SMC divulga os homenageados e menções especiais do Prêmio Açorianos de Música

A Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Coordenação de Música da Secretaria Municipal da Cultura divulga os homenageados e menções especiais do Prêmio Açorianos de Música 2010. O prêmio está em sua vigésima edição e é o mais importante da categoria no Rio Grande Sul. A cerimônia de premiação acontece no dia 26 de abril de 2011, as 20h, no Teatro do Bourbon Country (Túlio De Rose, n°80, 2° piso). A entrada é franca e aberta ao público.

O Homenageado do Ano, pelo conjunto da obra, será Kleiton & Kledir.

Receberão o troféu de Menção Especial: Ayrton dos Anjos, Carlos Branco, Glênio Reis, OSPA 60 Anos, Revista Noize.

Abaixo um release dos Homenageados e das Menções Especiais.

Homenageado do Ano

Kleiton & Kledir apresentaram definitivamente para todo Brasil a nova música produzida pelos gaúchos. Eternizaram nosso sotaque diferente, nossa maneira própria de falar e cantar, com termos até então desconhecidos fora daqui, como “deu pra ti” e “tri legal”. Acabaram se transformando em símbolos do gaúcho contemporâneo, do homem moderno do sul do país, o que fez com que recebessem o título de “Embaixadores Culturais do RS”.

Tudo começou nos anos 70, quando lançaram com mais três amigos a banda “Almôndegas”, que foi um marco na história da música popular do Rio Grande do Sul. Em 1980, surgiu então a dupla Kleiton & Kledir. Sucesso imediato. Foram vários discos lançados (inclusive um em espanhol), o que lhes rendeu disco de ouro e shows por todo Brasil, EUA, Europa e América Latina. Suas composições foram gravadas por grandes intérpretes nacionais e internacionais.

Em 1987, a dupla se separou. Depois de sete anos eles voltaram, emocionando sua enorme legião de admiradores e conquistando uma nova geração de fãs. Lançaram os CDs “DOIS” (Som Livre), “CLÁSSICOS DO SUL” (Universal) e coletâneas que venderam mais de ½ milhão de cópias. Estiveram em Paris apresentando uma série de shows no Museu do Louvre e viajaram duas vezes em turnê pelos EUA. No carnaval carioca de 2002 foram homenageados pela Escola de Samba Caprichosos de Pilares, que desfilou com um enredo inspirado na música “Deu pra ti”.

Em 2005 gravaram o CD/DVD “Kleiton & Kledir – ao vivo” (Som Livre/RBS), que traz uma releitura da carreira de tanto sucesso. O disco, com produção do inglês Paul Ralphes, recebeu o Prêmio TIM de Melhor Disco do Ano, na categoria Canção Popular.

Em 2010, lançaram “AUTORRETRATO”, novo disco de inéditas pela Som Livre, que recebeu o Prêmio Açorianos de “DVD do ANO” e foi finalista do troféu “MELHOR DISCO”, no 21o Prêmio da Música Brasileira. O CD tem produção de Paul Ralphes e o DVD traz um filme-documentário com direção de Edson Erdmann. O lançamento incluiu um especial de televisão para o Canal Brasil e o apoio cultural da Rádio Globo.

A trajetória marcante e o comprometimento com a difusão da cultura gaúcha pelo país e pelo mundo, vão render a Kleiton & Kledir uma homenagem especial no Prêmio Açorianos de Música de 2011.

Menções Especiais

Ayrton dos Anjos – Renomado produtor fonográfico do RS, Ayrton dos Anjos, o Patineti, em 40 anos de trabalho produziu artistas, discos e CDs dos mais variados estilos, sempre lutando pela preservação e divulgação da música gaúcha, aqui e em outros Estados. Suas produções reúnem mais de 500 gravações nas quais figuram nomes nacionais como Elis Regina, Renato Borguethi, Neto Fagundes, Glênio Fagundes, Teixeirinha, Paixão Cortes, e muitos outros.

Ayrton antecipou-se ao Mercosul, gravando Raulito Barboza, Antônio Tarragô Ros, Pepe Guerra, Gilberto Monteiro e Os Serranos. Ainda entre os projetos gravados e lançados no exterior estão: Gaúchos em Sanary (França), Renato Borghetti (Paris, França), “Juntos”, Bebeto Alves, Totonho Velleroy, Nelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro (Viena, Áustria).

