Replicantes: Saiba tudo o que vai rolar no show de comemoração dos 30 anos

No dia 9 de dezembro, às 21h, o Opinião será cenário de um espetáculo que promete ficar gravado na memória dos fãs do rock brasileiro. Pela primeira vez na sua longa trajetória, Os Replicantes farão um show com a presença dos integrantes de todas as fases da banda, numa celebração de 30 anos de música, atitude e integridade artística. Cláudio Heinz (guitarra), Heron Heinz (baixo), Cleber Andrade (bateria) e Júlia Barth (vocal), a formação atual, recebem no palco Wander Wildner (vocal), Carlos Gerbase (bateria e vocal) e Luciana Tomasi (teclado e vocal).

No repertório, mais de 35 canções, de todas as fases do grupo, numa antologia especialmente preparada para reviver ao vivo os grandes momentos dos andróides que, numa síntese tão inesperada quanto original, misturaram a essência contestatória e energética do punk-rock com doses generosas de bom humor, ficção-científica, irreverência e sotaque porto-alegrense. Antes do show será exibido um trabalho inédito com fotos, vídeos e sons que marcaram a história d’Os Replicantes, para que tanto os fãs atuais, que em sua maioria nem tinham nascido quando a banda começou, quanto os velhos roqueiros dos anos 80, que acompanharam os seus primeiros acordes, possam preparar-se emocionalmente para a festa punk que vai atravessar a noite.    

UM POUCO DE HISTÓRIA

A origem d’Os Replicantes confunde-se com o início da formação musical de seus fundadores. No final de 1983, Carlos Gerbase e os irmãos Cláudio e Heron Heinz decidiram aceitar o conselho das bandas que ouviam sem parar e que haviam mudado a história do rock (Sex Pistols, The Clash e Ramones): “Faça você mesmo!”. Depois de comprar um baixo e uma guitarra da marca Rei, um amplificador Gianini, e conseguir uma bateria Pinguim emprestada, os três amigos começaram a tocar juntos numa garagem da rua Marquês do Pombal. Poucas semanas depois, Wander Wildner, colega de quartel de Gerbase no final dos anos 70, apareceu para completar o quarteto, que fez seu primeiro show em maio de 1984, no bar Ocidente, e logo depois emplacou seu primeiro sucesso nas rádios: “Nicotina”.  

Os primeiros registros em vinil foram a faixa “O princípio do nada”, na coletânea Rock Garagem (1984), e um compacto-duplo (1985), produzido e distribuído pela própria banda, que fez de “Surfista calhorda” um hit instantâneo. Contratados em 1986 pela gravadora RCA, gravaram três LPs  em rápida sequência – “O Futuro é Vortex” (1986), “Histórias de sexo e violência” (1987) e “Papel de mau” (1989) – disco em que Luciana Tomasi, que havia acompanhado toda a trajetória da banda como produtora,  já estava oficialmente incorporada ao grupo como tecladista e backing-vocal.

Neste período inicial, além de shows em todo interior do Rio Grande do Sul e várias turnês ao centro do País, “Os Replicantes” foram fundamentais para a construção coletiva do conceito de “rock gaúcho”, através da integração com muitas outras bandas e a criação da Vortex, um misto de vídeo-bar, selo alternativo para lançamentos de fitas K7, estúdio de ensaios e loja de discos que, apesar de sua curta existência, exatamente um ano, marcou a trajetória de uma geração.

Em 1989, Wander Wildner decide sair da banda e iniciar sua exitosa carreira solo. Cleber Andrade, que já atuava como produtor, assume a bateria, e Gerbase vai para os vocais. Em 1991, gravam o LP  “Andróides sonham com guitarras elétricas”, talvez a sua obra mais experimental, que conta com a importante participação do saxofonista  Ricardo Cordeiro (o “King Jim”), presente na maioria dos shows dali para a frente. Em 1996, é lançado o CD “Ao vivo”, que mistura composições inéditas com os clássicos da banda, e em 2001 sai “A volta dos que não foram”, último trabalho de Gerbase com Os Replicantes.

Wander volta para os vocais no período de 2003 a 2006, em que o grupo, novamente um quarteto com sonoridade punk, faz duas tours à Europa, lança os CDs Go ahead, Old School Veterans Braziliasta e Replicantes em teste, além do DVD Go Ahead – A primeira tour na europa a gente nunca esquece.

A entrada de Julia Barth como nova vocalista, em 2006, foi a última grande transformação d’Os Replicantes. Ainda bebê, Julia estava presente no primeiro show da banda, no bar Ocidente, e, adolescente, integrara a banda Os Alcolóides. Convidada para assumir o microfone, Julia aceita o desafio e passa a ser uma espécie de ponte entre duas gerações, atraindo um público jovem que inclui, com certeza, filhos dos primeiros fãs da banda. Em 2010, o grupo lança o CD 2010, o primeiro com Julia no vocal. Em 2013, sai o DVD “3xRock”. Sempre na estrada, os Replicantes já tem programada a próxima tour européia para maio de 2014.

O SHOW

A máquina do tempo vai funcionar várias vezes no palco do Opinião. O público vai voltar para 1984, quando Gerbase estava na bateria, com os irmãos Heinz e Wander Wildner na linha de frente. Quem tem menos de 20 anos nunca viu Os Replicantes ao vivo com essa formação. Também vai voltar para 1989, com Cleber na bateria, Gerbase nos vocais, mais os irmãos Heinz e Luciana Tomasi tocando teclado e dançando. Vai voltar para 2002, com o power-quarteto Cleber-irmãos Heinz-Wander Wildner. E, no presente, com Julia Barth cantando, os espectadores terão mais uma amostra da vitalidade de uma banda que atravessou gerações detonando punk-rock como se o mundo fosse acabar no minuto seguinte.

O repertório vai contemplar músicas de todas as fases, divididas em bloco que serão interpretados pelas diversas formações. Entre as canções confirmadas estão os clássicos Rock star, Nicotina, Surfista calhorda, Astronauta, Boy do subterrâneo, Festa-punk e Sandina, esta uma composição de Jimi Joe. A lua que mata, versão de Killing moon, de Echo and the bunnymen, e Pin-up (Só mais uma chance), da banda Urubu Rei, também estarão no repertório. Da fase atual, serão executadas Maria Lacerda e O inverno está chegando, que recentemente virou clip com imagens das manifestações de junho. A lista é grande: a banda está ensaiando 37 músicas!

Serviço:
O QUE: Segunda Maluca apresenta: Show com  Os Replicantes – 30 anos – Com Julia Barth, Claudio Heinz, Heron Heinz, Cleber Andrade,  Wander Wildner, Carlos Gerbase e Luciana Tomasi
Discotecagem: Claudio Cunha  + DJ Jamaica
QUANDO: segunda-feira, 9 de dezembro de 2013.A partir das 21 horas. Cerveja em dobro até 23 horas.
QUANTO: Antecipados :R$25,00 / Na Hora: R$35,00
PONTOS DE VENDA: Vertigem  Tattoo Shop (Av. Independência, 1093 – fone: 3311-3825) /  Back in Black (Shopping Total- Loja 2119 – fone: 3018-7619)
ONDE: Opinião – Rua José do Patrocínio 834 – Cidade Baixa – Porto Alegre/RS
INFORMAÇÕES:  www.reimagroproducoes.com / www.opiniao.com.br
Classificação: 16 anos

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