Rudson Xaulin Apresenta: Parte 6 – Zerodoze

Zerodoze / Cristiano Carniel

Outro nome que sempre esteve muito ativo no meio da cena do rock n’ roll aqui no sul do Brasil. A ZERODOZE é uma pedrada, isso ninguém dúvida, mas a banda carrega consigo, além do peso no som, o peso de levar nas costas, uma bandeira da cena, que está pulsando cada vez mais vagarosamente. A frente do pelotão, WORTMANN, a quem hoje chamo de amigo. Com uma vasta bagagem pelo mundo e por rodar por aí com outra banda bem conhecida, que ele também fundou, o HANGAR. Banda tão poderosa, que tem no comando das baquetas, um dos melhores bateristas do planeta (AQUILES PRIESTER), reconhecimento vindo por peritos, além de ícones, como IRON MAIDEN, SEPULTURA, WASP e dezenas de grandes medalhões que falam do som da banda por aí. Por isso, não seria difícil conhecer o HANGAR, obviamente, mas um dos embriões dele, deu vida a outro projeto, a ZERODOZE, e cara, que banda bacana. Desde o início do trio, qualidade e peso sempre andaram unidos, e no último disco (TORNADO), ficou evidente que o amadurecimento apareceu, mas o som carregado e direto, está mais vivo do que nunca! Um dos melhores discos da “nova” safra de bandas gaúchas.

Músicas em Destaque:

Tantas, sendo eu ainda um grande admirador do terceiro trabalho (O PESO QUE CORRÓI), indico ESSA MULHER, com videoclipe gravado na abertura do show do SLASH, e eu estava lá. DA ONDE VEIO, com “clipão”, mostrando um poderoso V8 na abertura, imagem em preto e branco, pista de skate e banda crua! Mais direto que isso, meu amigo? Mas estou aí, no aguardo, para ver o meu “6zão” participando de algum trabalho do grupo, “da jeito, Alemão”… Gosto muito ainda de HORAS VAGAS e de BLACK AND GRAY. Das mais antigas, NINGUÉM e eu indico também NOSSA HISTÓRIA. E de coisas novas? ONTEM, com vídeo muito bonito e DOJÃO, obviamente, um já “novo clássico” aqui na playlist.

Curiosidades:

Eu sou muito grato pela amizade que fiz com inúmeros músicos, vocalistas e produtores do cenário do rock n’ roll como um todo. Devo tudo isso, ao alcance que meus livros tiveram, mas fico feliz por dizer que alguns são realmente bons e novos amigos, como o WORTMANN. Fiquei feliz de o ver abrindo SLASH, ZAKK WYLDE, SEBASTIAN BACH e sei o quanto significou abrir OZZY, JUDAS PRIEST e MOTÖRHEAD. E a ZERODOZE ainda foi bem vista por ninguém menos que LEMMY KILMISTER. Fui convidado para inúmeros shows, festa de lançamento de algum novo trabalho, participei de coquetel e vi de perto a correria toda para um show acústico em uma livraria lotada. O que foi demais, ter um escritorzinho como eu lá, admirando o trabalho de um amigo, com música, dentro de uma das maiores livrarias de Porto Alegre. Ganhei a coleção de discos da banda, falta o último, “da jeito, Alemão”, e ainda recebi sempre as camisetas da ZERODOZE e do HANGAR, ambas eram pretas, mas hoje em dia, estão cinzas, a da ZERODOZE tem até dois furos, “da jeito, Alemão”…

Mas o que me deixa mais feliz, é que eu consegui trabalhar com ele, com o HANGAR, num mega show que eles apresentaram em um festival que eu produzi. Bem como estou sempre com a ZERODOZE na mira, para qualquer show que eu pense em produzir, logo menos, isso vai rolar, certamente. Com isso, fortalecemos a amizade, e hoje em dia WORTMANN ainda me ajuda no meu PROJETO JILL, derivado do meu livro (Um Projeto De Cão Chamado Jill), onde eu faço e coloco casinhas de rua, para cães abandonados. Atendemos quatro cidades no sul, já entregamos mais de 250 casinhas por aí e também doamos roupas para famílias necessitadas, bem como alimento para moradores de rua. E desde que eu comecei isso, o vocalista e guitarrista, de uma das melhores bandas gaúchas, bem como guitarrista de uma das maiores e melhores bandas do meu país, sempre me ajudou, e isso não tem preço, até aqui, obrigado por tudo, WORTMANN…

Entrevista com WORTMANN:

RX – O que poderia ser feito, falando em espaço, mídia, shows, para que o rock n’ roll tenha sua relevância de outrora? Ou acha que isso é um problema interno do Brasil e da nossa cultura musical?
Wort: Muita coisa é feita na cena independente e existem excelentes novas bandas de rock. O velho problema é que nós não valorizamos muito o que é feito aqui e preferimos sempre o que vem de fora. Tem muito espaço para tocar, o que falta são as pessoas frequentarem shows de rock autoral. A galera gosta mesmo é de frequentar shows de banda de covers ou bandas que vem de fora

RX – Uma história engraçada com a sua banda, de sufoco, injustiça, algo que aconteceu, mas que não deveria ter acontecido?
Wort: Uma vez nós fomos tocar em Pinhalzinho/SC e na primeira música estourou a corda lá do baixo. Nós sempre levamos instrumentos de reserva, mas dessa vez não tinha e também não tinha corda reserva. O André teve que fazer todo o show sem a corda e foi extremamente complicado. No final rimos muito da situação e aprendemos uma bela lição.

RX – E fale aqui sobre qualquer coisa que ache que está errado, direcionando isso para produtores, casas de shows, mídias, público ou até mesmo outras bandas:
Wort: As pessoas têm que valorizar mais as bandas de rock autoral. Eu conheço muito produtor que dá oportunidade para bandas novas que tem qualidade, mas a grande maioria não. Claro que a banda tem que ser boa e tem que ter um material de qualidade, ser profissional. Tem muita banda ruim que reclama que não tem espaço, mas esquece que primeiro precisa aprender a tocar e compor músicas boas.

Clipe de DA ONDE VEIO

Clipe de BLACK AND GRAY

Clipe de ESSA MULHER

Clipe de NINGUÉM

Clipe de ONTEM

Lyric video de DOJÃO

por Rudson Xaulin

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