Resenha: Algo a Zelar – Arde Rock (2017)

Arde Rock na Metal Etílico / Divulgação

Arde Rock, banda de Santa Maria fundada no ano de 2008, lança seu álbum “Algo a zelar” que possui doze faixas e uma temática mais positiva e motivacional, com letras que pretendem impactar o público com pensamentos de resiliência e coragem.

A banda formada por Killermano, Simone Sattes e Thomás Martins imprime características de alguns gêneros no álbum “Algo a Zelar” como hard rock, pop rock, pop, heavy metal, entre outros. A mistura de influências junto com uma temática presente em todas as composições ajuda a banda a criar uma identidade própria nesse novo trabalho, o que é algo sempre bem vindo no cenário atual. Todas as canções parecem fazer parte de um todo, como se o álbum fosse uma exposição de artes plásticas e as obras que adentram esta exposição estão lá para fazer parte da mensagem a ser transmitida. Entre as melhoras canções estão: “Intuição” “Pareidolia” “Estrada” e “Algo a zelar” essa última que dá nome ao álbum. Outro fator que faz denotar a qualidade da banda e de seu novo trabalho são as vozes de seus vocalistas e o bom uso dos instrumentos musicais, toda essa questão técnica está bem alinhada e favorece muito na construção das composições. A guitarra de fundo está bastante adequada, a alternância entre os dois vocalistas e suas boas vozes também concedem qualidade às canções, mostrando assim todo o potencial da Arde Rock.

Quanto aos problemas do trabalho, há sim alguns a serem destacados. A verdade é que ao tentar sempre impor essa temática de superação e resiliência nas letras das músicas, muitas delas acabam ficando muito parecidas e sem personalidade. Aquela sensação de “ouvi uma música, ouvi todas” se encontra bastante presente na minha percepção de ouvinte. Outro problema recorrente é o tempo de duração de algumas músicas, principalmente a primeira (Intuição) e a última (Algo a zelar) que possuem 6 e 7 minutos de duração respectivamente. O problema não é o tempo em si, mas a repetição de vários trechos, dando a ideia de que a música poderia acabar bem antes do que realmente acaba. Por vários momentos me peguei pensando “a canção poderia acabar neste momento”, o que sempre é um problema.

“Algo a zelar” é um álbum com uma temática interessante, que se mantêm coerente a essa temática e que possui algumas composições fortes. Sua produção e gravação, tem um método de som mais “cru”, mais próximo do “ao vivo”, o que é um risco tomado pela banda e que deixa o som com um ambiente mais próximo do ouvinte. Um álbum de boa qualidade do agora, trio santa-mariense que sempre está com o pé na estrada batalhando na cena gaúcha.

Nota 7/10

Resenha feita por Pedro Henrique Alves, colaborador do programa Metal Etílico.
https://www.facebook.com/metaletilico

por Pedro Henrique Alves

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