Tagua Tagua lança lyric video de Dádiva.

Tagua Tagua / Rafael Rocha

Pedaço Vivo é o sucessor de Tombamento Inevitável, EP que marcou a estreia de Tagua Tagua, no final de 2017. O novo trabalho traz à tona uma reflexão sobre momentos que, a princípio, são dolorosos e angustiantes, mas, que também podem ser como pontes para uma fase otimista. Felipe Puperi, produtor e compositor responsável pelo projeto, conhecido também por ser a voz da banda gaúcha Wannabe Jalva, faz um breve resumo do EP: “O disco é um passeio pelo universo da dor, desde o sentimento de solidão existencial em ‘Dádiva’, passando pela dor da indiferença em ‘Na Banguela’ e finalizando com a dor da perda ou fim de ‘Desatravessa'”, conta. Além disso, hoje Tagua Tagua lança o lyric video de Dádiva, primeiro single lançado. A concepção, direção e edição do vídeo levam a assinatura de Felipe.

Os questionamentos que Tagua Tagua apresenta acerca da dor provocam uma importante reflexão, é possível perceber o sentimento de dor como instrumento de mudança, transformação. Segundo Felipe, “independente da situação, é muito importante viver a dor e entender que ela é parte do ‘pacote da vida’.

O EP propõe que esse sentimento, se aceito e vivido na sua essência, tem o poder de nos transformar e transformar nossa estada nesse plano”.

Apesar da temática, as músicas não são sombrias e trazem uma certa irreverência no arranjo, o que faz com que a leitura sobre o tema seja em alguns momentos sonhadora e/ou esperançosa e não tão melancólica. Felipe assina toda a produção das músicas que foram gravadas no estúdio Casa das Fitas Balançantes, que fica na garagem de sua casa, em São Paulo. A mix é de Thiago Abrahão, parceiro de Felipe na Wannabe Jalva, já a master ficou sob a responsabilidade do americano Brian Lucey, que colabora com Felipe há alguns anos. Brian já trabalhou com nomes como Arctic Monkeys, Black Keys, Cage The Elephant, Chet Faker e Liam Gallagher.

Quanto à ideia do lyric video, também disponibilizado hoje, Felipe, que também dirigiu o material, diz: “O lyric video de Dádiva partiu de experiências e vivências reais minhas. Quis trazer um lance mais pessoal pra esse vídeo, uma compilação de imagens de várias pessoas queridas, amigos muito próximos que fui encontrando nos últimos tempos por aí. Acredito que a letra da música trata de algo bem comum a todos, que é essa questão da dor, de ser um pedaço vivo no mundo e ser atravessado e transformado por esse sentimento em várias etapas da vida. Por ser algo tão significativo e íntimo eu quis colocar pessoas importantes pra mim cantando essa letra e falando sobre isso também”.

Faixa a Faixa

O EP abre com Dádiva, faixa que questiona os anseios e dúvidas que rodeiam o personagem e como ele se deixa impactar. “É sobre como tememos nos encontrar com o mais íntimo do nosso ser. Além de questionar por que damos tanta importância pra tudo que nos cerca e por que queremos fugir de alguns sentimentos”, diz Felipe. Dádiva tem bastante utilização de percussões e também de samples e beats. “Eu já venho há um tempo introduzindo isso nas composições do Tagua e, agora, meio que pesei um pouco mais a mão. Falo muito de temas que são profundos, então, procurei pesar um pouco no arranjo pra não ficar sutil demais. Gosto de brincar com o lance de falar o que sinto e apresentar isso de uma forma frenética, mesmo quando o tema da música parece delicado”, conta. Além disso, a faixa traz instrumentos de sopro, que a aproxima um pouco do afrobeat, que também apareceu no EP anterior, Tombamento Inevitável. “Dessa vez gravamos sax barítono e trombone. Quis algo bem aterrado, grave e com uma sonoridade de chão na primeira parte da música. Já no refrão, a coisa viaja um pouco mais e decola num voo delirante, com sintetizadores e um groove bem marcado do baixo”, conta.

