da banda. Mas como o disco é calcado no indie rock britânico, a música, que é uma homenagem ao norte-americano Johnny Cash, ficou deslocada do conceito do álbum. E agora surge como um single lado B porque não é pop, não tem estrofe e refrão, não foi escrita para os distraídos, mas sim para ouvintes atentos, que trilham seus caminhos procurando por algo mais.

“Bom Dia, Fracassado” não é óbvia e, portanto, deve ser apreciada com calma, como um bom vinho. Está mais para a reflexão ou perturbação, e não para consolo instantâneo, em tempos industriais onde a arte perdeu sua aura, tornando-se produto para consumo, como diria Benjamim Franklin. Para que seja desfrutada e não consumida é que a música será disponibilizada para download gratuito no site www.osoitavos.com.

A música foi masterizada no lendário estúdio londrino Abbey Road com a intenção de atingir uma sonoridade mais vintage, que remetesse a atmosfera de Johnny Cash.

A peça gráfica foi produzida por Taisa Echer e a ilustração da xícara por Felipe Martini. A imagem foi concebida em tons frios, com pouca cor, em sintonia com o que versa a música, transmitindo melancolia, desconforto, abandono, medo e indignação.

Letra:
Os Oitavos acreditam que música não é só melodia, nem só poesia, mas a soma das duas, e por isso não desperdiçam linhas. “Bom Dia, Fracassado” foi baseada em estudos sobre a crise da alma masculina, como os do autor John Eldredge.
O coração do homem é indomado e não se sente vivo dentro de um escritório. Ele precisa de um lugar onde nada é pré-fabricado, modulado, dietético, hermético, franqueado, on-line, ou que vá no microondas. Onde não há prazos de entrega, telefones celulares ou reuniões de grupos. Há perguntas fundamentais que simplesmente não podem ser respondidas na mesa da cozinha. Quem sou eu? Do que sou feito? Tenho o que é necessário? Qual é o meu lugar na história? É o medo que mantém o homem em casa, onde as coisas estão arrumadas, organizadas e sob o seu controle. Mas as respostas para essas perguntas não serão encontradas na televisão ou na geladeira. O mundo dos negócios, onde a maioria dos homens vive e morre, exige que um homem seja eficiente e pontual. Políticas e procedimentos são criados para equipar o homem com um arado e fazê-lo produzir. Entretanto a alma se recusa a ser utilizada desse modo; ela não sabe nada sobre a agenda diária, prazos de entrega e demonstrativo de lucros e perdas. A alma anseia por paixão, por liberdade, por vida.

A música é uma homenagem a Johnny Cash, que compartilha com a visão d’Os Oitavos, como em “Hurt”, onde canta: “I hurt my self today, to see if I still feel…”

Participações especiais:
Violão: Ray-Z (produtor musical de Cartolas, Vera Loca, Nenhum de Nós, Acústicos e Valvulados, Bidê ou Balde, entre outros)
Baixo Fretless: Gustavo Viegas (Passagem, All Jazzeira, entre outros)
Harmônica: Ricardo Biga (Pacific 22)
Hammond: Gustavo Pezzi (Blues De Bolso)

Ficha técnica:
Gravação: Estúdio SOMA (Porto Alegre) e Estúdio Noise Áudio Design (Caxias do Sul)
Produção e mixagem: Ricardo Dini
Masterização: Abbey Road (Londres)
Arte gráfica: Taísa Echer
Ilustração da xícara: Felipe Martini

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