Pitty retorna à Porto Alegre no dia 21 de maio para apresentar o álbum Setevidas

Quase cinco anos depois de lançar “Chiaroscuro”, Pitty voltou a excursionar pelo Brasil em 2014, com o elogiadíssimo “SETEVIDAS”. E se o show realizado por aqui no ano passado teve os seus ingressos esgotados em tempo recorde, com quase um mês de antecedência, a cantora mais arretada do rock nacional marcou uma nova data para saciar o apetite dos seus fãs gaúchos, já nesse primeiro semestre de 2015. No dia 21 de maio, ela vai subir mais uma vez ao palco do Opinião, para mostrar as faixas do seu mais recente trabalho, a energia de sempre e todos os velhos hits, como “Me Adora”, “Fracasso”, “Na Sua Estante” e “Equalize”. A apresentação tem tudo para ser sold out de novo!

PITTY

São cinco anos desde que foi lançado “Chiaroscuro” (2009), o álbum de estúdio anterior de Pitty, e, com ele, o hit “Me Adora”, que conquistou todo o país ao apresentar uma faceta inédita da cantora, compositora e multi-instrumentista. Desde então, Pitty compôs com o guitarrista Martin Mendonça o duo Agridoce, que aprofundou a exploração de novos caminhos musicais, dessa vez pelo folk psicodélico, e ambos passaram por todo o Brasil com a turnê do elogiado álbum. De lá pra cá, o que mais aconteceu? A resposta vem direta logo após o término da primeira audição de seu novo álbum, “SETEVIDAS”: tudo o que acontece entre um trabalho e outro e que atende pelo nome de vida.

Não foram exatamente sete vidas, como sugere a faixa-título do álbum, afinal, como canta Pitty, “ainda me restam três vidas pra gastar”. Mas o suficiente para que compusesse um álbum permeado por temas que relatam a sobrevivência que nunca capitula ao meramente existir: por vezes resiliente, mas sempre observadora e contestadora. Logo na abertura, o rock direto “Pouco” escancara a insatisfação crônica inerente a todo ser humano: “Não espere que eu me contente com pouco, é pouco, tão pouco”.

Nas duas faixas seguintes, Pitty questiona o materialismo como forma de satisfação, seja através das vicissitudes do nosso comportamento (“Deixa Ela Entrar”) ou até mesmo do orgasmo como forma de libertação (Pequena Morte, do eufemismo francês que designa essa ação, La Petite Mort). Esse mesmo tema central retorna mais tarde no álbum no duo “Boca Aberta”, com sua crítica ao consumismo desenfreado, e “A Massa”. O lado A do vinil fecha com a bela “Lado de Lá”, que inclui um impressionante flerte com a psicodelia ao compartilhar a dor da despedida daqueles que se vão muito cedo.

Gravado ao vivo, com todos os instrumentos tocados simultaneamente, no Estúdio Madeira (São Paulo), “SETEVIDAS”, o álbum, foi produzido por Rafael Ramos e mixado pelo inglês Tim Palmer (’62 Studios, Texas), que já trabalhou com U2, mixou o clássico “Tem”, do Pearl Jam, além de David Bowie, Robert Plant, Ozzy Osbourne e outros. Nesse processo, Palmer foi praticamente um quinto membro da banda ao revelar em preciosos detalhes todo o som tirado em estúdio pelo grupo, formado além de Pitty por Martin, Duda e Guilherme.

Pitty é compositora de todas as faixas do álbum, contando com a parceria de Martin em algumas (“Boca Aberta”, “Deixa Ela Entrar” e “Pequena Morte”) e de toda a banda em “Olho Calmo”. O grande Carlos Malta faz uma participação especial tocando sopros na faixa-título “SETEVIDAS”. A masterização de Ted Jensen (Sterling Sound, Nova York), que já finalizou para Arcade Fire, Norah Jones, Muse, Paul McCartney e Florence and the Machine, é o toque final. O resultado é um som “grande, mas garageiro”.  “Era a linguagem que queríamos” – explica Pitty.

Se a linguagem é rock, como não seria diferente, há sem dúvida espaço para novidades no som. Ampliando as experimentações, Pitty e banda incorporaram sutilmente ritmos africanos, especialmente uma herança rítmica do candomblé, que foi trabalhada com a preocupação de não soar caricata, mas orgânica, utilizando elementos típicos desse universo (instrumentos como agogô e caxixi) de uma forma diferente, que complementasse o som da banda. O trabalho de voz, assim como coros e aberturas vocais, impressiona e vai além do que foi apresentado em “Chiaroscuro”, mesmo quando o som está ainda mais pesado. Pitty consolida e amadurece ainda mais em SETEVIDAS um estilo único e marcante de interpretar canções.

É em Serpente, a faixa que encerra o álbum, que todas essa experimentação, inclusive rítmica, ganha destaque e força. Música única na discografia de Pitty, ela sucede a dor reflexiva da faixa-título com um mantra que clama pela renovação e o recomeço: “Chega dessa pele, é hora de trocar, por baixo ainda é serpente, e devora a cauda pra recomeçar”. A evocação da figura mítica do Ouroboros reforça a catarse do processo de transformação de uma artista que nunca se recusa a sentir em público e apenas reforça o movimento cíclico da vida. Mesmo que o recomeço venha do admitir que é pouco, tão pouco.  

PITTY
Onde: Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)
Quando: 21 de maio, quinta-feira, a partir das 23h
Abertura da casa: 21h30
Classificação: 16 anos

Ingressos:
Pista – LOTE PROMOCIONAL: R$ 50
Pista – 1º lote: R$ 60
Pista – 2º lote: R$ 70
Pista – 3º lote: R$ 80

Pontos de venda:

Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência): Youcom Bourbon Wallig

Demais pontos de venda (sujeito à cobrança de R$ 3 de taxa de conveniência):
– Youcom Shopping Praia de Belas, Bourbon Ipiranga e Barra Shopping Sul
– Multisom Andradas 1001, Canoas Shopping, Bourbon Novo Hamburgo e Bourbon São Leopoldo
– Online: www.minhaentrada.com.br/opiniao

Informações:
www.opiniao.com.br
www.twitter.com/opiniao
(51) 3211-2838

Sobre Rock Gaúcho 13775 Artigos
O portal Rock Gaúcho está há 15 anos levando o que há de melhor do rock feito no sul do Brasil para todo o mundo através da Web! Siga-nos em nossas redes sociais e fique por dentro de tudo que acontece por aqui!