Foi responsável pelo lançamento dos principais discos e artistas que revelaram a música urbana do Rio Grande do Sul, produziu, em 1982, o MPG (Música Popular Gaúcha) num nobre espaço cultural da cidade do Rio de Janeiro: o Teatro João Caetano, dentro do Projeto Seis e Meia, onde reuniu os maiores nomes da música gaúcha. No mesmo ano, recebeu o troféu de melhor produtor musical e produtor de eventos, escolhido pela Zero Hora.

Entre as bandas atuais de MPB, pop-rock, samba e reggae que foram lançadas por Ayrton estão:  Produto Nacional   Hard Working,   Se Ativa, Bataclan F. C., Vera Loca, Segunda Maluca, Chimarruts e Fresno.

Ayrton dos Anjos é um grande defensor dos Festivais de Música, tão tradicionais no RS, foi o primeiro a incentivar o movimento, participando das Califórnias até as suas recentes edições, sendo o produtor do maior número de discos e de todas as suas reprises, como no Gigantinho (com lotação esgotada), Rio de Janeiro (Teatro João Caetano, Projeto Seis e Meia) e em Porto Alegre, na Ospa, Reitoria e Assembléia Legislativa.

Em 2005 idealizou e produziu o projeto “Seis e Trinta e Quatro”, colocando no palco do Teatro Renascença, Porto Alegre, as vencedoras das Calhandras e as músicas mais populares.

Gravou também em suas primeiras edições os Festivais: Tertúlia, Ciranda, Sapecada -SC, Coxilha, Seara, Musicanto, Vindima da Canção e outros.

Ayrton dos Anjos também recebeu do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore o troféu Destaque da Década e, de um grupo de artistas gaúchos, recebeu o Troféu Gaúcho 2000. Entre seus Projetos mais importantes estão:

Cinema Gaúcho (CD Neto Perde sua Alma, prêmio de melhor trilha no Festival de Cinema de Gramado), O Brasil Canta o Rio Grande, com os maiores intérpretes brasileiros como Gil, Caetano, Bethânia, Fafá, Ney Matogrosso, Belchior, etc., Buzina do Gasômetro – Rádio Web e Theatro – Bailei na Curva (disco).

Carlos Branco – Formado em Educação Artística, foi professor de violão clássico, teoria musical e gêneros e formas da música brasileira na Faculdade de Música Palestrina, de 1977, quando tinha apenas 14 anos de idade, até 1989.

Carlos Branco realizou a primeira entrega do Prêmio Açorianos de Música, foi o Coordenador de Música da Secretaria Municipal da Cultura e diretor do Auditório Araújo Vianna.

Produtor Musical com larga experiência atua a mais de 20 anos na área e é dono de umas das mais importantes produtoras gaúchas, a Branco Produções. Fundada em 1994, já trouxe para Porto Alegre artistas internacionais, como B. B. King, Paco de Lucia, Gonzalo Rubalcaba, Buddy Guy, Martha Argerich, Betty Carter e Brad Mehldau, entre outros.  E nacionais, como Caetano Veloso, João Gilberto, Djavan, Cássia Eller, Adriana Calcanhoto, Gal Costa, Hermeto Paschoal, Nelson Freire e Maria Bethânia, entre outros.
Além de espetáculos de teatro e dança, tais como Cia Deborah Colker, Ballet Imperial da Rússia, Celtic Legends, Ballet de São Petersburgo, Diávolo e Ballet Nacional de Cuba.
Participou também da produção de inúmeros eventos em todo país, administrou a programação cultural do TEATRO CIEE nos anos de 2009 e 2010 e o Projeto Música no Museu, em sua edição gaúcha, realizada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Administrou também a carreira do pianista MIGUEL PROENÇA e do grupo DELICATESSEN.

