Para Fresno, rock no Brasil precisa ser mais roqueiro

São dez anos de carreira, cinco álbuns, um contrato com uma grande gravadora e a tutela do grande hitmaker do pop/rock brasileiro, Rick Bonadio.

A Fresno hoje não é mais a mesma lá do começo. E num cenário dominado pelas bandas coloridas, o grupo destoa de seus contemporâneos do pop/rock no visual, no discurso e nas ambições.

Não se engane – a Fresno quer ser pop, mas faz questão de sonhar mais alto. Como se tocar nas rádios fosse apenas o começo, o grupo, que lança agora seu quinto álbum, Revanche, quer deixar no passado o rótulo (justo ou não) de emo dor-de-cotovelo para perseguir um objetivo grandioso: batalhar por uma retomada da cena roqueira.

Sim, retomada. Essa geração está ouvindo muito pouco rock, e o rock que está aí talvez devesse ser mais roqueiro, mais pesado. É importante que as pessoas tenham modelos de roqueiros, que sejam capazes de sustentar o rock quando ele está em crise. O rock voltou para o ostracismo e as grandes atrações são os sertanejos universitários, argumentou o vocalista Lucas Silveira em entrevista ao Virgula Música.

Os estilos musicais, segundo a banda, se juntaram em uma mesma cena. O mesmo cara que curte a musica da Fresno ouve em seguida o novo single da dupla Victor & Léo e acha tudo a mesma coisa. Essa mudança da postura do rock, que se retraiu para voltar a um som mais de raiz até é importante e é legal que todo mundo ouça um pouco de tudo, mas está tudo misturado. Você ouve um tiquinho de cada coisa e conhece tudo de forma superficial, afirmaram Lucas e Tavares.

E o que a Fresno fez para resgatar esse rock perdido e não cair nessa superficialidade? Não temos mais 14 anos, eu tenho 28, estou cheio de cabelos brancos. A linguagem é outra, as preocupações são outras. Se antes as composições eram sobre a mina que não correspondia, hoje são sobre falsos amigos, falsas mulheres, explica Tavares.

Revanche foi produzido pelo midas Rick Bonadio, responsável pela banda desde o lançamento de Redenção, de 2009. Foi quando a Fresno deixou a vida de banda independente para ingressar em uma grande gravadora. O som mudou, o visual mudou e o discurso se transformou. Das primeiras melodias dor de corno aos riffs pesados de Revanche – esse é o rumo que a Fresno quer tomar.

Confira a entrevista completa clicando no link relacionado abaixo.

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