“Power Folklore” revela o som visceral do YANGOS

Yangos / Natália Biazus

Power Folklore é o sexto disco do quarteto de música instrumental YANGOS, mas pode ser considerado seu cartão de visitas. Gravado de forma “ao vivo e plugado”, o trabalho resume fielmente a energia e o profissionalismo que tornaram o grupo caxiense uma referência na música latina instrumental no sul do Brasil. O álbum foi lançado oficialmente nas plataformas digitais (Spotify e Youtube) no dia 17 de maio.

Power Folklore é uma compilação de músicas que o YANGOS interpreta em shows mundo afora, seja em grandes festivais ou em espaços dedicados à música instrumental de qualidade. Esse termo conceitual foi criado exclusivamente ao grupo pelo jornalista Claudio Kleiman, da Rolling Stone Argentina, que batizou assim seu estilo em uma resenha após assistir a uma performance ao vivo no 7º Festival El Mapa de Todos, há um ano. De fato, a mistura de ritmos como milongas, chamamés e chacareras com pitadas jazzísticas ganha seu auge em Power Folklore, gravado de forma independente sob encomenda da agência holandesa Dok Agentschap, responsável pela divulgação do grupo na Europa.

O disco abre com El Condor Pasa (Daniel Robles), clássico da música latina já versada por dezenas de artistas desde o século passado. “Não é um clássico, é um hino”, corrige Cesar Casara, pianista e um dos compositores do YANGOS, integrado ainda por Cristiano Klein (cajón e bombo leguero), Rafael Scopel (acordeon) e Tomás Savaris (violão), todos também compositores. “El Condor Pasa é o hino da integração sul-americana e tem tudo a ver conosco. É uma música que nos foi passada pelo nosso tutor, Don Lucio Yanel, esteve presente no nosso álbum Pampa Pátria de Todos na voz do Dante Ramon Ledesma, e sempre arranca muito aplauso em todos os shows. Se a gente tivesse que escolher uma música para resumir tudo o que aprendeu para chegar até o Power Folklore, certamente seria com El Condor! Ela é power folklore mesmo!”, destaca Casara.

Maratona de gravações

El Condor Pasa precede outras 10 canções do YANGOS, todas com arranjos novos e inéditos para esse projeto, entre elas Peleia, Chamamé Serrano, Chamigo e Às Pampas. As faixas foram gravadas sem canais adicionais, sem “dobras” e com a mesma intensidade dos shows do YANGOS durante dois dias, no Pavilhão 3 do Parque da Festa da Uva. “A gente passou um final de semana inteiro gravando, gravando e gravando. Fizemos o show todo umas seis vezes… O Rafa quase não caminhava de tanto que doíam as costas no final da gravação”, brinca Casara, ressaltando que o resultado superou muito a expectativa do quarteto. Os registros em imagem foram feitos pelo premiado cineasta e diretor chileno Cristian Beltrán, que vem trabalhando com o grupo há cerca de um ano.

Se o termo Power Folklore define o álbum, como o grupo define o termo? “Uma simbiose de energia, técnica e performance poucas vezes ouvida em um álbum visceral, de raízes”, resume Casara. É ouvir pra ver!

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