Na área de produção de discos, produziu cerca de 120 CDs e LPs, para artistas e empresas, além de ter fundado o selo Barulhinho, que lançou 27 discos de artistas gaúchos, dos mais diferentes gêneros.
Atualmente, além da realização de espetáculos na cidade de Porto Alegre, desenvolve a programação e produção da área musical do Santander Cultural, nas cidades de Porto Alegre e Recife. além de coordenar tournées de importantes artistas internacionais no Brasil, Chile, Uruguai e Argentina.

Glênio Reis – Sendo o mais antigo comunicador gaúcho na área musical, Glênio Reis teve seu primeiro contato com o rádio ainda na infância, através de uma galena. Aos 28 anos entrou para Rádio Difusora, onde no final dos anos 50 conquistou seus primeiro programa, “Falando de Discos”, líder em audiência. Glênio inovou em uma época de austeridade, foi o primeiro a adotar o termo disck jóckey no Estado e ocupou cargo na Rádio Farroupilha, a maior da época.

Do rádio, foi para a TV, onde atuava no programa GR-Show, na antiga TV Gaúcha. Com duração de 4 horas, e transmissão ao vivo, passaram pelo programa todos os grandes valores da música no Brasil.

Nos anos 60, Glênio comandou o programa “Rádio Baile Mesbla”, ainda na Farroupilha, que reunia grandes grupos em volta do rádio para dançar. Nos anos 70, em Porto Alegre, Um Novo Mundo à Zero Hora, fazia um programa de ronda noturna que começava à meia noite. Nos anos 80, no Programa da Pesada tocava discos marca-diabo, com músicas de mais de cinco minutos, que não tocavam em outras rádios. O Programa da Pesada, que segundo Glênio Reis, era alegre e louco conquistou o público universitário.

Hoje, Glênio segue sua rotina cobrindo festivais nativistas pelo estado para a rádio Gaúcha, onde tem o programa “Sem Fronteiras”, mesmo nome de seu site, onde conta sua história, fala de atualidades, esporte e de outras personalidades.

Como reconhecimento de sua contribuição para o rádio e para a propagação da cultura gaúcha através da música, este ano, Glênio recebe a homenagem do Prêmio Açorianos de Musica, em sua 20ª edição.

OSPA 60 ANOS – A Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre é um dos mais importantes complexos educativo-musicais do País.  Centralizada na OSPA, que  há 60 anos leva a música de concertos a todos os públicos, a Fundação, presidida por Ivo Nesralla,  compreende  ainda um Conservatório de Música e  um Coro Sinfônico.  Mantida e administrada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul através da  Secretaria Estadual de Cultura , a OSPA , que tem como diretor artístico Tiago Flores, mantém uma média de 70 concertos por ano  e atinge um público de 100 mil pessoas em todo o Rio Grande do Sul, realizando apresentações oficiais em teatros,  para escolas, no interior do Estado e para a juventude.  . Muitos artistas de renome já passaram pela orquestra, entre eles, Friedrich Gulda, Antonio Janigro, Janos Starker, Pierre Fournier, Mischa Maisky, Bruno Gelber, Kurt Redel, Montserrat Caballé, Luciano Pavarotti e Josep Carreras, entre outros. Entre os regentes titulares da segunda orquestra mais antiga do país em atividades ininterruptas  destacam-se o maestro Eleazar de Carvalho e Isaac Karabtchevsky.

Este ano, o Prêmio Açorianos de Música, reconhece o papel da OSPA nesses 60 anos de história, e homenageia o trabalho dos profissionais que fizeram história representando a cultura gaúcha.

Revista Noize – Publicação mensal e gratuita que, desde 2007 trabalha na divulgação da cena musical de forma inovadora e irreverente. Destinando espaço tanto para o passado distante quanto as primeiras colocações das paradas, os reviews dão o mesmo destaque às bandas independentes que àquelas cujo nome já foi dito à exaustão, as seções extrapolam os limites da música para falar de moda, cinema e toda expressão artística que se liga ao mundo musical. Tudo isso aliado a um projeto gráfico atraente e dinâmico, que dá destaque à arte e ao visual ao mesmo tempo em que favorece uma leitura confortável.

Como reconhecimento ao trabalho da publicação musical da revista nos últimos quatro anos, a Noize recebe uma homenagem no 20º Prêmio Açorianos de Música, maior prêmio direcionado para a produção musical gaúcha.

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