Prestes a lançar álbum de estreia, Rod Krieger divulga o clipe de Cores Flamejantes

Rod Krieger / Divulgação

Cores Flamejantes é a canção escolhida para ser o single do álbum ‘A Elasticidade Tempo” e Rod Krieger lança videoclipe dirigido por Rayman Virmond e Ana Clara Piet, amigos brasileiros do músico, que estudam Cinema em Lisboa. As referências da canção, o artista buscou em bandas psicodélicas dos anos sessenta. “Cores Flamejantes foi feita em um dia em que tive uma nova percepção da realidade e marca muito a época que eu quis trocar o meu estilo de vida, buscar me conhecer melhor, voltar para a minha essência. O nome da música veio das cores dos chakras e de uma forma diferente de ver o mundo”, conta.

O vídeo, gravado no estúdio HAUS, em Lisboa, foi feito em uma única diária e basicamente é um jogo de luz natural enquanto os músicos tocam a faixa. “Com uma fotografia bem marcada e desenhada, eu e Ana optamos usar muitas sombras, espaços vazios no quadro, e somente luz natural. Definimos algumas cores que apareceriam de forma sutil nos planos, e de uma forma quase mágica, fizemos um teste no estúdio Haus na hora certa, estava uma luz natural com uma incidência perfeita dentro da sala. O espaço oferecia tudo que nós precisávamos e queríamos para o clipe”, comenta Rayman. Sobre as referências, ele diz: “Usamos como referência principal as fotos que a fotógrafa alemã Astrid Kirchherr tirou dos Beatles no começo dos anos 60, e que definiam muito bem a estética da banda naquela época. O alinhamento da direção de arte veio de forma muito natural, com o Rodolfo participando ativamente do processo. A ideia principal estava definida e alinhada às expectativas dos envolvidos!”

Sobre A Elasticidade do Tempo

“O tempo é elástico”, disse Lucinha, companheira de Arnaldo Baptista, a Rod Krieger. Neste momento foi como se uma nova percepção de mundo se abrisse, e assim surgiu o nome do álbum, A Elasticidade do Tempo, que, a partir desta sexta-feira (20 de Março), está em todas as plataformas streaming. O título do primeiro disco solo do ex-baixista da Cachorro Grande se remete ao poder que temos de esticar o tempo. E como isso nos leva a pensar que tudo é relativo dentro da expectativa que se cria. Uma forma de segurar a ansiedade, talvez. Enraizar, estar presente.

Desde um encontro com o sitarista Fábio Kidesh, que foi professor de Krieger e gravou o sitar no álbum, até a temporada no estúdio O Canto da Coruja e o lançamento, o artista passou por muitas mudanças. Natural de Porto Alegre, no sul do Brasil, depois de 13 anos vivendo em São Paulo, foi morar no litoral paulista. Após dois anos, chegou em Portugal para lançar seu primeiro álbum solo. Além disso, ele está preparando um novo estúdio em Lisboa, que estava com inauguração prevista para Abril, no entanto, a recomendação é esperar o surto do Covid-19. Com o nome de Magic Beans, será um espaço para ensaios de bandas, aulas de música, pré-produção e projetos de curadoria, localizado em Beato.

No disco, as influências vão de David Bowie, George Harrison a Syd Barrett. Além de Beatles, Os Mutantes e The Who, bandas que resgatam o mood sixties/psicodélico que Krieger sempre teve, desde Os Efervescentes, sua primeira banda, na qual ele era o principal compositor. A produção musical é assinada por Rod Krieger e Ricardo Prado, do estúdio Canto da Coruja, que fica em Piracaia, interior de São Paulo, onde o álbum foi gravado e mixado. Já a masterização é assinada pelo australiano Rob Grant, que já trabalhou com Tame Impala e Lenny Kravitz.

SOBRE ROD KRIEGER

Radicado em Lisboa desde o início de 2019, no Brasil, Rod Krieger foi baixista durante 15 anos na banda Cachorro Grande, com a qual gravou cinco discos de estúdio e um DVD ao vivo, além de ter percorrido as principais cidades do país com uma intensa agenda de shows.

Além disso, devido a uma performance explosiva nos palcos, a Cachorro Grande conquistou o prêmio de melhor show na extinta premiação Video Music Brasil, da MTV, e ao longo dos anos, dividiu o palco com bandas como Oasis, Supergrass, Primal Scream, Iggy Pop, Aerosmith e abriu o show dos Rolling Stones em Porto Alegre durante a turnê Olé, em 2016. Em 2018, a banda lançou um disco ao vivo com a participação de Samuel Rosa (Skank) e no final daquele ano, foi anunciado o fim do grupo.

Neste período, Rod trocou cartas com seu grande ídolo, Arnaldo Baptista, com quem nutriu uma verdadeira amizade. Foi aí que o músico criou um projeto de homenagem a Arnaldo, que contou com o próprio na primeira fila na estreia que aconteceu no Teatro da CAIXA Cultural, em São Paulo, em 2018. O projeto já reuniu nomes como Karina Buhr, Thunderbird, Tatá Aeroplano, Hélio Flanders, Charly Coombes (ex-Supergrass que mora no Brasil), entre outros.

Atualmente, ele se prepara para editar seu primeiro álbum solo, A Elasticidade do Tempo, em Março de 2020, e depois, sair em turnê.

Rod Krieger - Cores Flamejantes

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