Yanto Laitano lança seu novo disco: Yantux

Yanto Laitano / Raul Krebs

Yanto Laitano está de volta à estrada para lançar “Yantux”, disco conceitual, com uma série de músicas conectadas que contam a história de um personagem que vive entre viagens psicodélicas e paixões que terminam tão rápida e intensamente quanto começaram. Ouvidas em sequência, as 18 faixas revelam uma história, paisagens sonoras e uma série de personagens. Ao mesmo tempo, as canções são independentes e, quando ouvidas separadamente, não dão a impressão de construir uma narrativa.  Yanto Laitano está de volta à estrada para lançar “Yantux”, disco conceitual, com uma série de músicas conectadas que contam a história de um personagem que vive entre viagens psicodélicas e paixões que terminam tão rápida e intensamente quanto começaram. Ouvidas em sequência, as 18 faixas revelam uma história, paisagens sonoras e uma série de personagens. Ao mesmo tempo, as canções são independentes e, quando ouvidas separadamente, não dão a impressão de construir uma narrativa.

São nove músicas – divididas entre rocks viscerais, temas mais suaves, baladas e músicas instrumentais – costuradas por vinhetas na forma de ligações telefônicas e gravações na secretária eletrônica. Todas as letras e músicas são composições de Yanto Laitano. A produção musical foi feita por Yanto, Vicente Guedes e Beto Chedid.

Além do próprio Laitano como Yantux, no disco, os personagens ganham a voz de Júlio Reny (Camarada), Marina Mendo (Neo-Hippie) e Elisa Heidrich (Xuxu). Outros personagens do universo do protagonista também são interpretados por Adriana Deffenti, Viviana Herrera, Rodrigo e Luciana Delacroix. As vinhetas, na forma de ligações telefônicas e gravações de secretária eletrônica têm duração que vão desde alguns segundos até mais de um minuto.

A canção “Camarada”, lançada como single na Sala Álvaro Moreyra em junho deste ano, retrata a nostalgia de velhos amigos que conversam em uma mesa de bar. O humor ácido e sentimental de “Meu Amor (eu te odeio)”, clássico do rock gaúcho, volta a aparecer na canção “Imbecil”. O ápice da psicodelia fica por conta de “Cadê o Yantux” e “As Viagens de Yantux”.

A primeira parte do álbum, mais intensa e elétrica, trata da relação com a personagem “Xuxu”, o fim, a revolta e a dor de cotovelo. Quando a personagem “Neo Hippie” entra em cena, inicia um novo momento no disco: as guitarras são substituídas por violões, gaita de boca e bandolim, a bateria quase que desaparece e a temática sai do urbano e vai para o rural, com direito ao som de grilos ao fundo.

O disco, lançado pelo Selo180,  faz uma série de referências. Algumas bem perceptíveis, outras nem tanto. Em Disco Voador: “A fumaça da cidade deixa minha alma cinza e o céu que era de blues, tá difícil de enxergar”, numa referência a música Sob um Céu de Blues, dOs Cascavelletes. Os personagens Mestre Jonas e a baleia estão presentes em “Canção do Capitão”. Em “Quando eu Fui Embora sem Você”, há uma referência a Roberto Carlos. As referências também estão em nível técnico como as frases de guitarra de “Camarada”, que remetem à maneira como George Harrison tocava slide guitarra, ou como os vocalises “oh yeah” em “Imbecil”, numa referência à maneira do ex-Mutantes Arnaldo Baptista cantar em “Loki?!”. Também existem referências, algumas sutis, outras escancaradas, à Pink Floyd, Led Zeppelin, Zé Rodrix, Vinicius de Moraes e os Afro-Sambas, Raul Seixas e também ao universo da música de desenho animado.

YANTO SOBRE O DISCO YANTUX:

“Há muito que busco um meio termo entre música popular e música experimental. Em Yantux eu consegui ir mais adiante nessa busca pessoal: o disco tem uma série de canções populares, ou pop, ou canção urbana contemporânea, nunca consegui definir o termo com exatidão. Mas existe uma série de experimentalismos que agem como uma ruptura, como nas músicas em que a função da voz não é de canto e sim de fala, de diálogo ou nas partes que remetem à rádio-teatro e/ou que criam uma série de paisagens sonoras, formadas por recortes e colagens. A própria concepção de Yantux, como um disco conceitual com uma narrativa e personagens, é algo experimental dentro do contexto do que tenho trabalhado.”

SOBRE YANTO LAITANO:

Yanto é considerado um dos artistas mais inquietos do cenário gaúcho. Transita pela música erudita contemporânea e por diversos gêneros da música popular, sobretudo o rock. Tem diversos prêmios na bagagem, incluindo Histórias Curtas (RBS), Festival de Cinema de Gramado e oito prêmios Açorianos por suas produções, duas delas publicadas no CD da revista “Guitar Review”, de Nova York. Fez trilhas para filmes, documentários, desenho animados, teatro, dança e circo. Foi diretor musical do espetáculo Nativitaten, em duas edições do Natal Luz. Na estrada, já fez apresentações em SC, SP, RJ, Uruguai, Argentina e Cuba, além de ter composições apresentadas em concertos na Alemanha, Estados Unidos, Holanda, Hungria, Irlanda e Suíça.   É criador e diretor do espetáculo “Orquestra de Brinquedos”, sucesso de crítica e público. Desde 2007, vem pesquisando e trabalhando com a música de diferentes povos indígenas do país, compondo trilhas sonoras para documentários, filmes e exposições de arte ligadas à causa indígena e ambiental e realizando performances musicais em conjunto com lideranças indígenas como na 8ª Bienal do Mercosul e na Rio + 20. Bacharel em música e mestre em composição pela UFRGS, é professor no curso de Produção Fonográfica da Unisinos.

O disco já está nas plataformas digitais e à venda em lojas físicas da Capital.

Digital:
– iTunes: https://goo.gl/exBri9
– Google Play: https://goo.gl/EY7pAG
– ONErpm: https://goo.gl/mS8hA1
– Selo180: http://www.selo180.com/pre-venda/

Lojas:
– Boca do Disco (Rua Marechal Floriano, 474)
– Classic Rock (Galeria Chaves – Sala 31)
– Regentag (Rua General João Telles, 522)
– Toca do Disco (Rua Garibaldi, 1043)

FICHA TÉCNICA DO DISCO

Yanto Laitano | voz, piano, piano Rhodes, órgão Hammond, clavinete, violão nylon, vocais, efeitos, sonoplastia, percussão de água
Beto Chedid | guitarras (slide, base e solos), violões (aço, nylon, nashville e resonator), bandolim, harmônica, efeitos guitarra e vocais
Filipe Narcizo | baixo e vocais
Pedro Petracco | bateria e congas

Participações especiais: Elisa Heidrich, Júlio Reny, Marina Mendo, Luciana Delacroix, Rodrigo Delacroix, Viviana Herrera, Luciano Leães, Adriana Deffenti, Marcelo Delacroix e Thomas Dreher.

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