Stevan Zanirati leva o ouvinte em uma viagem em seu disco “Álbum Aleatório “

Stevan Zanirati / Divulgação

O cenário independente está cada vez mais forte. São muitos os meios do artista levar ao forno seu trabalho. Hoje, como um exemplo claro deste avanço musical, trago o músico Stevan Zanirati com seu primeiro disco, “Álbum Aleatório”. Artista e compositor, teve inicio na musica autoral em 2010 formando as bandas Atrás de Verbas, Atomic Yellow e Os Liverpoa. Desde 2014, como artista solo, tocando com bandas de apoio ou voz e violão, reúne suas composições para formar seu álbum de inéditas com a devida parceria do produtor e músico Maestro Sujo.

Gravado na Casa de Insetos (Viamão, RS ) e com produção do Maestro Sujo, o “Álbum Aleatório” é um trabalho que foi formado aos poucos, com precisão em sua elaboração, o que o torna único. A obra traz grandes refrões, riffs psicodélicos com pegada popular e até surf music.

Essa parceria entre Stevan e Maestro Sujo realmente foi algo inédito e que deu super certo. Conseguiram transformar as composições em um encontro de doses de psicodelia, balada e overdrive, o que tornou o disco leve e gostoso de ser ouvido. A faixa “Ao Som da Maçã” traz uma introdução do que é a base do disco, solos de guitarra e overdrive encorpando a letra que viaja aos ouvidos. A segunda faixa, “Repertório da Noite”, na minha opinião é a grande surpresa do disco, pois apresenta um swing diferenciado no som com aquele surf psicodélico, seguindo esta viagem musical muito bem feita pela dupla. A faixa “Valer a Pena” traz uma elaboração maior no vocal e maior presença do backing vocal. Noto que a utilização de novos elementos no álbum começa a surgir com maior presença, mantendo o psicodelismo.

Então chegamos na faixa “Quando Parar de Chover”, um som mais rock’n’roll com maior presença de influência dos Beatles. Já na faixa “Mary”, o artista dedica um som mais romântico, me lembrando o saudoso Júpiter Apple, com elemento da ”corneta artesanal” feita pelo Maestro Sujo para completar a sonoridade. Depois do groove mais romântico, o disco volta a ser mais enérgico na faixa “Não é uma Canção de Amor”. “Não Durma no Ponto” é uma faixa mais crítica e pesada que traz uma letra forte sobre a sociedade e marca muito bem o encerramento desta bela obra musical. Um disco que realmente me surpreendeu e me levou às veias psicodélicas novamente. A dupla Stevan Zanirati com Maestro Sujo fluiu muito bem, o que deixam bem claro aqui.

por wendell pivetta

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