Resenha: Rock Revolution II – Dois lados da moeda

Festival Rock Revolution / Divulgação

Tive essa sacada no sábado dia 21/07/18 escrever resenhas com os dois pontos de vistas o de cima do palco e de espectador, imagina se o Keith tivesse tido essa ideia ele poderia ser rico e famoso nos dias de hoje!

Atualmente tenho essa possibilidade atuando como baixista, das bandas Capa Preta Rock e Exclusão social em Caxias do Sul, além de tocar tenho a oportunidade de compartilhar o mesmo palco e evento com outras bandas fenomenais da região assim estando como expectador no outro lado da moeda, fazendo parte do público que prestigia as bandas locais e independentes.

Então vamos lá tudo começa com a mensagem do Gazza (Batera da Capa Preta), nos informando que iria para a Cervantes, casa onde o evento vai rolar , ele nos informou por áudio via Whatsapp que iria participar sorteio da ordem de apresentação das bandas isso por volta das 19h, logo em seguida vem a mensagem informando que fomos sorteados para abrir o evento às 20h.

Chegamos pontualmente, chegamos? e diga-se de passagem esse é uma das características ou um dos ponto fortes da Capa pontualidade, rapidamente afinamos, nossos instrumentos e regulamos o backline da melhor forma possível, para nos ouvirmos e que fosse agradável ao público também.

Abrimos com a Sua Maneira do Capital Inicial e se aprendi algumas coisa nesses anos de eventos e festivais é o seguinte abrir um evento é sempre uma faca de dois gumes, uma baita responsabilidade, sabe por que? Pelo lado positivo você pega todo o público do evento, que foram assistir as bandas co -irmãs, mas também tem a desvantagem do público não estar aquecido e cheio de expectativas então meu amigo, se não fizer um excelente trabalho, se não conseguir oferecer uma experiência ao espectador pode ser ruim para todos.

Agora se conseguir a conectividade acender a fagulha do brilho no olhar ai meu amigo não há nada que não possa ser feito em termos de levantar a galera.

Pra mim foi um dos melhores shows que já fiz, é como se tivesse me preparado a vida inteira pra esse show, pra esse evento.

Tivemos alguns pontos fortes, com o repertório muito eclético e bem diversificado, com músicas desde Menina Veneno (Ritchie), Garçom (Reginaldo Rossi), mas o que deu um UP realmente foram músicas como Que País é este (Legião), Fátima (Aborto elétrico); Borracho y Loco (Vera Loca) e Não Sei (TNT) também animaram os presentes, e o que mais me surpreendeu foi a empolgação da galera com as músicas autorias, tocamos Ana Camburão, Antes de Tudo Acabar, Nada que não Possa Piorar, 3000 Milhas para o Inferno, e a grande surpresa foi a Backing vocal da Galera cantando junto o refrão de Bebum, um tributo e homenagem a extinta banda Bafo de Bira de Farroupilha.

Também tocamos nossos dois novos singles, as próximas músicas de trabalho que não revelaremos o nome agora, mas em breve será revelado ao público em geral e tivemos um belo feedback após a audição em primeiríssima mão daqueles que compareceram a segunda noite do Rock Revolution 2.

O Bar (A casa) Cervantes Brew, pelo menos foi assim que me senti em casa, um dos melhores lugares que Caxias oferece nos dias de hoje um ambiente clean e aconchegante, recepção calorosa, cerveja de qualidade, preços justos e um atendimento impecável.

Fica o Destaque para o telão sob a porta, deixo a dica para nós das bandas solicitarmos, para colocar nossos logotipos, vídeos nossos porque sinceramente eu fiquei dividindo meu foco entre os shows e as performances do Angus Young, pois rolavam alguns shows do AC / DC, no telão simultaneamente com as apresentações das bandas.

Da minha parte a casa é excelente para as bandas, para o público é o mínimo que esperamos é que os gringos se libertem e vão prestigiar porque é sensacional o ambiente!

Luvytter o que dizer não é mesmo, eu tinha visto pela primeira vez a banda no Porão do Kaos no domingo anterior e já tinha gostado, mas nesta noite pode apreciar todo o set list, que trouxe a baixo o local invocando os Deuses do Metal, Sepultura, Sarcófago, Metallica, foi nesse momento que a galera não se conteve levantou as busanfas das cadeiras e fechou o mosh pit que até então parecia improvável de rolar ali, é mas os caras da Luvytter são barra pesada e realizaram o improvável.

O destaque do show dos caras sem dúvida é a música Zombie dos The Cranberries
onde o Lucas Gonçalves vocalista da Banda atinge algo que eu considero um “Gutalirico”, uma mistura de efeito vocal entre o gutural e o lírico ao mesmo tempo. (Acho que acabei de inventar uma palavra).

Enfim voltando ao setlist dos caras é um voltar pra casa, onde me sinto confortável com as seguintes músicas que foram muito bem executadas.
For Whom The Bell Tolls
Born To Be Wild
Breaking The law
Enter Sandman
Zombie
Midnight Queen
Orgasmatron
Tornado Of Souls
Paranoid
Roots Bloody Roots

Além disso os cara ganharam a divulgação de 2 Singles completamente free pela Sub_Discos e por falar nisso:

A Sub_Discos esteve presente com distribuição de CD’s com sua modesta banca, oferecendo seu trabalho porém deve ter dado a louca na galera, (ou em mim) pois foram distribuídos CDs para os presentes de como uma forma de retribuir todo o carinho que recebemos nesta noite gelada, onde o calor humano aquece um pouco mais nossos corações.

