Reação em Cadeia

A língua portuguesa define muito bem a denominação Reação em Cadeia: ação que se dá em série ou seqüência. Porém, quando a banda Reação em Cadeia surgiu, em 2000, não imaginara que em tão pouco tempo os resultados obtidos fossem a mais perfeita tradução do seu nome. Literalmente, uma reação em cadeia, de sentimento, amor, interpretação e música. Em dois discos lançados entre 2002 e 2004, a banda já contabiliza mais de 100 mil cópias vendidas e shows sempre lotados. O disco de estréia, Neural, de 2002, prima pelo cuidado e pela excelente qualidade técnica da sua gravação. Timbres escolhidos a dedo, afinações poucos convencionais e a pegada rascante do guitarrista Daniel Jeffman traduzem o clima do álbum: um festival de guitarras e sobreposições de riffs criativos. Outro aspecto merecedor de atenção no CD são as composições. Todas saídas do universo de vivências pessoais do vocalista Jonathan Corrêa, as canções favorecem suas interpretações repletas de sentimentos, que não encontram limites em função do seu poder de voz. Neural desponta no mercado tendo como carro chefe o hit Me odeie, cujo tema é bem definido pela dualidade amor-ódio. Porém, a peculiaridade dos arranjos e, sobretudo das letras, fez com que este primeiro álbum não ficasse restrito apenas a um único sucesso. É o caso de Eu não pertenço a você, que destaca-se entre as mais solicitadas nas emissoras de rádio, e baladas absolutamente roqueiras e apaixonadas, como a melancólica Espero e a reflexiva Neurose. O rock de peso, porém, sempre reaparece no disco. É o caso de Até Parar de Bater e Letargia, ambas pontuadas por guitarras beirando ao heavy e ao hard. No final, uma faixa oculta, que leva o nome do CD, junta os doze temas de Neural. Resultado: cerca de 70 mil discos vendidos. O ano de 2003 encerrava com o rock gaúcho diante do maior fenômeno de vendagens de discos e de público em shows dos últimos tempos. Ao mesmo tempo, tanto o mercado fonográfico quanto o público aguardavam ansiosos por um novo trabalho do Reação em Cadeia o qual reafirmasse que o talento dos quatro jovens de Novo Hamburgo não se resumisse a um único disco. As críticas positivas com relação ao trabalho da banda repercutiram em outras regiões do país, e o Reação em Cadeia percebeu que suas canções poderiam ultrapassar as barreiras do sul do Brasil. Turnês foram realizadas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia e Goiás, entre outros estados, com shows lotados e o público cantando as músicas. Meses depois, a Reação em Cadeia lançaria o videoclipe Me Odeie e estaria entre os cinco finalistas do Prêmio Multishow na categoria “Revelação Grupo”. No centro do país, mais especificamente no eixo Rio-São Paulo, a banda começaria a despontar como a mais nova revelação do rock e chamar a atenção da crítica especializada inserida nos grandes meios de comunicação. Abril de 2004. Resto, o segundo álbum da Reação em Cadeia, chega às lojas. São mais de 30 mil discos vendidos em pouco mais de uma semana de lançamento e canções que, mais uma vez, estão no topo nas programações das rádios do sul do país e na boca de jovens e adolescentes. À primeira vista, o nome do novo álbum poderia ser interpretado como uma sobra do disco anterior. Porém, nas guitarras bem mais pesadas e nos arranjos impecáveis estaria a prova de que “Resto” seria, por si só, a mais surpreendente e extasiante obra de rock que os fãs da banda poderiam esperar. As letras melancólicas inspiradas nas experiências emocionais do vocalista Jonathan continuam e, estas sim, podem ser entendidas como uma extensão do primeiro álbum. Aliás, as letras do Reação em Cadeia são fator primordial na construção de uma identidade própria para a banda. “Eu vi meu mundo se acabar / quando você sorriu prá mim / e de repente tudo terminou assim”, diz a letra de Estou Melhor, que abre o álbum. Em pouco tempo, a música se tornou um dos hits mais pedidos nas emissoras de rádio do sul do país, ao lado da balada Quase amor, que já é indispensável no repertório do público, bem como Voltar, Segredo e Tanto Faz. Poucos meses depois de lançado o novo álbum, Nico Ventre (bateria) e Márcio Abreu (baixo) – peças fundamentais na ascensão do Reação em Cadeia – deixam a banda em função de divergências musicais. Em seus lugares assumem o baterista Elias Frenzel e o baixista Mauricio Faria. Espelho de muitos jovens e adolescentes por conseguir expressar através da música as situações e os sentimentos que tomam conta desta fase da vida, o Reação em Cadeia une emoção e revolução ao mesmo tempo. Emoção através de suas letras e revolução através de sua melodia, expressas com evidência em canções como Ao Teu Lado, Sou Eu, Meu Medo e Pare de Mentir Para Mim. Para encerrar o álbum, Nunca Me Deixe Só aparece para homenagear Kurt Cobain, no Nirvana – um ídolo e uma forte influência na carreira de Jonathan Corrêa. Hoje, se alguém duvida do que o Reação em Cadeia é capaz, basta acompanhar a trajetória da banda, saber dos resultados conquistados ou simplesmente ir a um show. Certamente, não há como não fazer parte desta Reação em Cadeia.

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