Wonkavision

Wonkavision tem moogs, guitarras, harmonias vocais e letras que falam das idiossincrasias do cotidiano. Tem algo pra baixar aqui: http://www.tramavirtual.com.br/wonkavision Release presente no site da TramaVirtual: O Wonkavision toca power pop. Curtem backing vocals e usam sintetizadores analógicos, como o Moog. Sobre as canções, é natural ouvir nas músicas melodias animadas fazendo fundo para histórias sobre as idiossincrasias do comportamento humano. Este certo contraste é inspirado no próprio clima do filme que gerou o nome da banda, A Fantástica Fábrica de Chocolate. Um cenário colorido que abriga uma fábula sinistra. O Wonkavision não tem vergonha de ser Pop. Pop, numa palavra, popular, fácil de ser entendido por um grande número de pessoas e, por favor, aqui, fácil passa longe de banal, óbvio. Soando pop, a banda venceu um concurso virtual de bandas promovido pela Coca-Cola do Rio Grande do Sul em 2002 (que envolveu a MTV/RS e as rádios Atlântida, Ipanema e Pop Rock) que teve mais de 600 músicas inscritas. O hit Nanana foi a eleito pelo público, que votou pela internet, com 69.578 votos (mais que o dobro da segunda colocada). Difícil é ser novo e ter um disco bem produzido. Mas a Wonkavision soa madura e moderna pelas mãos de John Pato Fu, que empresta sua experiência de inventor de bons sons e garimpador das sonoridades perfeitas aos gaúchos e assim poupa os novatos de várias etapas em busca de sua verdadeira identidade sonora. Aperte a tecla play e, de repente, um solo de moog conduz para um mundo tão conhecido e, ao mesmo tempo, novo. Conhecido porque cada uma das 12 músicas do álbum de estréia do Wonkavision traz referências ao melhor do pop clássico, das melodias às harmonias vocais dos anos 60. Novo porque tudo ganha um sabor diferente com o peso dos instrumentos, a produção impecável de John Ulhoa e, principalmente, as letras que retratam com perfeição as angústias, fantasias, sonhos, dúvidas, alegrias, medos e frustrações de jovens comuns. Pessoas que parecem viver em um gap interminável entre a adolescência e a vida adulta. Você pode ser o cara que não sabe mais o que fazer de sua vida profissional em O Plano Mudou. Quem nunca foi tão confuso como em Comprimidos? Quem nunca quis largar tudo para casar com uma grande paixão como em A Garota Mais? Quem nunca teve um relacionamento com alguém viciado em rejeição como em Rejection Junkie? Democrático, promove a alternância de vocais masculinos e femininos, e cria uma identidade forte com o universo de ambo os sexos. É sintomático que no mesmo disco haja frases como “com qual brinquedo começo a brincar nesse jogo mais rosa do que azul?”, da pérola Brinquedos, ou “garotas assim tem aos montes por aí”, de Aquele Alguém. E se rock é um estilo ultra-pop, Quando 16 é rock pronto para virar hino do estilo, que tem nas guitarras de Rejection Junkie outro de seus melhores momentos. O Wonkavision faz mais do que falar sobre esta geração com falhas de caráter contínuo. Will, Manu e Kiko, na verdade, utilizam o pop-mais-do-que-perfeito para retratar a vida-mais-do-que-imperfeita. Veja, por exemplo, Problemas. É impossível não se apaixonar pela sua doce melodia. Até que, sem nenhuma piedade, o Wonkavision nos leva ao nocaute com um refrão tão dolorido quanto bonito: “entra ano, passa e sai, e eu aqui a esperar, por algo que faça a vida ser melhor, pra variar”. Sim, a vida pode ser melhor. E o Brasil está prestes a se apaixonar por uma nova banda. Wonkavision é: Will (Voz e Guitarras), Manu (Voz e Moog) e Kiko (Bateria e Backings Vocals).

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Site: http://www.wonkavision.com.br