Na Banguela, segunda música do EP, foi escrita logo depois do lançamento de Tombamento Inevitável, “ela se encaixava bem no contexto das outras músicas do EP, tanto pela ideia da letra, quanto pelo estilo do arranjo. É uma música que eu gosto bastante porque é solar e esperançosa, ao mesmo tempo que trata de um assunto, de certa forma, melancólico”, reflete Felipe. O tema central da faixa fala sobre a angústia provocada pelo não reconhecimento, o personagem sofre com a indiferença das pessoas, tanto no trabalho como na vida, mas, “mesmo assim, encontra forças para seguir a vida do jeito mais bonito possível, colocando sua beleza e sua imaginação nas coisas que o cercam”, conta o compositor.

Já Desatravessa é a mais melancólica das faixas e foi a última música composta para o EP. Ela fala sobre o fim, a perda, a falta de lugar e também reflete acerca do não mais pertencimento. A faixa imprime uma sonoridade com referências do eletrônico / R’n’B com soul rock. Guitarras com fuzz fritadas, sintetizadores e as vozes sintéticas são as marcas do som. “Essa música fiz praticamente sozinho, gravei quase todos os instrumentos e chamei o Leo Mattos para gravar bateria”.

TRACKLIST
1 – Dádiva (Felipe Puperi)
2 – Na Banguela (Felipe Puperi)
3 – Desatravessa (Felipe Puperi)

FICHA TÉCNICA – PEDAÇO VIVO
Felipe Puperi – Guitarra, Sintetizadores, Vozes, Percussão, Baixo, Programações
Jojo Lone Star – Guitarras, Baixo
Leo Mattos – Bateria
Mauro – Sax Barítono
Diego – Trombone
Gravação e Produção: Felipe Puperi
Mix: Tiago Abrahão
Master: Brian Lucey
Gravado na Casa das Fitas Balançantes, São Paulo – SP

DISCOGRAFIA:
Tombamento Inevitável (EP – 2017)
Te Vi (single – abril/2018)
Preso no Amanhã (single – junho/2018)

Shows

No palco, a formação do Tagua Tagua é Felipe na guitarra e vocal, Lucas Victorino nas programações e percussão, Leo Mattos na bateria, Rafael Findans no baixo e Jojo Lone Star na guitarra e synths.

SOBRE TAGUA TAGUA

Tagua Tagua, projeto assinado pelo compositor e produtor musical gaúcho, Felipe Puperi, nasceu com um EP de três faixas intitulado Tombamento Inevitável, registrado em fevereiro de 2017. Lançado em novembro do mesmo ano, o EP foi produzido por Felipe, mixado por Tiago Abrahão e masterizado pelo norte-americano Brian Lucey, que já trabalhou com nomes como Black Keys e Chet Faker.

Após sete anos dedicados às composições da Wannabe Jalva, banda que tem turnês nacionais e internacionais no currículo, com festivais como Lollapalooza, Bananada, Meca, Planeta Atlântida e dividido palco com artistas como, Jack White, Pearl Jam, entre outros, atualmente, Felipe Puperi segue focado nos próximos passos do Tagua Tagua. Dessa forma, o músico segue um novo caminho, compondo em português e explorando percussões brasileiras, ritmos africanos, além de soul rock, elementos etéreos e eletrônicos.

No início de 2018, a música “Rastro de Pó” – que está na playlist “Música Brasileira pra Gringo Ouvir” no canal do Bananas Music no Spotify -, ganhou clipe filmado no interior da Bahia, que retratou a cultura e tradição da Guerra de Espadas. O filme, dirigido por Douglas Bernardt, foi premiado como melhor Music Video Latino no Ciclope Festival, realizado no México, em junho. Ainda no primeiro semestre de 2018, Tagua Tagua se apresentou no palco do SESC Interlagos, em São Paulo (SP) e no Agulha, em Porto Alegre (RS). Também fez parte do line-up do Festival Path, ao lado de nomes como Rubel, Luiza Lian, Castello Branco, Dona Onete, Tono e Giovani Cidreira. Atualmente, ele prepara o lançamento de Pedaço Vivo, segundo EP do projeto.

Além disso, Felipe também atua como produtor musical, sendo responsável pelo disco CATTO, de Filipe Catto e pela versão de Johnny Hooker, da música “Beija-Flor”, originalmente cantada pelo Timbalada, pra novela das 21h da Globo, “Segundo-Sol”.

por Tchaina por Sub_Discos

Fonte: Sub_Discos

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