Sepultura e Biohazard tocam no Opinião no próximo dia 14 de março

A última vez que os brasileiros do Sepultura e os norte-americanos do Biohazard se apresentaram juntos foi no festival Monsters of Rock, realizado na Inglaterra, em 1996. Quase duas décadas depois, eles têm um novo encontro marcado. O show conjunto de dois dos maiores expoentes do metal pesado será no dia 14 de março, no palco Opinião. O Biohazard vem ao Brasil para divulgar o seu mais recente trabalho, chamado “Reborn in Defiance”. Já o Sepultura desembarca na capital gaúcha para mostrar mais um pouco do seu último álbum, intitulado “Kairos”. A noite promete ser a primeira grande celebração do metal pesado em 2013, ainda mais com a abertura das bandas gaúchas Grosseria, Xaparraw e Leviaethan. Imperdível, né?

SEPULTURA

Foi em Belo Horizonte, no ano de 1983, que a história do Sepultura começou. Mais precisamente quando os irmãos Max e Igor Cavalera decidiram chamar seus amigos de colégio Paulo e Jairo para montar uma banda. Um ano depois, com um contrato assinado, a banda gravava o seu primeiro álbum, “Bestial Devastation”.  Já em 1986, o disco “Morbid Visions” chegava às lojas e apresentava Andreas Kisser, o novo guitarrista do grupo, que substituiu Jairo na função.

Entretanto, a banda precisou de certo tempo para conquistar o mundo inteiro. O thrash metal do Sepultura só se tornaria realmente famoso a partir do álbum “Beneath the Remains”, lançado em 1989 pela gravadora Roadrunner Records. Com o sucesso do disco, que chegou a ser comparado ao clássico “Reign of Blood” do Slayer, o quarteto mineiro desbravou a América do Norte e a Europa em uma longa turnê. Na sequência, “Schizophrenia” e “Arise” foram essenciais para a consolidação do nome Sepultura nos quatro quantos do planeta. Tanto é que em 1991 a banda tocou no Rock in Rio II, para 50 mil pessoas.

Um “novo” Sepultura surgia em 1993. Preocupado com a situação política e social de muitos países, “Chaos AD” apresentava pela primeira vez as influências tribais na música do quarteto. Os hinos “Refuse/Resist” e “Territory” representavam muitíssimo bem o posicionamento crítico do grupo, que seria desdobrado em 1996 no álbum “Roots”, outro clássico absoluto do Sepultura. Porém, 1996 reservava também outra surpresa. Max Cavalera deixava o Sepultura após uma série de desentendimentos com os integrantes remanescentes.

Com o norte-americano Derrick Green nos vocais, a banda reencontrou o seu caminho em “Nation”, lançado em 2001. Mas nova formação não duraria muito tempo. Depois de “Dante XII”, de 2006, Igor Cavalera também decidiria deixar o Sepultura, sendo substituído por Jean Dollabella. E agora, na turnê de “Kairos”, lançado em 2011, outra mudança: quem assume as baquetas é Eloy Casagrande. Embora renovado, o Sepultura ainda é um dos grupos mais expressivos do metal brasileiro. E isso a banda vai mostrar em cima do palco, com um repertório abrangente e que contará um pouco dos 30 anos da história do grupo.

BIOHAZARD

O Biohazard foi formado em 1988, no Brooklin, em Nova York. Desde o seu início, a banda soube como poucas unir o rap e o hip hip ao hardcore e ao heavy metal. Com influências de Public Enemy e Suicidal Tendencies, a banda liderada pelo vocalista e guitarrista Billy Graziadei e pelo vocalista e baixista Evan Seinfeld gravou em 1999 o seu primeiro álbum. “Biohazard” foi sucesso imediato nos Estados Unidos e a banda entrou em turnê ao lado do Kreator pelo país.

Já com o status de banda importante e com um contrato assinado com a Roadrunner Records, o Biohazard lançou em 1992 “Urban Discipline”, que é considerado por muitos o seu melhor trabalho. As músicas “Punishment” e “Shades of Grey” levaram a banda para fora dos Estados Unidos, tanto na Europa como no Brasil. Sem perder tempo, “State of the World Address” saiu em 1994 e manteve a banda em destaque, com músicas pesadas e com letras ácidas, que abordavam os problemas políticos e raciais de diversas nações. A turnê mundial do Biohazard foi ao lado dos gigantes Pantera e Slayer.

Em 1996, o Biohzard lançou “Mata Leão”. O álbum teve grande aceitação e a força de sempre. O título é uma referência ao golpe de jiu-jitsu, esporte que todos os integrantes da banda praticam. Os anos se passaram e a banda não perdeu a mão. Em 1999, o pesado “New World Disorder” contava com a participação especial de Igor Cavalera, baterista do Sepultura, que havia excursionado com o Biohazard anos atrás pela Europa. Em um caminho mais hardcore e menos hip hop, “Uncivilization”, de 2001, “Kill or Be Killed”, de 2003, e “Means to a End”, de 2005, mantiveram intacto o legado do grupo para os fãs.

No entanto, uma mudança brusca remoldaria o trabalho do Biohazard. Para a surpresa de todos, inclusive dos seus integrantes, Evan Seinfeld deixou o grupo, após gravar “Reborn in Deffiance”, em 2011. Agora com Billy Graziadei (vocal e guitarra), Scott Roberts (vocal e baixo), Bobby Hambel (guitarra) e Danny Schuler (bateria), o Biohazard mostra vitalidade e boa forma em uma turnê que já passou pelos Estados Unidos e pelos principais festivais de verão da Europa. Novamente no Brasil, o quarteto contará com o carinho e o reconhecimento dos fãs.

SEPULTURA & BIOHAZARD
Abertura: Grosseria, Xaparraw e Leviaethan
Onde: Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)
Quando: 14 de março, quinta-feira, a partir das 19h
Classificação: 16 anos

Ingressos:
Pista – 1º lote: R$ 70
Pista – 2º lote: R$ 90
Pista – 3º lote: R$ 110

Pontos de venda:
Estúdio Black Stone: Rua Barros Cassal, 357
Lojas Multisom: Shopping Iguatemi, Praia de Belas, BarraShopping Sul, Moinhos, Total, Bourbon Ipiranga, Bourbon Wallig, Andradas 1001, Canoas Shopping, Bourbon Novo Hamburgo e Bourbon São Leopoldo
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