Rudson Xaulin Apresenta: Parte 7 – Hipercubo

HIPERCUBO: O nome deles sempre rondou a cena, então, uma hora eu iria ver a banda, e aconteceu quando eles abriram para SEBASTIAN BACH. Foi uma grata surpresa, a banda era coesa em seu “hardão” a base de GUNS N’ ROSES, MOTLEY CRUE e até em cima do que o SKID ROW fez na área, ah e mandavam bem até em covers. Depois desse show, passei a acompanhar o que a banda faz, divulga e lança, e até o momento, coisas de qualidade. O disco deles, chamado TREM DA LOUCURA, merece atenção. Temos coisas legais ali, e a banda faz shows frequentemente, também divulga outras bandas e apoia outros materiais lançados de bandas da região, isso já é de se respeitar, certo?

Músicas em Destaque:
Duas são absolutas, sem dúvida! Deixo aqui de cara MEU AMOR, bem feita, sutil no que quer passar, mas passa exatamente aquilo que queria, ficando sempre em cima de grandes nomes de uma era que não pode ser ignorada. Outra que não pode ficar de fora é DANCE, que tem uma pegada carregada de anos oitenta. Duas faixas ganharam bons videoclipes, e são elas HELENA e também GASOLINA, ambas merecem serem conferidas.

Curiosidades:
Nesse show que eu fui e mencionei mais acima, aconteceu algo chato, que foi eu batendo boca com um “roqueiro true”, que ficou vaiando a banda o tempo todo, e os caras fazendo o trampo deles em cima do palco. Por esse tipo de coisa, que estamos onde estamos. Não gostar é válido, livre, mas desrespeitar ou xingar os caras com palavrões, aí eu acho que não. Mas…

Entrevista com J’KID:
RX – O que poderia ser feito, falando em espaço, mídia, shows, para que o rock n’ roll tenha sua relevância de outrora? Ou acha que isso é um problema interno do Brasil e da nossa cultura musical?
J’KID: Cara, acreditamos que o rock perdeu a popularidade e o poder de mídia devido às mudanças no mercado musical. Onde não temos mais gravadoras investindo pesado no trabalho. Desde gravações até a divulgação. Fica difícil um gênero sofisticado como o rock n’ roll, competir com os populares que não exigem a mesma estrutura. Acredito que a mudança pode vir no gênero se reinventar e também se adaptar ao mercado atual, acredito que essa evolução já está a caminho.

RX – Uma história engraçada com a sua banda, de sufoco, injustiça, algo que aconteceu, mas que não deveria ter acontecido?
J’KID: Ah, nossas histórias engraçadas, talvez seja o dia em que nosso vocalista J’Kid teve sua calça jeans rasgada durante um show, no qual era possível ver sua cueca. Ou talvez o dia em que o guitarrista “Malamanson” foi subir em uma caixa para fazer um solo, e durante isso o cabo da guitarra enrolou no case de pedais, e ele caiu um tombo em cima do palco, bem no momento de seu solo.

RX – E fale aqui sobre qualquer coisa que ache que está errado, direcionando isso para produtores, casas de shows, mídias, público ou até mesmo outras bandas:
J’KID: O que temos de errado, acredito, que seja o crescimento de bandas tributo e a falta de interesse do público “rocker” em bandas autorais. Acreditamos que com isso não teremos novas bandas, enquanto os grandes ícones vão morrendo. Mas creio também que boa culpa disso é o mercado, que não incentiva as bandas autorais. Mas como comentei no item acima, acho que o gênero está se reinventando e durante nossos shows temos tido um bom retorno e prestigio do público em nosso trabalho autoral. Mas junto à musicas autorais, o show da Hipercubo é repleto de clássicos do Hard Rock. O que posso acrescentar é que a Hipercubo segue divulgando seu trabalho autoral, do álbum TREM DA LOUCURA! Valeu cara, por tudo!

Clipe de HELENA

Clipe de GASOLINA

Clipe de NOITE DE SEXO

TREM DA LOUCURA (FULL)

por Rudson Xaulin

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