Também foram liberados cópias para sorteio entre os presentes que ficaram até o final do show e prestigiaram todas as bandas.

Foi apresentado ao público apenas para apreciação a primeira edição do Sub Zine, que traz a banda geração final como tema principal e vai estar disponível para aquisição em agosto.

Tivemos um Convidado de honra tanto pela Sub_Discos quanto pela Capa Preta que foi o psicólogo e produtor de eventos Fabian Sinner.

Corrente Sanguínea No primeiro acorde, eu acordei e percebi que aquele Power Trio que ali se apresentava não era fraco, que tinha algo, algo que não se explica, que não se entende, só se é capaz de sentir, com raras exceções de pessoas insensíveis mas até mesmo essas seriam incapazes de não se deixar envolver pelo indie rock, da Corrente Sanguínea, é por onde o som percorre, trouxeram o autoral, visceral, verdadeiro, algo único, uma originalidade, um empenho foi lindo de ver e ouvir.

Teve uma música que eu senti uma nuance de mutantes, em outra uma nuance de Led, mas é incontestável que a música dos caras tem um DNA único uma pegada que transcende a lucidez, algo xamânico além da minha compreensão.

Parabéns Galera e desde já nós da Sub_Discos estamos ao dispor de vocês.

E como não agradecer ao cara que vem movimentando a cena rock Caxiense, conseguindo espaços, organizando eventos, Andrigo Costa e a FRAC onde sempre tem espaço democrático, justo e igualitários para todas e qualquer banda da cidade das bandas que começaram seus trabalhos ontem, até as bandas que já estão muito tempo na estrada e com seus trabalhos consolidados.

O que dizer ele foi um excelente anfitrião, além de receber todas as bandas também recebeu todos os convidados, na troca de bandas não deixou a galera cair no ostracismo incansável do começo ao fim do evento não vi ele sentar e descansar, ainda foi pego de surpresa quando pedi que improvisa-se um sorteio de alguns CD’s para a galera que ficou até o fim da festa, e o cara mandou muito bem no improviso e os CDs chegaram na mão dos que estavam lá e mereceu ganhar esse mimo.

A Willie Wonka ou melhor haaaa Willie Wonka!!! Trouxeram Nirvana, Ramones entre convidados ilustres para a festa uma vez, mesclando o melhor de versões clássicas com o som autoral e que agradou a todos, mesmo que talvez estivessem cansados receberam uma rajada de energia e foram tocados pela música e de imediato foram para a frente do palco agitar junto com a banda.

Da uma conferida no Set List que os caras mandaram!
Louie Louie
Paranoia – WW
The man who sold the world
Hound dog
Hit the Road Jack
Dúvidas que matam- WW
I believe in miracles
Here today gone tomorrow
Um dia – WW
Whatsername
Falsa promessa- WW
Breed
Rock’n’roll queen
Blitzkrieg bop

No início da Apresentação o Matheus (Bad Hair) Guita e Vocal da Willie Wonka, como é conhecido preciso de uma palheta, nada demais até aí né? comum este tipo de coisas ocorrer? Claro que sim é normal mas o que vem ao final da história é que é tragicômico, mais divertido que trágico.

Quem emprestou a palheta Dallegrave Guitarrista da Luvytter Solidariedade é tudo no Rock N’ Roll.

O palco era bem simples, mas muito bom uns paletes, mas logo que acabou o show fui trocar uma ideia geral com o Andrigo Costa e tal quando percebemos os caras estavam levantando o palco recolhendo os paletes, e não entendemos muito bem até que alguém nos atualizou e informou que foi perdida, a palheta cedida ao guitarrista da Willie Wonka.

Pensei putz é só uma palheta, ofereci uma das muitas que levo na carteira, por que se não tem grana para levar na carteira pelo menos carrego palhetas.

Mas a minha oferta foi rejeitada e senti que era algo mais que apenas uma palheta tinha um vínculo emocional com o objeto de tocar as cordas!

Sabia que tinha uma boa história ali e fui conversar com os guris, remediar consolar, mas acima de tudo entender!

A perda da palheta, do Dallegrave Guitarrista da Luvytter, ao conversar com os guris descobri que a palheta, era um santo graal, um objeto místico da sorte, a palheta foi usada na audição que o nosso amigo fez, audição para entrar na Luvytter.

Espero que encare como um ritual de passagem de afirmação a perda deste objeto não é um problema e sim uma renovação agora as portas estão abertas, encare como algo positivo, a passagem de afirmação.

Acredite em mim meu amigo você tem talento não precisa de amuletos da sorte!

Pois fiquei sabendo que a músicas autorais estão em pleno desenvolvimento que a máquina criativa está a pleno Vapor. Aguardo ansioso para ver todo potencial criativo exposto ao mundo.

Gostaria de agradecer imensamente a Marlete e ao Ricardo Barp, que documentaram e registram todas as imagens do evento do inicio ao fim, de todos os presentes de todas as bandas de cada momento de cada movimento, Até o fim deste texto as fotos ainda não haviam sido publicadas mas fiquem ligados nas páginas no Facebook:

Capa Preta Rock

Cervantes Brew

Luvytter

Sub_Discos

Corrente Sanguínea

Andrigo Costa e a FRAC

Willie Wonka

por Tchaina por Sub_Discos

Fonte: Sub_Discos

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